AVELOZ

28/12/2019 02:15

Euphorbia tirucalli   L.

Euphorbiaceae 


SinonímiasEuphorbia media N.E. Br., Euphorbia rhipsaloides Willd., Euphorbia scoparia N.E. Br., Euphorbia suareziana Croizat.

Nomes populares: Aveloz, cega-olho, dedo-do-diabo, mata-verrugas, pau-pelado entre outros.

Origem ou Habitat: Índia. É amplamente cultivada no Brasil.

Partes usadas: Látex.

Uso popular: Foi usada outrora para a formação de cercas-vivas. O látex dos seus ramos é tóxico e irritante para a pele, podendo causar cegueira temporária ou permanente se atingir os olhos, por lesão da córnea.

O látex é empregado externamente para cauterizar abcessos e remover verrugas. Alguns herbalistas recomendam o seu látex em doses extremamente baixas para uso interno contra câncer, contudo, outros estudos publicados sobre o assunto têm mostrado que a planta possui uma ação contrária, podendo promover o desenvolvimento de tumores.

Composição química: Foram encontrados triterpenos, eteróis, hidrocarbonetos, ácidos orgânicos e açúcares, destacando-se entre eles o éster de forbol , que é um agente pro-cancerígeno. Outros compostos encontrados nesta planta foram b-sitosterol, ácido cítrico, ácido elágico, euphorone, hentriacontano, hentriacontanol, isoeuphoral, kampferol, ácido málico, acetato de sapogenina, ácido succínico, taraxasterol, taraxerin, tirucallol, e outros.

Ações farmacológicas: Imunossupressivo, ativação do vírus de Epstein-Barr, agente biológico ligado ao desenvolvimento do linfoma de Burkitt (Vários autores).

Observações: O avelós (Euphorbia tirucalli L.) está sendo pesquisado no IIEP (Instituto Israelita de Ensino e Pesquisa) e pode tornar-se princípio ativo do primeiro medicamento nacional para o tratamento de câncer. O que se sabe é que o avelós age inibindo enzimas relacionadas à multiplicação dos tumores, além de ter potencial anti-inflamatório e analgésico (Sociedade Beneficiente Israelita Brasileira, 2011).

 

 

Referências: 

Giardini, Ines Juliana Martorano, “Atividade antiproliferativa in vitro do látex, de extratos brutos e de frações obtidas a partir do Synadenium grantii Hook. f. “– Piracicaba, SP : Dissertação (mestrado) – Universidade Estadual de Campinas, Faculdade de Odontologia de Piracicaba. 2012.

LORENZI, H; MATOS, F.J.A. Plantas Medicinais no Brasil: nativas e exóticas. 1a. ed. Nova Odessa , SP: Instituto Plantarum, 2002.

http://www.tropicos.org/Name/12800056 – Acesso 29 OUT 2015.

Tags: ImunossupressivoTóxico

AVEIA

28/12/2019 02:11

Avena sativa  L.

Poaceae 


SinonímiasAvena byzantina K. Koch, Avena fatua subsp. sativa (L.) Thell., Avena fuscoflora Schur, e outras 166 sinonímias.

Nomes populares: Aveia, aveia-comum, aveia-branca(BRA), avena (Spanish), cultivated oat (English, United States), Oat (English), yan mai, etc.

Uso popular: Tradicionalmente aveia têm sido utilizada desde há muito na alimentação humana e animal e, na medicina caseira, para ajudar a equilibrar o ciclo menstrual, tratamento da dismenorreia e para a osteoporose e infecção do trato urinário. É considerada como estimulante, anti-espasmódico, antitumoral, diurética e neuro-tônica. Extrato de aveia pode também ser utilizada para aliviar afecções da pele.

Composição química: Avena sativa folhas, caules e inflorescências continha uma gama de novos glycosylflavone C- 2 ” – glicosídeos O-, incluindo vitexina e isoswertisin 2 ” – rhamnosides e isovitexina e isoorientin 2 ” – arabinósidos.

É uma rica fonte de proteínas, contém um número importante de minerais, lipídios, β- glucana (um polissacarídeo ligação mista), e também contém vários outros fitoconstituintes como avenanthramides, um alcalóide indol gramina, flavonóides, flavonolignans, saponinas triterpenóides, esteróis, e tocóis.

Flavonoids from the bran of Avena sativa: Results: Fifteen chem. constituents were isolated and identified as kaempferol 3-​O-​(2”, 3”-​di-​E-​p-​coumaroyl)​-​α-​L-​rhamnopyranoside (1)​, kaempferol 3-​O-​(3”-​E-​p-​coumaroyl)​-​α-​L-​rhamnopyranoside (2)​, kaempferol 3-​O-​(2”-​O-​E-​p-​coumaroyl)​-​β-​D-​glucopyranoside (3)​, kaempferol 3-​O-​β-​D-​glucopyranoside (4)​, kaempferol 7-​O-​α-​L-​rhamnopyranoside (5)​, linarin (6)​, tilianin (7)​, myricitrin (8)​, quercitrin (9)​, kaempferol 3-​O-​rutinoside (10)​, rutin (11)​, tricin 7-​O-​β-​D-​glucopyranoside (12)​, tricin (13)​, kaempferol (14)​, and luteolin (15)​. Conclusion: Compds. 1-​9 were isolated from Avena sativa Linn. for the first time.

Ações farmacológicas: Aveia possui diferentes atividades farmacológicas como antioxidante, anti-inflamatório, cicatrização de feridas, imunomodulador, antidiabético, anticolesterolêmico, etc.

Contra-indicações: A aveia, assim como o trigo, a cevada, o malte e o centeio, possui o glúten em sua composição, desta forma, não deve ser consumido por portadores da doença celíaca.

 

 

Referências: 
SINGH, Rajinder; De, Subrata; Belkheir, Asma “Avena sativa (Oat)​, A Potential Neutraceutical and Therapeutic Agent: An Overview – Critical Reviews in Food Science and Nutrition (2013), 53(2), 126-144. (Scifinder art. 8) Acesso 8 SET 2015.

ZHANG, Wei-Ku; Xu, Jie-Kun; Zhang, Li; Du, Guan-Hua “Flavonoids from the bran of Avena sativa” – Zhongguo Tianran Yaowu (2012), 10(2), 110-114. (Scifinder art.9) Acesso 8 SET 2015.

http://www.tropicos.org/Name/25509314?tab=synonyms – Acesso 9 SET 2015.

https://pt.wikipedia.org/wiki/Aveia-comum – Acesso 9 SET 2015.

Tags: Anti-inflamatórioAnti-oxidanteAnticolesterolêmicoAntidiabéticoCicatrizante

ATANÁSIA

28/12/2019 01:58

Tanacetum vulgare  L.

Asteraceae 


SinonímiasPyrethrum vulgare (L.) Boiss., Tanacetum boreale Fisch. ex DC., Tanacetum crispum Steud., etc.

Nomes populares: Atanásia, atanásia-das-boticas, botão-amarelo, catinga-de-mulata, erva-dos-vermes, erva-lombrigueira, palma-crespa, tanaceto, tanásia, tasneira, etc.

Origem ou Habitat: Nativa da Europa e cultivada no Brasil.

Características botânicas: Herbácea perene, em forma de tufos com muitos caules eretos, ramosos, canelados e folhosos. Cresce de 60 a 120 cm de altura. Folhas aromáticas e amargas, alternas, glabras, medindo até 15 cm de comprimento, fortemente segmentadas e com margens serreadas. A inflorescência é composta por capítulos corimbosos terminais, densos e com flores de cor amarela. Propaga-se por sementes.

Partes usadas: Folhas e inflorescências.

Uso popular: É cultivada como ornamental e medicinal.

Era hábito entre os camponeses europeus secá-las e depois espalhar pela casa para afugentar as moscas e traças e repelir as pulgas.

São atribuídas às suas preparações caseiras propriedades estimulante, anti-helmíntica, emenagoga e abortiva.

O chá das flores, na forma de bochecho, alivia dor de dente.

É usada via oral apenas para facilitar a menstruação, aliviar náuseas e para abrir o apetite.

O banho com seu chá é usado para tratamento da sarna.

Composição química: Nos estudos fitoquímicos é referida a presença de óleo essencial muito tóxico e de composição variável com o quimiotipo estudado, um dos quais contém até 70% de tujona, tanacetina, cânfora e borneol. Entre os compostos fixos, aparecem a escopoletina e compostos poli-acetilênicos, de propriedade foto-sensibilizante.

Ações farmacológicas: Vários testes comprovam a atividade inseticida sobre lagartas (10 e 20 dias de idade) do cascudinho, Alphitobius diaperinus Panzer. (Coleoptera: Tenebrionidae).

Contra-indicações: Seu uso é contra indicado para mulheres grávidas e na amamentação.

 

 

Referências: 
LORENZI, H.; MATOS, F. J. A.; Plantas Medicinais no Brasil: nativas e exóticas. Nova Odessa, SP: Instituto Plantarum, 2008.

SILVA JUNIOR, A.A.; MICHALAK, E. O ÉDEN DE EVA. Florianópolis: Epagri, 2014.

Szolyga, Beata; Gnilka, Radoslaw; Szczepanik, Maryla; Szumny, Antoni – Chemical composition and insecticidal activity of Thuja occidentalis and Tanacetum vulgare essential oils against larvae of the lesser mealworm, Alphitobius diaperinus -From Entomologia Experimentalis et Applicata (2014), 151(1), 1-10. – Acesso 9 Jul 2014.

http://www.tropicos.org/Name/2701377?tab=synonyms – Acesso 8 Jul 2014.

Tags: AbortivoAnti-helmínticaMenstruaçãoNáseaOrnamental

ARTEMÍSIA-CHINESA

28/12/2019 01:52

Artemisia annua  L.

Asteraceae (antiga Compositae) 


SinonímiasArtemisia annua fo. macrocephala Pamp., Artemisia chamomilla C. Winkl., Artemisia stewartii C.B. Clarke, Artemisia wadei Edgew.

Nomes populares: Artemísia-chinesa, losna-verde, artemísia-doce, sweet wormwood, annual wormwood, sweet annie (ENGLISH), ajenjo dulce (ESP), armoise chinese (FRA), huang hua hao, qing haosu (pinyin, China).

Origem ou Habitat: Ásia, sendo planta tradicional da China e Índia.

Características botânicas: Erva anual, ereta, aromática, de 80-150 cm de altura, nativa na Ásia e cultivada no Brasil. Folhas compostas pinadas, de 10-15 cm de comprimento. Flores em capítulos pequenos de cor amarelada, reunidos em inflorescências paniculadas terminais.

Partes usadas: Folhas secas.

Uso popular: É utilizada há séculos na medicina tradicional da China e da Índia no tratamento do lúpus eritematoso e de crises de febre, como inseticida, herbicida e antiulcerogênica. A infusão das sementes e das folhas é utilizada para malária, enfermidades oculares e transtornos digestivos. Em uso externo é usada em hemorragias nasais, urticária, chagas e lacerações da pele.

No Brasil não foram encontradas informações sobre uso popular.

Composição química: 

  • Óleo essencial: presente nas partes aéreas, tem sua concentração máxima antes da floração e sua composição é variável conforme condições ambientais e quimiotipo; é composto por monoterpenos e sesquiterpenos, destacando-se artemisia-cetona, 1,8-cineol e cânfora.
  • Compostos sesquiterpênicos: artemisinina, desoxiartemisinina, ácido artemisínico, arteanuinas A, B, C, E e F, artemisiteno ou dehidroxiartemisinina, artemisinol, ácido dihidroarteanuico, dihidro-epideoxiarteanuina, ácido epoxiartemisínico.
  • Flavonóides: quercetagetina-3-metiléster, quercetagetina-6-7-4’-trimetiléter, quercetagetina-3’,4’,6’,7-tetrametiléter, dihidroxi-tetrametoxiflavona, trihidroxi-trimetoxiflavona, tetra-O-metildioxiflavona, campferol, 6-metoxicampferol, quercetina, artemetina, casticina, cirsilineol, crisosplenol D, crisoplenetina.
  • Outros compostos: cumarinas (esculetina, escopoletina), derivados poliacetilênicos (anuadiepóxido, ponticaepóxido), lipídeos (nonacosanol, 2-metiltricosan-8-ona-23-ol, hentriacontanil-tricontanoato, dimetiltriacontano).

Ações farmacológicas: Esta planta já foi extensamente estudada na China na década de 80. Há ensaios laboratoriais e clínicos comprovando a ação antimalárica da artemisina (que por ser hidrossolúvel pôde ser utilizada também na forma de infusão), com maior efetividade nos casos de malária cloroquino-resistente e potencializada por flavonóides presentes na planta. A artemisina age especialmente sobre o Plasmodium falciparum (mas também sobre P. vivax e P. ovale) e tem também ação contra células malignas. O óleo essencial apresenta atividade antifúngica e não irrita a pele. O extrato bruto etanólico demonstrou atividade antiulcerogênica em ratas. Possui efeito antibiótico contra várias lesões fúngicas de pele e contra leptospirose.

Interações medicamentosas: Possuem efeitos sinérgicos com outras drogas usada para malária. A artemisina demonstrou efeito sinérgico com mefloquina; os flavonóides crisoplenol D CE crisoplenetina com berberina e norfloxacina; artemisina e artesunato de sódio com os antibióticos tetraciclina e doxiciclina.

Efeitos adversos e/ou tóxicos: As infusões e outras formas galênicas são em geral bem toleradas.

Contra-indicações: A artemisina atravessa as barreiras hemotoencefálica e placentária, sendo contra-indicada durante a gravidez. Em gestantes com malária a decisão de uso deve avaliar a relação custo-benefício. Sua segurança em durante a amamentação e em crianças menores de 6 anos não foi suficientemente comprovada. A OMS recomenda que não se utilize a artemisinina ou seus derivados para profilaxia, reservando-os para tratamentos curativos de malária por Plasmodium falciparum multirresistente, sob prescrição médica.

 

 

Referências: 
ALONSO, Jorge. Tratado de Fitofármacos y Nutracéuticos. 1. ed. Argentina, Rosario: Corpus Libros, 2004. Pp. 85-88.

BRUNETON, Jean. Farmacognosia. Fitoquímica. Plantas Medicinales. Trad. Á. V. del Fresno; E. C. Accame; M. R. Lizabe. 2. ed. Zaragoza, Espanha: Acribia, 2001. Pp. 615-619.

CHEVALLIER, Andrew. The Encyclopedia of Medicinal Plants. London: Dorling Kindersley, 1996. Pp. 64.

LORENZI, Harri; MATOS, Francisco José de Abreu. Plantas Medicinais no Brasil: nativas e exóticas. Nova Odessa, SP: Instituto Plantarum, 2002. Pp. 140.

http://www.tropicos.org/Name/2701754?tab=synonyms – Acesso 30 Março 2015.

Tags: hemorragiasHerbicidaInseticidaLúpus eritematosoMaláriaUrticária

AROEIRA

28/12/2019 00:37

Schinus terebinthifolia  Raddi.

Anacardiaceae 


SinonímiasSacortheca bahiensis Turcz., Schinus mellisii Engl., Schinus mucronulata Mart., Schinus terebinthifolia var. damaziana Beauverd, Schinus terebinthifolia var. raddiana Engl.

Nomes populares: Aroeira, aroeira-branca, aroeira-da-praia, aroeira-do-brejo, aroeira-do-campo, aroeira-do-paraná, aroeira-mansa, aroeira-negra, aroeira-pimenteira, aroeira-precoce, aroeira-vermelha, aguaraíba, bãlsamo, cabuí, Cambuí, coração-de-bugre, corneíba, fruto-de-raposa, fruto-de-sabiá, coração-de-bugre.

Características botânicas: Árvore mediana com 5-10 m de altura, perenifólia, dióica, de copa larga e tronco com 30-60 cm de diâmetro, revestido de casca grossa. Folhas compostas imparipinadas, com 3 a 10 pares de folíolos aromáticos, medindo de 3 a 5 cm de comprimento por 2 a 3 cm de largura. Flores masculinas e femininas muito pequenas, dispostas em panículas piramidais. Fruto do tipo drupa, globóide, com cerca de 5 cm de diâmetro, aromático e adocicado, brilhante e de cor vermelha, conferindo às plantas, na época da frutificação, um aspecto festivo. Ocorre ao longo da Mata Atlântica desde o Rio Grande do Norte até o Rio Grande do Sul. Pode ser cultivada a partir de sementes ou por estaquia.

Uso popular: As cascas em decocção em banhos de assento são usadas principalmente por mulheres por vários dias após o parto como antiinflamatório e cicatrizante, além de serem indicados para reumatismos, artrite, distensões, dores e fraquezas musculares, ciática e inflamações em geral. As preparações feitas com suas cascas podem ser usadas no tratamento tópico de ferimentos na pele e das mucosas em geral, infectados ou não, nos casos de cervicite e hemorróidas inflamadas, e inflamações das gengivas e da gargantas na forma de gargarejos, bochechos e compressas feitas com o cozimento. A casca é também utilizada no tratamento de doenças dos sistemas urinário e respiratório, hemoptise, hemorragia uterina, azia, gastrite como depurativa, febrífuga, no tratamento de afecções uterinas e para uso local em menorragia e leucorréia. A decocção da entrecasca é utilizada em uso interno para tosse, diarréia e reumatismo. As folhas e frutos são adicionados à água de lavagem de feridas e úlceras. Na região do Vale do Ribeira(SP), o macerado das folhas em aguardente é usado externamente como cicatrizante, analgésico e contra coceiras. A infusão das folhas é usada internamente contra reumatismo e a mastigação das folhas frescas é indicada como cicatrizante e para gengivites. Ferver a aroeira com folha de batata é indicado para gargarejos em problemas de afecções das cordas vocais. Outras indicações medicinais incluem seu uso como tônica, diurética, estimulante, analgésica, adstringente, hemorragia/sangramento, calafrios, gripes, resfriados, conjuntivite, hemoptise, Os frutos são usados como substitutos de pimenta, vendidos como “pimenta-rosa”.¹ Além dos usos medicinais, fornece madeira para mourões, lenha e carvão, e é amplamente cultivada na arborização de ruas e praças.

Composição química: Alto teor de tanino, biflavonóides e ácidos triterpênicos nas cascas e de até 5% de óleo essencial formado por mono e sesquiterpenos nos frutos e nas folhas. Em todas as partes da planta foi identificada a presença de pequena quantidade de alquil-fenóis, substâncias causadoras de dermatite alérgica em pessoas sensíveis. Os principais componentes do óleo essencial das folhas foram α-pineno, β-mirceno, ∆-2-careno, p-cimeno e limoneno, e dos frutos trans-carveol, carvacrol, limoneno glicol, elemol, óxido de cariofileno, 10-epi-γ-eudesmol, β-eudesmol e α-eudesmol(6). Nas folhas da planta foram encontrados os seguintes minerais: cálcio (2020 mg/100 g), cobre (1,11 mg/100 g), ferro (6,70 mg/100 g), magnésio (97,9 mg/100 g), manganês (3,04 mg/100 g), zinco (2,26 mg/100 g) e sílica (0,2%).

Ações farmacológicas: Antiinflamatória, cicatrizante, antimicrobiana para fungos e bactérias, tônica, adstringente, anti-reumática, anticancerígena, antidepressiva, antihepatotóxica, antiviral, afrodisíaca, digestiva, diurética.

Efeitos adversos e/ou tóxicos: Podem aparecer fenômenos alérgicos na pele e mucosas; caso isso aconteça, suspenda o tratamento e procure o médico o mais cedo possível(4). Os frutos podem causar irritação do trato gastrointestinal.

Contra-indicações: Sugere-se o uso com moderação, evitando-se o uso prolongado, por tratar-se de espécie com vários efeitos tóxicos. Não deve ser usada em gestantes, pois foi observado em laboratório efeito de contração uterina.

Observações: A aroeira-do-sertão (Myracrodruon urundeuva Allemão) possui as mesmas propriedades e pode ser usada da mesma maneira, para as mesmas indicações, em sua região de ocorrência mais para o interior do país, enquanto a espécie descrita é mais acessível às populações do litoral. Aroeira salso (Schinus molle L.) também é utilizada como medicinal e na culinária.

 

 

Referências: 
DUKE, James A.; BOGENSCHUTZ-GODWIN, Mary Jo; OTTESEN, Andrea R. Duke’s Handbook of Medicinal Plants of Latin America. [s. l.]: CRC Press, [2009?]. Pp. 610-612.

FRANCO, Ivacir João; FONTANA, Vilson Luiz. Ervas e Plantas: A Medicina dos Simples. 9 ed. Erexim-RS: Livraria Vida, 2004. Pp. 124.

LOPES, Maria de Fátima Gomes et al. Estudo mineral de plantas medicinais. In: SIMPÓSIO DE PLANTAS MEDICINAIS DO BRASIL. 16, 2000, Recife-PE. MAIA, Maria B. S. (pres. comiss. org.). Livro de resumos. [Recife, 2000?]. Pp. 125.

LORENZI, Harri; MATOS, Francisco José de Abreu. Plantas Medicinais no Brasil: nativas e exóticas. Nova Odessa, SP: Instituto Plantarum, 2008. Pp. 63-64.

MATOS, F. J. Abreu. O Formulário Fitoterápico do Professor Dias da Rocha. 2 ed. Fortaleza: UFC, 1997. Pp. 70-71.

SANTOS, Wellington Oliveira et al. Estudo comparativo dos constituintes químicos do óleo essencial das folhas e frutos da aroeira da praia. In: SIMPÓSIO DE PLANTAS MEDICINAIS DO BRASIL. 16, 2000, Recife-PE. MAIA, Maria B. S. (pres. comiss. org.). Livro de resumos. [Recife, 2000?]. Pp. 144.

STASI, Luiz Claudio di; HIRUMA-LIMA, Clélia Akiko. Plantas Medicinais na Amazônia e na Mata Atlântica. 2 ed. rev. e ampl. São Paulo: UNESP, 2002. Pp. 344-350.

Tags: AnalgésicoAnti-inflamatórioArtriteCicatrizanteDiarreiasGengivitehemorragiasHemorróidaReumatismoTosse

ARNICA-DO-CERRADO

28/12/2019 00:30

Lychnophora ericoides   Mart.

Asteraceae (antiga Compositae) 


SinonímiasLychnophora brunioides var. affinis (Gardner) Sch. Bip, Lychnophora pinaster Mart., Vernonia pinaster (Mart.) Less., Lychnophora rosmarinus var. eurosmarinus Sch. Bip., entre outras.

Nomes populares: arnica-do-cerrado, arnica-mineira, arnica-brasileira, arnica-do-campo, candeia, pau-de-candeia e pinheirinho-do-campo.

Origem ou Habitat: gênero Lychnophora é endêmico dos campos rupestres dos estados da Bahia, Goiás e Minas Gerais (SEMIR, 1991). Situam-se em altitudes superiores a 800 m de altitude e localizam-se, em sua maior extensão, na cadeia do Espinhaço (MG), na chapada Diamantina (BA) e em suas disjunções, sobretudo em Goiás e Mato Grosso (MENEZES; GIULIETTI, 1986).

Os campos rupestres representam uma das áreas mais críticas e ameaçadas (LARA; FERNANDES, 1996; MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE, 1999.

Características botânicas: É uma espécie arbustiva de até 3 m de altura, com folhas lineares e estreitas (1-3 mm de largura) e inflorescências formadas por glomérulos contendo capítulos com flores violáceas; o fruto é do tipo cipsela e está localizado em diferentes regiões do capítulo floral (SEMIR, 1991).

Cipsela: nome dado aos aquénios (frutos) procedentes de um ovário ínfero e de mais de um carpelo. Ex: fruto das Asteraceae.

Partes usadas: Ramos, folhas e flores.

Uso popular: Contusão, inchaço, inflamação, hematomas, traumatismos e varizes.

Composição química: flavonóides, friedelina, quercetina, ácido lienofóico (derivado do cariofileno), 15-desoxigoiazenolídeo (lactona sesquiterpênica), glicosídeo.

Ações farmacológicas: Anti-inflamatório, anestésico e cicatrizante(CERQUEIRA et al., 1987; OLIVEIRA et al., 1996; BORSATO et al., 2000 Apud LOPES, S.W.,2008).

Efeitos adversos e/ou tóxicos: Não usar internamente. É hepatóxico.

Contra-indicações: Não usar internamente.

Posologia e modo de uso: Infusão, extrato, cataplasma, pomada.

Cataplasma: infusão de uma xícara de chá dos ramos com folhas para 2 xícaras de água fervente. Aplicar nos locais afetados após esfriar;

Compressas: infusão de 2 xícaras de ramos cortados para meio litro de água. Esfriar e aplicar 3 vezes ao dia por 15 minutos.

Observações: Existe a espécie Lychnophora granmogolense (Duarte)Semir & Leitão Filho, com distribuição concentrada nos estados da Bahia e Minas Gerais, chamada de “arnica-da-serra”.
 

 

Referências: 
FERREIRA, Leandro de Santis – “Análise de variação populacional e caracterização dos metabólitos secundários presentes nas folhas de Lychnophora granmongolense (Duarte) Semir & Leitão Filho”. Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto, 2010. Acesso 16 Julho 2015.

GRAEL CF1, Vichnewski W, Souza GE, Lopes JL, Albuquerque S, Cunha WR. “A study of the trypanocidal and analgesic properties from Lychnophora granmongolense (Duarte) Semir & Leitão Filho.” Phytother Res. 2000 May;14(3):203-6.Acesso 16 Julho 2015

LOPES, S.W. CARACTERÍSTICAS FÍSICAS E FISIOLÓGICAS DE AQUÊNIOS DE Lychnophora ericoides Mart. (arnica-do-campo) DE UMA POPULAÇÃO OCORRENTE NA SERRA DA BOCAINA, REGIÃO DO ALTO PARANAÍBA, MINAS GERAIS, 2008.

http://www.plantamed.com.br/plantaservas/especies Lychnophora_pinaster.htm

http://repositorio.ufu.br/bitstream/123456789/1709/1/CaracteristicasFisicasFisiologicas.pdf- Acesso 14 Julho 2015.

http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0102-33062009000100027&script=sci_arttext

Acesso 14 Julho 2015. http://www.tropicos.org/Name/2701007?tab=synonyms – Acesso 14 Julho 2015.

Tags: Anti-inflamatórioContusõesInchaçoTraumatismosVarizes

ARNICA WEDÉLIA

28/12/2019 00:15

Sphagneticola trilobata  (L.) Pruski.

Asteraceae (antiga Compositae) 


SinonímiasWedelia paludosa DC., Wedelia trilobata (L.) Hitchc., Wedelia brasiliensis (Spreng.) S.F. Blake, Thelechitonia trilobata (L.) H. Rob. & Cuatrec., Stemmodontia trilobata (L.) Small, Sphagneticola ulei O. Hoffm., Silphium trilobatum L., Acmella brasiliensis Spreng., etc..

Nomes populares: Aarnica-do-mato, arnica-do-brejo, pseudo-arnica, vedelia, vadelia, malmequer, mal-me-quer do brejo, margaridão, pingo-de-ouro(SILVA, 2001), insulina vegetal (no RGS).

Origem ou Habitat: Planta nativa do Brasil, ocorre naturalmente ao longo da costa.

Características botânicas: É perene, herbácea e prostrada. Aprecia áreas úmidas, mas desenvolve-se também em outros ambientes, desde que não estejam sujeitas a secas prolongadas. Tolera sombreamento, porém floresce com mais intensidade ao sol. É também usada como planta ornamental. No Espírito Santo é encontrada invasora desde Vargem Alta, região serrana, até Itapemirim, região litorânea(SILVA, 2001).

Partes usadas: Flores e folhas.

Uso popular: dor neurogênica e inflamatória, afecções do trato respiratório, anti-inflamatória (MANCZAK, 1996), infecções bacterianas(SCHLEMPER, 1996), candidíase vaginal(SCHLEMPER, 1998), tosse(RONAN,2009), expectorante, anticonvulsiva(CARVALHO, et al., 2001). Na forma de tinturas é indicada para golpes, machucaduras, ferimentos, nevralgias, anemia, coqueluche, trombose e derrame de sangue(MICHALAK, 1997).

No Rio Grande do Sul usa-se o abafado das folhas para diabetes.

Composição química: Luteolina (flores e caules), ácido caurenóico (em maior concentração nas raízes), chalcona coreopsina (flores), esteróides e terpenóides (raízes),³ friedelan-3β-ol, ácido ent-16β-hidroxi-cauran-19-óico,¹ wedelactona(8) paludolactona,² ácido grandiflorênico(RONAN,2009) estigmasterol, glicosídeos de estigmasterol e sitosterol, ésteres derivados do ácido oleanóico(CARVALHO, et al., 2001).

  • Óleo essencial: (E)- cariofileno, α- pineno, canfeno, dentre outros.
  • Diterpenos: Ácido caurenoico
  • Flavonoides: Luteolina, Coreopsin
  • Lactonas sesquiterpenicas: Paludolactona
  • Esteroides: Estigmasterol
  • Ácidos fenólicos: Ácido clorogênico, ácido -5-O-cafeoilquinico, ácido -3-O-cafeoilquinico, dentre outros.

Interações medicamentosas: Não há estudos sobre interações medicamentosas , mas as indicações populares orientam cautela em quem usa medicamentos para diabetes.

Efeitos adversos e/ou tóxicos: Não há relatos de efeitos adversos na literatura; um usuário relatou sangramento retal após o uso durante tres dias de 15 gotas de uma alcoolatura feita em casa.

Contra-indicações: Um estudo em laboratório demonstrou atividade citotóxica de seu extrato hidrometanólico e de sua fração diclorometano, principalmente devido à presença dos ácidos caurenóico e grandiflorênico em suas composições (RONAN,2009), porém não foram encontradas referências clínicas e/ou populares sobre toxicidade na literatura consultada.

Posologia e modo de uso: A população costuma usar alcoolatura com a parte aérea, com as flores ou com as flores sem as lígulas para uso externo. O chá abafado, usado popularmente contra a diabetes, é feito com as folhas colocando uma colher de sobremesa em uma xícara de água quente e tomar 3 xícaras ao dia.

Observações: Na medicina Ayurvédica é utilizada a espécie Wedelia calendulaceae para dor de cabeça , diarréia e distúrbios hepáticos.

 

 

Referências: 
BATISTA, R. et al. Diterpenos tripanosomicidas de Wedelia paludosa D.C. In: SIMPÓSIO DE PLANTAS MEDICINAIS DO BRASIL. 14, 1996. Florianópolis-SC. Programa e Resumos. [Florianópolis, 1996]. p. 177.

BLOCK, L. C. et al. Estudos adicionais sobre a composição química de Wedelia paludosa DC (Compositae). In: SIMPÓSIO DE PLANTAS MEDICINAIS DO BRASIL. 15, 1998. Águas de Lindóia,SP. Programa e Resumos. [São Paulo, 1998?]. p. 135.

BRESCIANI, L. F. V. et al. Estudo fitoquímico e farmacológico caomparativo de diferentes partes da Wedelia paludosa (Compositae). In: SIMPÓSIO DE PLANTAS MEDICINAIS DO BRASIL. 15, 1998. Águas de Lindóia,SP. Programa e Resumos. [São Paulo, 1998?]. p. 85.

CARVALHO, G. J. A. et al. Diterpenos, triterpenos e esteróides das flores de Wedelia paludosa. Química Nova São Paulo, v.24, n.1, p. 24-26, Jan./Fev. 2001. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-40422001000100006&lng=en&nrm=iso. Acesso em: 20 julho 2010.

MANCZAK, A. et al. Efeito antinociceptivo do extrato hidroalcoólico obtido da Wedelia paludosa DC. In: SIMPÓSIO DE PLANTAS MEDICINAIS DO BRASIL. 14, 1996. Florianópolis,SC. Programa e Resumos. [Florianópolis, 1996?]. p. 95.

MARCONDES-ALVES, Leandro et al. Kaurenoic acid extracted from Sphagneticola trilobata reduces acetaminophen-induced hepatotoxicity through inhibition of oxidative stress and pro-inflammatory cytokine production in mice. Natural Product Research, [s.l.], v. 33, n. 6, p.921-924, 20 dez. 2017.

MICHALAK, I. E. Apontamentos fitoterápicos da Irmã Eva Michalak. Florianópolis: EPAGRI, 1997. 60p.

RONAN, B. et al. Cytotoxicity of Wedelia paludosa D.C. extracts and constituents. Revista Brasileira de Farmacognosia, João Pessoa, v. 19, n.1a,p. 36-40, Jan./Mar. 2009. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-695X2009000100009&lng=en – Acesso em: 20 julho 2010.

ROSA, J. M. et al. Protective effect of crude extract from Wedelia paludosa (Asteraceae) on the hepatotoxicity induced by paracetamol in mice. Journal of Pharmacy and Pharmacology v.58, n.1, p. 137-142, jan 2006. Disponível em: http://www3.interscience.wiley.com/journal/123288476/abstract?CRETRY=1&SRETRY=0 – Acesso em: 20 julho 2010.

ROSSI, C. et al. Estudo do efeito hipoglicêmico do extrato hidroalcoólico de Wedelia paludosa em ratos diabéticos. In: SIMPÓSIO DE PLANTAS MEDICINAIS DO BRASIL. 15, 1998. Águas de Lindóia, SP. Programa e Resumos. [São Paulo, 1998?]. p. 71.

SCHLEMPER, S. R. et al. Avaliação das propriedades antiinfecciosas de algumas plantas medicinais da flora catarinense. In: SIMPÓSIO DE PLANTAS MEDICINAIS DO BRASIL. 14, 1996. Florianópolis,SC. Programa e Resumos. [Florianópolis, 1996?]. p. 125.

SCHLEMPER, S. R. M. et al. Atividade antibacteriana das frações semi-purificadas e dos princípios ativos isolados da Wedelia paludosa. In: SIMPÓSIO DE PLANTAS MEDICINAIS DO BRASIL. 15, 1998. Águas de Lindóia,SP. Programa e Resumos. [São Paulo, 1998?]. p. 53.

SCHLEMPER, S. R. de M. et al. Avaliação da atividade antifúngica, in vitro, de algumas plantas utilizadas na medicina popular para o tratamento de candidíase vaginal. In: SIMPÓSIO DE PLANTAS MEDICINAIS DO BRASIL. 15, 1998. Águas de Lindóia,SP. Programa e Resumos. [São Paulo, 1998?]. p. 53.

SILVA, R. C. Plantas Medicinais na Saúde Bucal. Vitória: [s. i.], 2001. p. 113.

VIEIRA, H. S. et al. Constituents from aerial parts of Wedelia paludosa. Fitoterapia, v.73, n.7, p. 854-856, 2001. Disponível em: http://link.periodicos.capes.gov.br/sfxlcl3?

VERMA, Ram S. et al. Essential oil composition ofSphagneticola trilobata(L.) Pruski from India. Journal Of Essential Oil Research, [s.l.], v. 26, n. 1, p.29-33, 26 jul. 2013.

SILVA, Cleber José da et al. Chemical composition and histochemistry of Sphagneticola trilobata essential oil. Revista Brasileira de Farmacognosia, [s.l.], v. 22, n. 3, p.482-489, jun. 2012.

FUCINA, Giovana et al. Topical anti-inflammatory phytomedicine based onSphagneticola trilobatadried extracts. Pharmaceutical Biology, [s.l.], v. 54, n. 11, p.2465-2474, 5 abr. 2016.

LANG, Keline et al. Biomonitored UHPLC-ESI-QTOF-MS 2 and HPLC-UV thermostability study of the aerial parts of Sphagneticola trilobata (L.) Pruski, Asteraceae. Talanta, [s.l.], v. 167, p.302-309, maio 2017.

http://buscador.periodicos.capes.gov.br:80

http://www.tropicos.org/- Acesso em: 14 de março de 2012.

Tags: Anti-inflamatórioAntibacterianaAnticonvulsivaCandidíaseTosse

ARNICA LÍNGUA-DE-VACA

28/12/2019 00:07

Chaptalia nutans  (L.) Polak.

Asteraceae (Compositae) 


SinonímiasTussilago nutans L., Gerbera nutans (L.) Sch. Bip., Thyrsanthema ebracteata Kuntze, Thyrsanthema nutans (L.) Kuntze, Chaptalia texana Greene, Chaptalia nutans var. texana (Greene) Burkart, Chaptalia leonina Greene, etc.

Nomes populares: língua-de-vaca, costa-branca, fumo-do-mato, erva-de-sangue, língua-de-vaca-miúda, tapira, buglossa, chamama, serralha-de-rocha, arnica (DRESCHER, 2001).

Características botânicas: Erva acaule, com raízes ramificadas, de origem brasileira. As folhas sem pecíolo, de cor branca na parte inferior, inteiras ou dentadas, saem da mesma base da planta e são tomentosas para baixo. As inflorescências são capítulos de flores, cor róseo-pálida, e se apresentam em hastes terminais, emergindo do centro das folhas. O fruto-semente (aquênio) apresenta um papilho plumoso (DRESCHER, 2001).

Partes usadas: Folhas, flores e raízes (DUKE, 2009).

Uso popular: Dores musculares, torções, contusões, lombrigas intestinais, úlceras, vulnerária (GUPTA, 1995), asma, catarro, resfriados, tosse, convulsões, dermatite seborréica (caspa), dermatoses, diabetes, dispepsia, flatulência, problemas gástricos, brônquicos, hepáticos, intestinais e pulmonares, pressão alta, impotência, icterícia, escrófula, dores de estômago, sífilis, vermes, feridas, dor de cabeça, doenças venéreas, amenorréia (DUKE, 2009), facilitar a menstruação, herpes simples, gonorréia, inflamações, cólicas abdominais, disenterias, ferimentos expostos (sumo das folhas) (DRESCHER, 2001).

Composição química: Óleo essencial, cumarinas, resinas, mucilagens, taninos, pigmentos, flavonóides, princípio amargo, sais minerais (DRESCHER, 2001) ácido parasórbico e 3α-hidroxi-5-metilvalerolactona (partes aéreas), prunasina (folhas).

Ações farmacológicas: Vermífuga (DUKE, 2009). Furanocumarinas isoladas de raízes mostrou atividade antibacterianas em bactérias gram positivas (xv spmb 1998 p.130)

um estudo em ratos mostrou que a ação anti-inflamatória do extrato foi mais eficaz do que a do infuso (PubMed).

Interações medicamentosas: não há estudos com esta espécie.

Efeitos adversos e/ou tóxicos: não há relatos.

Posologia e modo de uso: Uso externo: aquecer as folhas e aplicar em áreas doloridas e inflamadas; alcoolatura ou infusão para machucados e contusões. Uso interno: na literatura há indicação do uso de infusão ou decocção de folhas, flores e raízes (DUKE, 2009).

 

 

Referências: 
DRESCHER, L. (coord.). Herbanário da Terra: Plantas e Receitas. Laranja da Terra, ES: ARPA (Associação Regional dos Pequenos Produtores Agroecológicos), 2001. p. 84-85.

DUKE, J. A.; BOGENSCHUTZ-GODWIN, M. J.; OTTESEN, A. R. Duke’s Handbook of Medicinal Plants of Latin America. [S. I.]: CRC Press, 2009. p. 201-202.

FRANCO ,I.J. ; FONTANA V. L. Ervas & Plantas: a Medicina dos Simples. 9ª Ed., Erexim, RS: Editora Livraria Vida Ltda.,2004.

GUPTA, M. P. (ed.). 270 Plantas Medicinales Iberoamericanas. Santafé de Bogotá, D. C., Colômbia: CYTED-SECAB, 1995. p. 100-101.

MATOS, F. J. A. O Formulário Fitoterápico do Professor Dias da Rocha. 2 ed. Fortaleza: UFC, 1997. p. 155.

http://www.tropicos.org/Name/2709746 – Acesso em: 21 de março de 2012.

Rev Biol Trop. 1999 Dec;47(4):723-7. Anti-inflammatory activity of aqueous extracts of five Costa Rican medicinal plants in Sprague-Dawley rats. Badilla B1, Mora G, Poveda LJ.

Tags: AsmaCatarroContusõesConvulsãoDiabetesDor de cabeçaDor muscularFlatulênciaHipertensãoIcteríciaImpotênciaResfriadoTosseÚlceras

ARNICA ERVA-LANCETA

27/12/2019 23:12

Solidago chilensis   Meyen.

Asteraceae (Compositae) 


SinonímiasSolidago linearifolia DC., Solidago linearifolia var. brachypoda Speg., Solidago microglossa var. linearifolia (DC.) Baker.

Nomes populares: Arnica, arnica-brasileira, arnica-de-terreiro, arnica-da-horta, arnica-do-campo, erva-lanceta, lanceta, flecha, espiga-de-ouro, rabo-de-rojão, rabo-de-foguete, macela-miúda, marcela-miúda, sapé-macho, federal, erva-federa, etc.

Origem ou Habitat: América do Sul incluindo o sul e sudeste do Brasil.

Características botânicas: Subarbusto ereto, perene, não ramificado, entouceirado, rizomatoso, levemente aromático, de 80 até 120 cm, nativo na parte meridional da América de Sul, incluindo o sul e sudeste do Brasil. Suas folhas são simples, alternas, quase sésseis, ásperas ao tato, medindo entre 4 a 8 cm de comprimento. Capítulos florais pequenos, com flores amarelas, reunidas em inflorescências escorpióides dispostas na extremidade dos ramos, conferindo ao conjunto o aspecto de uma grande panícula muito ornamental. Multiplica-se por sementes e principalmente pelos rizomas.

Partes usadas: Inflorescências.

Uso popular: Externamente para ferimentos, escoriações, traumatismos, contusões, picadas de inseto, infecções. Na medicina veterinária suas inflorescências secas são queimadas para o tratamento de uma doença bacteriana que afeta os cavalos e caracterizada pela inchação dos gânglios do pescoço. Banhos com o infuso da planta inteira são usado para angina, contusões e reumatismos. Internamente é usada como sedativo, para distúrbios digestivos e para dor cabeça. Uma pesquisa recente demonstrou alívio da lombalgia com aplicação tópica de gel contendo extrato da planta.

Composição química: Quercitina (um flavonóide glicosídeo), taninos, saponinas, resinas, óleo essencial, diterpenos inulina e rutina, ácido quínico, ramnosídeos e ácido caféico, clorogênico e hidrocinâmico e seus derivados, 3-metoxibenzaldeído, acetofenona, solidagenona.

  • Flavonoides: Isorhamnetina, quercetina 3-O-ramnosideo, quercetina 3-O-galactosideo e rutina.
  • Diterpenos: Ácido junceico e solidagenona
  • Outros: Inulina (Frutano)

Ações farmacológicas: São as seguintes: vulnerária, analgésica, antiespasmódica, anticefalálgica. Estudos em laboratório confirmaram as ações antiinflamatória, antimicrobiana, anti-agregante plaquetária, antioxidante. Um estudo in vivo em sistema de teste vegetal demonstrou propriedades citotóxicas e antiproliferativas.

Efeitos adversos e/ou tóxicos: O uso interno deve ser feito com cautela, não há estudos de efeitos adversos.

Contra-indicações: Sensibilidade a componentes da planta.

Posologia e modo de uso: Uso externo: Aplicação tópica sobre a área afetada com auxílio de um pedaço de algodão ou compressas embebidos na tintura ou maceração em álcool de suas folhas e rizomas.

Observações: O nome popular “arnica” é, na verdade, aplicado a estas espécies pela similaridade de uso medicinal com a “arnica-verdadeira”: Arnica montana L., nativa das regiões montanhosas da Europa, porém não é cultivada nem se desenvolve bem aqui no Brasil, ao contrário do que afirmam muitas publicações sobre plantas medicinais.

 

 

Referências: 

ALONSO, J. Tratado de Fitofármacos y Nutracéuticos. 1. ed. Rosario, Argentina: Corpus Libros, 2004. 1072p.

BAGATINI, M. D. et al . Cytotoxic effects of infusions (tea) of Solidago microglossa DC. (Asteraceae) on the cell cycle of Allium cepa. Revista Brasileira de Farmacognosia,João Pessoa, v. 19, n. 2b, p. 632-636, Abril/Junho 2009. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.- Acesso em: 15 julho 2010.

DRESCHER, L.(coord.). Herbanário da Terra: Plantas e Receitas. Laranja da Terra,ES: ARPA (Associação Regional dos Pequenos Produtores Agroecológicos), 2001. p. 65-66.

GASTALDI, Bruno et al. Solidago chilensis meyen (Asteraceae), a medicinal plant from South America. a comprehensive review: Ethnomedicinal uses, phytochemistry and bioactivity. Bol Latinoam Caribe Plant Med Aroma, [s.l.], v. 17, n. 1, p.17-19, jan. 2018.

GOULART, S. et al. Anti-inflammatory evaluation of Solidago chilensis Meyen in a murine model of pleurisy. Journal of Ethnopharmacology, [S. I.], v. 113, n. 2, p. 346-353, 2007. Disponível em: http://www.sciencedirect.com/science?

LORENZI, H.; MATOS, F. J. A. Plantas Medicinais no Brasil: nativas e exóticas. Nova Odessa, SP: Instituto Plantarum, 2002. p.170-171.

MARONI, B. C.; STASI, L. C.; MACHADO, S. R. Plantas Medicinais do Cerrado de Botucatu. São Paulo: UNESP, 2006. 60p.

SIMÕES, C. M. O. et al. Plantas da Medicina Popular no Rio Grande do Sul. Porto Alegre: Editora da Universidade-UFRGS, 1986. p. 68-69.

STASI, L.C.; HIRUMA-LIMA, C. A. Plantas Medicinais na Amazônia e na Mata Atlântica. 2 ed. Revisado e Ampliado. São Paulo: UNESP, 2002. p. 471-472.

http://www.tropicos.org/Name/2703256 – Acesso em: 15 e 16 de março de 2012.

Tags: ContusõesDor de cabeçaEscoriaçoesLombalgiaRepelenteReumatismoSedativoTraumatismos

ARNICA DA SERRA

27/12/2019 23:00

Senecio oleosus Velloz. e Senecio conyzifolius Baker.

Asteraceae 


Nomes populares: Arnica.

Partes usadas: Flores e folhas.

Uso popular: Estas duas espécies foram coletadas na região de Urupema/SC.

As pessoas da população local que informaram a chamam de “Arnica” e utilizam as inflorescências em alcoolatura para uso externo em machucados e contusões.

Composição química: Informações sobre esta planta na literatura consultada são esc

assas, um trabalho mostrou alcalóides pirrolizidinicos (SILVA et al., 2006).

Efeitos adversos e/ou tóxicos: devido a presença de alcalóides pirrolizidinicos não deve ser usada internamente ou lesões cruentas extensas.

Posologia e modo de uso: exclusivamente uso externo.

Referências: 


SILVA et al., 2006.

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