FENO-GREGO

20/01/2020 22:20

Trigonella foenum-graecum  L..

Fabaceae 


Sinonímias: Trigonella tibetana (Alef.) Vassilcz.

Nomes populares:  Feno-grego, fenacho, alforvas, fenogreco, trigonela, fenugreek, entre outros.

Origem ou Habitat: É originário da Europa e Ásia meridional.

Características botânicas:  É uma planta herbácea, ereta, que mede até 60 cm de altura. Folhas pecioladas trifoliadas com bordos dentados. Flores papilionáceas branco-amareladas, solitárias ou dispostas aos pares nas axilas das folhas. O fruto é uma vagem longa, fina, pubescente, medindo de 5 a 7,5 cm de comprimento, em formato de espada, com uma ponta longa e curvada, contendo de 10 a 20 sementes quadrangulares e amareladas em seu interior.

Partes usadas: Sementes secas (principalmente) e folhas.

Uso popular:  As informações disponíveis na literatura sobre os benefícios para a saúde e efeitos farmacêuticos de Trigonella foenum-graecum, responsável por suas propriedades medicinais conhecidas como carminativo, estimulante gástrico, antidiabético e galactagogo (indutor da lactação) e adiciona novos efeitos terapêuticos em pesquisas mais recentes como hipocolesterolêmico, antilipidemia, antioxidante, hepatoprotetor, anti-inflamatória, antibacteriana, antifúngica, anti-úlcera, antimutagênico, anticarcinogênico e diversos outros efeitos medicinais do feno-grego. (A maioria desses estudos usaram pó de semente)(YADAV UC1, Baquer NZ., 2014).

Usos culinários: as folhas secas são empregadas para aromatizar diferentes pratos orientais. As folhas frescas são cozidas como curry na Índia. Com as sementes germinadas são elaboradas saladas enquanto que no Egito e Etiópia são usadas para aromatizar pães e queijos.

Convém tostar as sementes para diminuir seu amargor. Seu aroma é parecido com o aipo ou salsão ((Apium graveolens)(ALONSO, J. 2004).

Composição química:  Estudo mostrou a presença de hidratos de carbono, de alcalóides, saponinas, taninos, compostos fenólicos e flavonóides em fração de metanol de sementes de Trigonella foenum-graecum. (SELVARAJ, R., 2015)

Segundo ALONSO, J.(2004)- Saponinas (do tipo esteroidal): fenugrekina, diosgenina, yamogenina, gitogenina, tigogenina, neotigogenina e fenugrina. Saponinas (do tipo não esteroidal): trigonelosídeos A, B e C. Nas folhas e talos foram identificados graecuninas. Lipídios insaturados (8-10%): ácidos linoleico, linolênico, oleico e palmítico. Glicídios (40-58%): estaquiose, trigofenosídeos A-G e mucilagem (20-30%) em sua maioria formados por galactomananos e encontrados nas paredes celulares do endosperma. Alcalóides: traços de trigonelina, gencianina, colina e carpina. Flavonóides: apigenina, luteolina, kaempferol, quercetina, vitexina, isovitexina, tricina, naringenina, saponaretina, orientina, homoorientina. Entre outros. O feno-grego (Trigonella foenum-graecum) pode ser uma fonte industrial de diosgenina para a produção de hormônios esteróides.

Composição nutritiva das sementes: proteínas, lipídios, fibras, carboidratos, cinzas, cálcio, fósforo, ferro, sódio, potássio, magnésio, provitamina A, tiamina (vit. B1), riboflavina (vit. B2), ácido ascórbico (vit. C), niacina (vitamina B3), vitamina PP ou ácido nicotínico

Ações farmacológicas: A grande quantidade de compostos ativos contidos nesta planta conferem-lhe uma ampla versatilidade de ações farmacológicas. As mais investigadas são as atividades hipoglicemiantes e hipocolesterolemiantes, que vem se confirmando tanto em estudos com animais não-humanos como em humanos (ALONSO,J., 2004).

Atividade antimicrobiana: extratos aquoso, metanólico e cetônico de sementes de Trigonella foenum-graecum mostrou atividade antimicrobiana frente a bactérias causadoras de diarréia: Escherichia coliSalmonella spp., Vibrio spp., Shigella spp.(SELVARAJ, R., 2015)

Foram evidenciados, em animais de laboratório, atividades analgésica, antipirética e anti-inflamatória.(ALONSO,J., 2004)

O chá de ervas contendo feno-grego, dado a mulheres no pós-parto, que participaram de uma pesquisa para saber efeito sobre a produção de leite materno e ganho de peso dos bebes foi aceito como positivo para estes dois parâmetros.(Turkyılmaz C1 et all., 2011).

Interações medicamentosas: Devido a atividade hipoglicemiante demonstrada pelas sementes de feno-grego, pacientes diabéticos tipo 1 devem ajustar as doses de insulina, no caso de se administrar simultaneamente.

Pacientes com transtorno da tireoide devem ajustar as doses de hormônios tireoidianos, caso consumam simultaneamente com chá de feno-grego, porque pode diminuir a concentração sérica do hormônio tri-iodotironina (T3) e aumentar os níveis de tiroxina (T4). (ALONSO, J.(2004).

Contra-indicações:  O feno-grego é contraindicado em grávidas.

Observações: Curiosidades: “Foram os antigos gregos que acharam por acaso uma semente curativa no monte de feno. Conta a história que os agricultores gregos, na esperança de tornar seu feno, embolorado e rançoso, mais palatável para seus cavalos, temperavam a coisa com punhados de uma plantinha verde que tinha cheiro de aipo. Os animais doentes, principalmente aqueles com estômagos inflamados e intestinos irritados, logo mostravam sinais de estarem melhores e passavam a ter bom apetite. Espalhou-se que aquela mistura de plantas era a melhor maneira de levar uma vaca ou cavalo ao feno e fazer com que comessem”.

 

Referências:
ALONSO, J. Tratado de Fitofármacos y Nutracéuticos. 1. ed. Rosario, Argentina: Corpus Libros, 2004.

SELVARAJ, R.; Rani, S. Jansi; Saravanan, D.: “Antimicrobial and phytochemical study of Trigonella foenum-graecum against diarrhoeal pathogens.” From Journal of Chemical and Pharmaceutical Research (2015), 7(7), 994-998. (SCIFINDER) Acesso 01 Abril 2016.

TURKYILMAZ C1, Onal E, Hirfanoglu IM, Turan O, Koç E, Ergenekon E, Atalay Y. – “The effect of galactagogue herbal tea on breast milk production and short-term catch-up of birth weight in the first week of life.” – J Altern Complement Med. 2011 Feb;17(2):139-42. (PuBMED) Acesso 05 Abril 2016.

WYK, Ben-Erik van & WINK Michael “MEDICINAL PLANTS OF THE WORLD”, Timber Press, Portland, Oregon/U.S.A. 2004.

YADAV UC1, Baquer NZ. “Pharmacological effects of Trigonella foenum-graecum L. in health and disease.” – Pharm Biol. 2014 Feb;52(2):243-54. http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/24102093 – Acesso 04 Abril 2016.

http://temperante.blogspot.com.br/2011/08 – Acesso 30 Março 2016.

http://www.tropicos.org/Name/13057051 – Acesso 30 Março 2016.

Tags: Anti-inflamatórioAnti-oxidanteAntibacterianaAntidiabéticoAntilipemianteAromáticaCarminativaGalactagogoHepatoprotetoraHipocolesterolemiante

COENTRO

08/01/2020 16:00

Coriandrum sativum  L.

Apiaceae (ex Umbelliferae)


Sinonímias: Selinum coriandrum Krause. 

Nomes populares:  Coendro,coentro,coentro-das-hortas, xendro, coriandro, cilantro, culantro. 

Origem ou Habitat: Nativa da região Mediterrânea. 

Características botânicas:  Herbácea ereta, anual, ramificada, aromática, de 30-70 cm de altura. Folhas compostas bipinadas, as basais dentadas divididas em segmentos largos e irregulares (como as da salsa), e as folhas superiores finamente divididas e muito mais numerosas. Flores pequenas, brancas, dispostas em umbelas terminais acima da folhagem. Os frutos são aquênios estriados, arredondados, acastanhados, medindo 3-5 mm de diâmetro, contendo duas sementes, uma em cada aquênio. Multiplica-se apenas por sementes. 

Partes usadas:Folhas, frutos e sementes. 

Uso popular:  Segundo Lorenzo & Matos, 2008, no Norte e Nordeste é o principal condimento dos pratos preparados com peixe. É também usado como aromatizante de pães, licores, cervejas e na indústria de perfumes. 

É carminativo, sudorífico, hemostático, tônico estomacal, para cólicas gastro-intestinais, falta de apetite, problemas respiratórios; é reputado como depurativo do sangue e possuir propriedades antibacterianas. Também tem fama de ser galactógeno, é estimular a produção de leite nas lactantes.

Tags: AntibacterianaAromáticaCarminativaCólicaCondimentoDepurativoHemostáticoSudorífica

CIPÓ-INSULINA

08/01/2020 15:56

Cissus sicyoides  L.

Vitaceae  


 Sinonímias: Vitis sicyoides (L.) Morales, Cissus brevipes C.V. Morton & Standl., Cissus elliptica Schltdl& Cham., Cissus obtusata Benth., Cissus umbrosa Kunth, Cissus canescens Lam., Cissus compressicaulis Ruiz & Pav. 

Nomes populares:  Cipó-insulina, insulina-vegetal, insulina, anil-trepador, cipó-pucá, cipó-puci, puçá, uva-branca, uva-do-mato, tinta-dos-gentios, cortina-de-pobre, cortina-japonesa, achite, caavurana-de-cunhan, etc

Origem ou Habitat: Nativa da região norte do país. 

Características botânicas:  Herbácea trepadeira, perene, vigorosa, de até 6 metros de altura, com ramos e folhas carnosas, com gavinhas opostas às folhas, que são simples, membranáceas, glabras, oblongas, pecioladas, mais ou menos dentadas, de 4 a 7 cm de comprimento e 2,5 a 4,5 cm de largura. Flores pequenas, de cor creme ou amarelo-esverdeada, dispostas em inflorescências corimbiformes. Fruto drupa ovoide-globosa, de cor roxo-escura, com polpa carnosa, contendo uma única semente de cerca de 6 mm de comprimento. Multiplica-se por sementes e por enraizamento dos ramos. 

Partes usadas:Folhas, talos e frutos. 

Uso popular:  Considerada antidiabética, anti-inflamatória, antibacteriana, emenagoga, aumentando a resistência de vênulas e arteríolas (Drescher, 2001). O chá das folhas é utilizado principalmente para o tratamento de problemas cardíacos, incluindo taquicardia e pressão alta (Van den Berg, 1983), além de hidropsia, anemia, derrames, tremores e como ativador da circulação sanguínea (Lorenzi & Matos, 2002). O suco das folhas e ramos é utilizado em regiões da Amazônia contra epilepsia por sua ação anticonvulsivante e nos últimos anos tem sido muito empregada como hipoglicemiante. (Lorenzi & Matos, 2002). Em Cuba é utilizada para transtornos respiratórios, como catarro, tosse e asma. É usada externamente para afecções de pele, como furúnculos e abscessos e também para fraturas (uso comum no México) (Gupta, 1995). 

Composição química:  Estudos fitoquímicos evidenciaram a presença de esterois, quinonas e compostos fenólicos nas folhas e antocianinas no fruto. Outras investigações apontaram a presença de aminoácidos, alcaloides, saponinas, taninos, açúcares, esterois, lactonas sesquiterpênicas e luteolina (Gupta, 1995). Possui flavonóides como cianidina, cianidina-3-arabinosideo, cianidina-3-rhamnosil-arabinosideo, delfinidina, delfinidina-3-O-beta-D-glucosideo, delfinidina-3-O-beta-D-rutinosideo, delfinidina-3-rhamnosideo, canferol 3-α-ramínosideo e quercetina 3-α-ramínosideo (Gupta, 1995; Beltame, et al., 2001). Contém alfa e beta-carotenoides, sais de magnésio, manganês, silício, cálcio, fósforo, potássio e oxalato de cálcio (Drescher, 2001), beta-sitosterol sitosterol-beta-D-glucopiranosideo (Beltrame, et al., 2002). 

  • Flavonóides: Canferol 3-ramnosideo, quercetina 3-ramnosideo, canferol 3- α -ramnosideo, quercetina 3- α -ramnosideo, dentre outros. 
  • Esteróides: Sitosterol e 3β-O-β-D-glucopiranosilsitosterol 
  • Cumarinas: Sabandina, 5,6,7,8-tetra-hidroxicumarina-5β-xilopiranósido 
  • Outros: Ácido fítico 

Ações farmacológicas: Apesar de uma das indicações ao uso da planta ser a qualidade antidiabético atribuída popularmente, os estudos em modelos animais tem-se mostrado contraditórios nesse aspecto. Autores como Viana, et al., 2004, colocam a redução de até 25% na glicose de animais diabéticos com o uso do extrato aquoso da planta, enquanto outros, como Beltrame, et al., 2002 chegam a resultados que negam este uso popular. Os resultados também são contraditórios no que se refere a níveis de colesterol e triglicerídeos no sangue com o uso do extrato aquoso. No entanto, um dos estudos aponta atividade antibacteriana para dois compostos da planta (beta-sitosterol e sitosterol-beta-D-glucopiranosideo) (Beltrame, et al., 2002). A ação anticonvulsivante foi demonstrada em estudos com modelos animais, com ação protetora frente a convulsões induzidas (Gupta, 1995).

Contra-indicações:  Não foram encontrados na literatura consultada, entretanto, como a planta demonstrou em alguns estudos atividade estimulante uterina em modelos animais (Gupta, 1995) e pela falta de informações que atestem a segurança do uso durante a gravidez, não é recomendável o seu uso nesta situação. 

Posologia e modo de uso: Faz-se a infusão das folhas, utilizando 1 folha fresca da planta para 1 xícara de água quente. Tomar de 1 a 2 vezes por dia. Para uso externo, como anti-inflamatório, recomenda-se amassar as folhas frescas com um pilão e aplicar sobre a área afetada (Drescher, 2001).
 

 

Referências:
ALMEIDA, Edvaldo Rodrigues de et al. Anxiolytic and Anticonvulsant Effects on Mice of Flavonoids, Linalool, and -Tocopherol Presents in the Extract of Leaves ofCissus sicyoidesL. (Vitaceae). Journal Of Biomedicine And Biotechnology, [s.l.], v. 2009, p.1-6, 2009. 

BELTRAME, Flávio L., Sartoretto, Juliano L., Bazotte, Roberto B., Cuman, Roberto N., Cortez Diógenes, A. G. Estudo fitoquímico e avaliação do potencial antidiabético do Cissus sicyoides l. (VITACEAE). Quim. Nova, Vol. 24, No. 6, 783-785, 2001. 

BELTRAME, Flávio L., Pessini, Greisiele L., Doro, Dani L., Dias Filho, Benedito P., Bazotte, Roberto B., Cortez, Diógenes A. G. Evaluation of the Antidiabetic and Antibacterial Activity of Cissus sicyoides. Brazilian Archives of Biology and Technology. Vol. 45 – No 1 – Curitiba. Março 2002 

DRESCHER, Lírio (coordenador). Herbanário da Terra – Plantas e Receitas. – 1. ed. 2001. Pp. 29 

GUPTA, M. P. (editor). 270 Plantas Medicinales Iberoamericanas. Programa Iberoamericano de Ciencia y Tecnología para el Desarollo, CYTED. Satafé de Bogotá, D.C., Colombia. 1995. Pp. 571-573 

LORENZI, Harri; MATOS, Francisco José de Abreu. Plantas Medicinais no Brasil: nativas e exóticas. – 1. ed. Nova Odessa, SP: Instituto Plantarum, 2002. Pp. 501 

SALAZAR, M.a.r et al. Chemical composition, antioxidant activity, neuroprotective and anti-inflammatory effects of cipó-pucá (Cissus sicyoides L.) extracts obtained from supercritical extraction. The Journal Of Supercritical Fluids, [s.l.], v. 138, p.36-45, ago. 2018. 

SALGADO, Jocelem Mastrodi; MANSI, Débora Niero; GAGLIARDI, AntonioCissus sicyoides: Analysis of Glycemic Control in Diabetic Rats Through Biomarkers. Journal Of Medicinal Food, [s.l.], v. 12, n. 4, p.722-727, ago. 2009. 

VAN DEN BERG, M.E. Plantas Medicinais na Amazônia – Contribuição ao seu conhecimento sistemático. CNPq/PTU, Belém, PA. 1982. Pp. 163-164 

VIANA, Glauce SB., Medeiros, Ana CC., Lacerda, Ana MR., Leal, L Kaline AM., Vale, Tiago G., Matos, F José A. – Hypoglycemic and anti-lipemic effects of the aqueous extract from Cissus sicyoides. BioMed Central Pharmacology 2004, 4:9 

http://www.tropicos.org/Name/34000222 Acesso 12 abril 2014.

Tags: AfecçõesAnemiaAnti-inflamatórioAntibacterianaAntidiabéticoAsmaCatarroDerrameEmenagogoHidropsiaTaquicardiaTosseTremores

CAPIM-CIDREIRA-FINO

05/01/2020 17:04

Elionurus muticus (Spreng.)Kuntze.
Poaceae 


Sinonímias: Elionurus latiflorus (Nees ex Steud.)Hack. 

Nomes populares:  Capim-cidreira, capinzinho-cidreira, capim-cidreira-fino, capim-limão-fino, capim-carona, etc. 

Origem ou Habitat: Sul do Brasil. O gênero Elionurus compreende cerca de 15 espécies comuns nas regiões tropicais e subtropicais da América do Sul, África, Austrália e Ásia temperada. 

Características botânicas:  É uma gramínea cespitosa de folhas filiformes. 

Partes usadas:Folhas e raízes. 

Uso popular:  Esta planta é usada popularmente como medicinal e aromática, tendo sido considerada as propriedades sudoríficas e de baixar a febre, além das atividades antioxidante e antibacteriana. Em Fraiburgo(SC), o chá do capim-cidreira-fino é usado como digestivo, para gripes e resfriados. 

Composição química:  Composição química do óleo essencial de espécies de Elionurus muticus coletadas no Pantanal brasileiro: (E)​-​CaryophylleneMyrceneLimonene, alfa-gurjuneneViridiflorol, α-​PatchouleneLedolCaryophyllene oxide, AcorenoneSpathulenol, α-​HumuleneBicyclogermacreneepi-​β-​Santalene, β-​Elemene, 9-​epi-​trans-​Caryophyllenetrans-​β-​Guaiene, d-​Cadinene 

Outro grupo de estudos, Hess et al. (2007), também coletou espécies no Pantanal brasileiro, nas quatro estações do ano e identificaram, nas partes aéreas: sesquiterpenóides, (E) – cariofilenobiciclogermacrenoespatulenol e óxido de cariofileno, e suas concentrações variaram de acordo com a época de coleta da planta.  

Em outro estudo, Scramim (2000), identifica no óleo essencial de folhas o B-cariofileno, canfeno, spatulenol 

Na Argentina, um trabalho mostrou a composição do óleo essencial que foi classificada em 5 tipos químicos de acordo com o principal composto presente no óleo essencial: neral + geranial (citral), acorenoneiso-acorenone e 1,8-cineol. 

Em um trabalho feito em Zimbabwe, na África, Chagonda(2012), com espécies cultivadas, foram identificados 44 componentes no óleo essencial das raízes, sendo o composto majoritário um sesquiterpeno oxigenado 1(10)-aristoleno-2-one com 72,1%. 

Ações farmacológicas: Segundo o trabalho de Hess et al.(2007), os óleos essenciais e os extratos etanólicos bruto foram ativos contra Bacillus cereusPseudomonas aeruginosa Staphylococcus aureus e não foram ativos contra Escherichia coli. As atividades antibacterianas variaram de acordo com o período de coleta das plantas. 

Outras atividades reportadas: Sudorífico, estomáquico e antioxidante. 

Observações: composto do óleo essencial Citral é uma mistura dos dois isômeros geométricos, geranial e neral. Este composto tem um forte odor cítrico e que desencadeia o maior interesse em relação a Elionurus muticus , devido à sua ampla utilização como aromático, na indústria alimentícia e cosmética. 

O Citral foi utilizado como matéria-prima na indústria farmacêutica para sintetizar uma série de ionona. Beta-ionona foi especificamente usado para sintetizar a vitamina A.  

A alta demanda por óleo essencial com alto teor de citral, atualmente fornecido pelo capim-limão (Cymbopogon citratus), incentiva o uso de Elionurus muticus como uma alternativa para a extração de óleo.  

A presença de neral e geranial (Citral) em Elionurus muticus só foi detectado para as populações do sul do Brasil, enquanto que nas restantes regiões brasileiras só canfeno (11,5%), E-cariofileno (17,9%) e espatulenol (18,6%) foram relatados como os principais componentes do óleo (Scramim & Saito, 2000). 

O óleo essencial de outra espécie, o Elionurus candidus é usado como aromatizante em cosméticos e produtos de limpeza doméstica. 

Elionurus muticus não é adequado para a alimentação do gado uma vez que o seu sabor amargo é transmitido para o leite; no entanto, as plantas jovens podem ser comidos. 

Citral foi relatado para Elionurus por outros autores, mas estes compostos foram mais freqüentes na Argentina e no Uruguai (Mevy et al, 2002;. Cacciabua et al, 2005;. Kolb et al, 2006;. Sabini et al, 2006.). Estudos realizados no Brasil têm se concentrado na Região Centro-Oeste e até o momento não há relatos sobre a presença de Citral nas plantas estudadas nestas regiões (Scramim et al, 2000; Hess et al, 2007). No estudo de Fuller et al.(2010), as plantas foram coletadas no estado do Rio Grande do Sul, onde as condições climáticas são semelhantes aos de Argentina e Uruguai por causa da localização geográfica. Estas condições (regiões mais frias) provavelmente favorecem a produção destes compostos. 

Alguns autores concluíram que a variabilidade nas concentrações dos compostos fenólicos é dependente do meio ambiente e do genótipo da planta.  

Outros autores concluíram que essa variação na quantidade de Citral é devida a fatores genéticos e não ambientais (Martins, 2004).
 

 

Referências:
ChagondaLameck S.; Chalchat, Jean-Claude; Bessiere, Jean-Marie – “Constituents of the root essential oil of cultivated Elionurus muticus (Spreng.) Kunth from Zimbabwe”- From Analytical Chemistry Letters (2012), 2(3), 177-181. | Language: English, Database: CAPLUS – Acesso 8 Jul 2014. 

Fuller, T. N.; Tessele, C.; Barros, I. B. I.; Barbosa Neto, J. F. “Phenotypical, phytochemical and molecular characterization of “capim-​carona” [Elionurus muticus (Spreng.) Kuntzepopulations” – From Revista Brasileira de Plantas Medicinais (2010), 12(3), 261-268. | LanguageEnglishDatabase: CAPLUS- Acesso 8 Jul 2014. 

Hess, Sonia C.; Peres, Marize T. L. P.; Batista, Ana L.; Rodrigues, Janaina P.; Tiviroli, Soraia C.; Oliveira, Luis G. L.; Santos, Cicero W. C.; Fedel, Lis E. S.; Crispim, Sandra M. A.; Smania, Artur, Jr.; et al. -” Evaluation of seasonal changes in chemical composition and antibacterial activity of Elyonurus muticus (Sprengel) O. Kuntze (Gramineae)”. Quimica Nova (2007), 30(2), 370-373. | Language: Portuguese, Database: CAPLUS – Acesso 8 Jul 2014. 

ScraminShirlei; Saito, Maria LuciaPottArnildo; Marques, Marcia Ortiz Mayo – Essential oil of Elyonurus muticus (SprengelO.Kuntze (Gramineae)- From Journal of Essential Oil Research (2000), 12(3), 298-300. | LanguageEnglishDatabase: CAPLUS – Acesso 8 Jul 2014.  

SILVA JUNIOR, A.A.; MICHALAK, E. O ÉDEN DE EVA. Florianópolis: Epagri, 2014. 

MARTINS, M. B. G. et al. Caracterização anatômica da folha de Cymbopogon citratus (DC.)Stapf (Poaceae) e perfil químico do óleo essencial. Revista Brasileira de Plantas Medicinais. v.6, n.3, p.20-29, Botucatu, 2004. 

http://www.tropicos.org/Name/25528049?tab=acceptednames – Acesso 8 Jul 2014.

Tags: Anti-oxidanteAntibacterianaAromáticaDigestivoFebre

ARNICA WEDÉLIA

28/12/2019 00:15

Sphagneticola trilobata  (L.) Pruski.

Asteraceae (antiga Compositae) 


SinonímiasWedelia paludosa DC., Wedelia trilobata (L.) Hitchc., Wedelia brasiliensis (Spreng.) S.F. Blake, Thelechitonia trilobata (L.) H. Rob. & Cuatrec., Stemmodontia trilobata (L.) Small, Sphagneticola ulei O. Hoffm., Silphium trilobatum L., Acmella brasiliensis Spreng., etc..

Nomes populares: Aarnica-do-mato, arnica-do-brejo, pseudo-arnica, vedelia, vadelia, malmequer, mal-me-quer do brejo, margaridão, pingo-de-ouro(SILVA, 2001), insulina vegetal (no RGS).

Origem ou Habitat: Planta nativa do Brasil, ocorre naturalmente ao longo da costa.

Características botânicas: É perene, herbácea e prostrada. Aprecia áreas úmidas, mas desenvolve-se também em outros ambientes, desde que não estejam sujeitas a secas prolongadas. Tolera sombreamento, porém floresce com mais intensidade ao sol. É também usada como planta ornamental. No Espírito Santo é encontrada invasora desde Vargem Alta, região serrana, até Itapemirim, região litorânea(SILVA, 2001).

Partes usadas: Flores e folhas.

Uso popular: dor neurogênica e inflamatória, afecções do trato respiratório, anti-inflamatória (MANCZAK, 1996), infecções bacterianas(SCHLEMPER, 1996), candidíase vaginal(SCHLEMPER, 1998), tosse(RONAN,2009), expectorante, anticonvulsiva(CARVALHO, et al., 2001). Na forma de tinturas é indicada para golpes, machucaduras, ferimentos, nevralgias, anemia, coqueluche, trombose e derrame de sangue(MICHALAK, 1997).

No Rio Grande do Sul usa-se o abafado das folhas para diabetes.

Composição química: Luteolina (flores e caules), ácido caurenóico (em maior concentração nas raízes), chalcona coreopsina (flores), esteróides e terpenóides (raízes),³ friedelan-3β-ol, ácido ent-16β-hidroxi-cauran-19-óico,¹ wedelactona(8) paludolactona,² ácido grandiflorênico(RONAN,2009) estigmasterol, glicosídeos de estigmasterol e sitosterol, ésteres derivados do ácido oleanóico(CARVALHO, et al., 2001).

  • Óleo essencial: (E)- cariofileno, α- pineno, canfeno, dentre outros.
  • Diterpenos: Ácido caurenoico
  • Flavonoides: Luteolina, Coreopsin
  • Lactonas sesquiterpenicas: Paludolactona
  • Esteroides: Estigmasterol
  • Ácidos fenólicos: Ácido clorogênico, ácido -5-O-cafeoilquinico, ácido -3-O-cafeoilquinico, dentre outros.

Interações medicamentosas: Não há estudos sobre interações medicamentosas , mas as indicações populares orientam cautela em quem usa medicamentos para diabetes.

Efeitos adversos e/ou tóxicos: Não há relatos de efeitos adversos na literatura; um usuário relatou sangramento retal após o uso durante tres dias de 15 gotas de uma alcoolatura feita em casa.

Contra-indicações: Um estudo em laboratório demonstrou atividade citotóxica de seu extrato hidrometanólico e de sua fração diclorometano, principalmente devido à presença dos ácidos caurenóico e grandiflorênico em suas composições (RONAN,2009), porém não foram encontradas referências clínicas e/ou populares sobre toxicidade na literatura consultada.

Posologia e modo de uso: A população costuma usar alcoolatura com a parte aérea, com as flores ou com as flores sem as lígulas para uso externo. O chá abafado, usado popularmente contra a diabetes, é feito com as folhas colocando uma colher de sobremesa em uma xícara de água quente e tomar 3 xícaras ao dia.

Observações: Na medicina Ayurvédica é utilizada a espécie Wedelia calendulaceae para dor de cabeça , diarréia e distúrbios hepáticos.

 

 

Referências: 
BATISTA, R. et al. Diterpenos tripanosomicidas de Wedelia paludosa D.C. In: SIMPÓSIO DE PLANTAS MEDICINAIS DO BRASIL. 14, 1996. Florianópolis-SC. Programa e Resumos. [Florianópolis, 1996]. p. 177.

BLOCK, L. C. et al. Estudos adicionais sobre a composição química de Wedelia paludosa DC (Compositae). In: SIMPÓSIO DE PLANTAS MEDICINAIS DO BRASIL. 15, 1998. Águas de Lindóia,SP. Programa e Resumos. [São Paulo, 1998?]. p. 135.

BRESCIANI, L. F. V. et al. Estudo fitoquímico e farmacológico caomparativo de diferentes partes da Wedelia paludosa (Compositae). In: SIMPÓSIO DE PLANTAS MEDICINAIS DO BRASIL. 15, 1998. Águas de Lindóia,SP. Programa e Resumos. [São Paulo, 1998?]. p. 85.

CARVALHO, G. J. A. et al. Diterpenos, triterpenos e esteróides das flores de Wedelia paludosa. Química Nova São Paulo, v.24, n.1, p. 24-26, Jan./Fev. 2001. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-40422001000100006&lng=en&nrm=iso. Acesso em: 20 julho 2010.

MANCZAK, A. et al. Efeito antinociceptivo do extrato hidroalcoólico obtido da Wedelia paludosa DC. In: SIMPÓSIO DE PLANTAS MEDICINAIS DO BRASIL. 14, 1996. Florianópolis,SC. Programa e Resumos. [Florianópolis, 1996?]. p. 95.

MARCONDES-ALVES, Leandro et al. Kaurenoic acid extracted from Sphagneticola trilobata reduces acetaminophen-induced hepatotoxicity through inhibition of oxidative stress and pro-inflammatory cytokine production in mice. Natural Product Research, [s.l.], v. 33, n. 6, p.921-924, 20 dez. 2017.

MICHALAK, I. E. Apontamentos fitoterápicos da Irmã Eva Michalak. Florianópolis: EPAGRI, 1997. 60p.

RONAN, B. et al. Cytotoxicity of Wedelia paludosa D.C. extracts and constituents. Revista Brasileira de Farmacognosia, João Pessoa, v. 19, n.1a,p. 36-40, Jan./Mar. 2009. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-695X2009000100009&lng=en – Acesso em: 20 julho 2010.

ROSA, J. M. et al. Protective effect of crude extract from Wedelia paludosa (Asteraceae) on the hepatotoxicity induced by paracetamol in mice. Journal of Pharmacy and Pharmacology v.58, n.1, p. 137-142, jan 2006. Disponível em: http://www3.interscience.wiley.com/journal/123288476/abstract?CRETRY=1&SRETRY=0 – Acesso em: 20 julho 2010.

ROSSI, C. et al. Estudo do efeito hipoglicêmico do extrato hidroalcoólico de Wedelia paludosa em ratos diabéticos. In: SIMPÓSIO DE PLANTAS MEDICINAIS DO BRASIL. 15, 1998. Águas de Lindóia, SP. Programa e Resumos. [São Paulo, 1998?]. p. 71.

SCHLEMPER, S. R. et al. Avaliação das propriedades antiinfecciosas de algumas plantas medicinais da flora catarinense. In: SIMPÓSIO DE PLANTAS MEDICINAIS DO BRASIL. 14, 1996. Florianópolis,SC. Programa e Resumos. [Florianópolis, 1996?]. p. 125.

SCHLEMPER, S. R. M. et al. Atividade antibacteriana das frações semi-purificadas e dos princípios ativos isolados da Wedelia paludosa. In: SIMPÓSIO DE PLANTAS MEDICINAIS DO BRASIL. 15, 1998. Águas de Lindóia,SP. Programa e Resumos. [São Paulo, 1998?]. p. 53.

SCHLEMPER, S. R. de M. et al. Avaliação da atividade antifúngica, in vitro, de algumas plantas utilizadas na medicina popular para o tratamento de candidíase vaginal. In: SIMPÓSIO DE PLANTAS MEDICINAIS DO BRASIL. 15, 1998. Águas de Lindóia,SP. Programa e Resumos. [São Paulo, 1998?]. p. 53.

SILVA, R. C. Plantas Medicinais na Saúde Bucal. Vitória: [s. i.], 2001. p. 113.

VIEIRA, H. S. et al. Constituents from aerial parts of Wedelia paludosa. Fitoterapia, v.73, n.7, p. 854-856, 2001. Disponível em: http://link.periodicos.capes.gov.br/sfxlcl3?

VERMA, Ram S. et al. Essential oil composition ofSphagneticola trilobata(L.) Pruski from India. Journal Of Essential Oil Research, [s.l.], v. 26, n. 1, p.29-33, 26 jul. 2013.

SILVA, Cleber José da et al. Chemical composition and histochemistry of Sphagneticola trilobata essential oil. Revista Brasileira de Farmacognosia, [s.l.], v. 22, n. 3, p.482-489, jun. 2012.

FUCINA, Giovana et al. Topical anti-inflammatory phytomedicine based onSphagneticola trilobatadried extracts. Pharmaceutical Biology, [s.l.], v. 54, n. 11, p.2465-2474, 5 abr. 2016.

LANG, Keline et al. Biomonitored UHPLC-ESI-QTOF-MS 2 and HPLC-UV thermostability study of the aerial parts of Sphagneticola trilobata (L.) Pruski, Asteraceae. Talanta, [s.l.], v. 167, p.302-309, maio 2017.

http://buscador.periodicos.capes.gov.br:80

http://www.tropicos.org/- Acesso em: 14 de março de 2012.

Tags: Anti-inflamatórioAntibacterianaAnticonvulsivaCandidíaseTosse

ANDIROBA

27/12/2019 17:08

Carapa guianensis  Aubl.

Meliaceae 


Sinonímias:Carapa nicaraguensis C.DC., Granatum guianense (Aubl.)Kuntze, entre outros.

Nomes populares: Andiroba, andiroba-saruba, carapá, carape, nandiroba, yani, tibiru, aboridan, cedro-macho, e outros.

Origem ou Habitat: Esta árvore é própria de climas tropicais úmidos (América do Sul na Região Amazônica, em várzeas secas e alagadiças; América Central e África).

Características botânicas: Árvore de grande porte, atingindo 30 m de altura. Casca grossa e amarga, facilmente destacável em grandes lascas ou placas. Folhas compostas, longo-pecioladas, pinadas, de 80-120 cm de comprimento com 12 a 18 folíolos opostos, de cor verde-escuro. Inflorescência axilar em panículas, de 30 cm de comprimento, com flores pequenas, perfumadas, de cor creme. O fruto é uma cápsula lenhosa e subglobosa, deiscente de quatro valvas que se separam e liberam de 4 a 12 sementes de 4-5 cm de comprimento.

Partes usadas: Sementes, folhas, flores e cascas.

Uso popular: O óleo extraído das sementes de andiroba é usado como repelente de insetos e problemas da pele, como cicatrizante e anti-inflamatório. Infusões e decocções com suas folhas, flores e córtex são recomendadas popularmente como anti-inflamatória, analgésica, antibacteriana, anti-parasitária, antifebril, anti-tumoral. O óleo é usado em cosmética como emoliente e hidratante. A casca amarga é considerada um bom coadjuvante como parasiticida e febrífugo.

Composição química: Óleo das sementes:(30-60%) estearina, oleína, palmitina, glicerina, ácidos palmítico, linolênico, mirístico, linolêico, esteárico, araquidônico e palmitoleico. (Alonso, 2004; Lorenzi & Matos, 2002; Revilla, 2000).

A fração não saponificável(2-5%) do óleo das sementes de andiroba é composto por diferentes tetranortriterpenóides chamados de limonóides: 6alfa-acetoxygedunin (C30H36O8), 7-deacetoxy-7-oxogedunin (C26H30O6), andirobin (C27H32O7), gedunin (C28H34O7), methyl-angolensate (C27H34O7) (art.2, scifinder), entre outros.

Na composição do óleo essencial das folhas foram identificados 23 compostos, dos quais os mais abundantes são: biciclogermacreno, alfa-humuleno, B-germacreno e trans-b-cariofileno.

No óleo das flores foram encontrados limonóides chamados de andirolides Q,R,S,T,L,V; gedunin, andirobin, mexicanolides.

  • Limonoides: Carapanolidos A – X, guianolídeos A e B, andirolideos A – Y, 6α-acetoxigedunina, 7-desacetoxi-7-oxogedunina, 7-desacetilgedunina, 6α-acetoxi-7-desacetilgedunina, 7-desacetoxi-7α-hidroxidunidina, 6α-hidroxidunidina, dentre outros.
  • Geduninas: Guianensis, gedunina, 6α-acetoxigedunina e 7-desacetoxi-7-oxogedunina.
  • Óleo essencial: β-cariofileno, α –humuleno, germacreno, dentre outros.

Ações farmacológicas: Antifebril, anti-inflamatório, cicatrizante, antimicrobiano,

Os andirolides S e T apresentaram atividade citotóxica contra linhas de células de leucemia.(art.17 scifinder).

Interações medicamentosas: Não encontrado na literatura pesquisada.

Efeitos adversos e/ou tóxicos: Não encontrado na literatura pesquisada.

Contra-indicações: Não encontrado na literatura pesquisada. Por precaução, as gestantes e lactantes devem evitar o uso interno.

Posologia e modo de uso: Uso externo: O óleo das sementes: como repelente de insetos, inclusive o “mucuim”, ácaro microscópico que ataca a pele de pessoas que andam na mata; para tratar feridas, artrite, distensões musculares; afecções da pele, inclusive psoríase; como cicatrizante e anti-inflamatório,

Decocção das cascas e folhas a 20% para afecções da pele;

Fitocosmético: xampus, cremes, loções.

Uso interno: Decocção das cascas a 10% para combater febres e vermes intestinais.

Sementes são purgativas.

Observações: O óleo de andiroba é muito usado na região amazônica para iluminação das malocas e para lustrar móveis.

Fórmula dermatológica patenteada nos EEUU: composição tópica contendo óleo de andiroba, calêndula, camomila, lavanda e óleo de sementes de uva para psoríase e outras desordens dermatológicas como eczema e celulite.

Outras espécies:Carapa procera DC., Carapa touloucouna Guillem. ex Perr. e Carapa grandiflora Sprague.

 

 

Referências: 
ALONSO, J. Tratado de Fitofármacos y Nutracéuticos. Rosario, Argentina: Corpus Libros, 2004.

LORENZI, Harri; MATOS, Francisco José de Abreu. Plantas Medicinais no Brasil: nativas e exóticas. 2 ed. Nova Odessa, SP: Instituto Plantarum, 2008.

ITF: Índice terapêutico fitoterápico, 1.ed. Petrópolis,RJ:EPUB, 2008.

REVILLA, J. Plantas da Amazônia: 1a. ed. SEBRAE/Manaus/AM,2000

https://scifinder.cas.org/scifinder/view/scifinder/scifinderExplore.jsf (artigos 02,12,14,17,18) Acesso 08 Jan 2015.

Pereira, Tiago B.; Rocha e Silva, Luiz F.; Amorim, Rodrigo C. N.; Melo, Marcia R. S.; Zacardi de Souza, Rita C.; Eberlin, Marcos N.; Lima, Emerson S.; Vasconcellos, Marne C.; Pohlit, Adrian M.“In vitro and in vivo anti-malarial activity of limonoids isolated from the residual seed biomass from Carapa guianensis (andiroba) oil production” – Malaria Journal (2014), 13, 317/1-317/8, 8 pp.. (art.2)

das Gracas Henriques, Maria; Penido, Carmen – “The Therapeutic Properties of Carapa guianensis”. Current Pharmaceutical Design (2014), 20(6), 850-856. (art.12) Acesso 8 Jan 2015

Meccia, Gina; Quintero, Patricia; Rojas, Luis B.; Usubillaga, Alfredo; Velasco, Judith; Diaz, Tulia; Diaz, Clara; Velasquez, Jesus; Toro, Maria – Chemical composition of the essential oil from the leaves of Carapa guianensis collected from Venezuelan Guayana and the antimicrobial activity of the oil and crude extracts, Natural OLIVEIRA, Iara dos Santos da Silva et al. Carapa guianensis Aublet (Andiroba) Seed Oil: Chemical Composition and Antileishmanial Activity of Limonoid-Rich Fractions. Biomed Research International, [s.l.], v. 2018, p.1-10, 6 set. 2018.Product Communications (2013). 8(11), 1641-1642.(art.14) Acesso 8 Jan 2015

HIGUCHI, Keiichiro et al. Guianolactones A and B, Two Rearranged Pentacyclic Limonoids from the Seeds of Carapa guianensis. Chemistry – An Asian Journal, [s.l.], v. 12, n. 23, p.3000-3004, 2 nov. 2017.

MARQUES, Jéssica Araújo; MARTINS, Daiane; RAMOS, Cleverson Agner. Pharmacological activity and isolated substances from Carapa guianensis Aubl. Journal Of Chemical And Pharmaceutical Research, Manaus, v. 8, n. 3, p.75-91, 2016.

NINOMIYA, Kiyofumi et al. Hepatoprotective Limonoids from Andiroba (Carapa guianensis). International Journal Of Molecular Sciences, [s.l.], v. 17, n. 4, p.591-602, 19 abr. 2016.

Sakamoto, Asami; Tanaka, Yuji; Inoue, Takanobu; Kikuchi, Takashi; Kajimoto, Tetsuya; Muraoka, Osamu; Yamada, Takeshi; Tanaka, Reiko – Andirolides Q-V from the flower of andiroba (Carapa guianensis, Meliaceae), Fitoterapia (2013), 90, 20-29. (art.17) Acesso 8 Jan 2015

Morse, Tammy Jeanette; Selmont, Thomas Anthony –“Topical composition containing carapa (andiroba) oil for psoriasis and other related dermatological disorders”. From U.S. (2013), US 8545904 B1 20131001. Acesso 8 Jan 2015

TESKE & TRENTINI – Compêndio de Fitoterapia-Herbarium,2a. ed. Curitiba/PR, 1995

http://www.florflores.com/carapa-guianensis/- Acesso 9 Jan 2015.

https://origin-scifinder.cas.org/scifinder- Acesso 1 Jan 2015.

http://www.tropicos.org/Name/20400362 – Acesso 1 Jan 2015.

Tags: AnalgésicoAnti-inflamatórioAnti-parasitáriaAntibacterianaAntifebrilCicatrizanteRepelente