O protagonismo do idoso na preservação ambiental!

08/06/2021 14:51

📢 Estão abertas as inscrições para o 2° Curso oferecido pelo Horto Didático de Plantas Medicinais do HU/CCS (UFSC) em parceria com a Pró-Reitoria de Extensão – PROEX e o Núcleo de Estudos da Terceira Idade – NETI, O protagonismo do idoso na preservação ambiental!

Este curso tem como objetivo compartilhar conhecimento sobre Compostagem, Permacultura e Agroecologia, além de tratar sobre as temáticas de planta exótica, nativa, ruderal e de Plantas Alimentícias Não Convencionais (PANC), citando exemplos de plantas medicinais e de partilhar sobre o cultivo de plantas, hortas urbanas e de agricultura urbana.

📌 Período de inscrição: 08/06/2021 – 18/06/2021 (até às 13:00).
📌 Período do curso: De 22 de junho a 27 de julho de 2021.
📌 Horário do curso: Aulas síncronas às terças feiras das 15:00 às 17:00 e atividades assíncronas durante as semanas.
📌 Local: Curso on-line na plataforma Grupos Moodle da UFSC

Esse é um evento aberto ao público. Compartilhe!

Esclarecimentos pelo e-mail: hortodidatico.ccs@contato.ufsc.br

Esperamos por você!

O curso faz parte do Programa “O Protagonismo do Idoso no Uso Adequado de Plantas Medicinais e Preservação do Meio Ambiente”

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Dia Nacional do Cerrado

24/02/2021 10:43

Plantas nativas da Mata Atlântica – e implicações quanto à origem das plantas

23/02/2021 16:12

 

BIBLIOGRAFIA:
BRASIL, Ministério do Meio Ambiente. Secretaria de Biodiversidade e Florestas – Comissão Nacional de Biodiversidade (CONABIO) – Estratégia Nacional Sobre Espécies Exóticas Invasoras, 2009.

BRIGHENTI, A. M.; OLIVEIRA, M. F. Biologia de Plantas Daninhas. Biologia e Manejo de Plantas Daninhas. 2011

EMBRAPA. Glossário de Recursos Genéticos Vegetais. 1ª edição. Brasília: SPI – Serviço de Produção de Informação, 1996.

Flora Digital do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina; Disponível em: <http://www.ufrgs.br/fitoecologia/florars/index.php?pag=apresenta.php> Acessado em: 13/01/2021

Flora de Santa Catarina; Disponível em <https://floradesantacatarina.wordpress.com> Acessado em: 13/01/2022.

MATOS, Christiano da Conceição de et al. Influência das interações planta daninha-microbiota do solo sobre a capacidade competitiva vegetal e a mineralização rizosférica da matéria orgânica. 2017

PALEARI, L. M. Plantas Ruderais: O mato que alimenta, protege e embeleza o ambiente. Rede Sans, Guia Alimentar, 2015.

PROENÇA, M. D. S., et al. “Espécies Nativas E Exóticas No Ensino De Ciências: A Construção De Práticas Educativas Para O Ensino Fundamental”. Revista Contexto & Educação; vol. 32, n. 103, dezembro de 2017, p. 213. DOI.org (Crossref) , doi: 10.21527 / 2179-1309.2017.103.213-247.

SANTOS, Edson Aparecido dos et al. Occurrence of symbiotic fungi and rhizospheric phosphate solubilization in weeds. Acta Scientiarum. Agronomy, v. 35, n. 1, p. 49-55, 2013.

TROPICOS.ORG. Jardim Botânico de Missouri. 13 de janeiro de 2021 <http://www.tropicos.org/Image/100194255> Fotógrafo: Germaine A. Parada CC-BY-NC-SA

ZILLER, S. R. Plantas exóticas invasoras: a ameaça da contaminação biológica. Revista Ciência Hoje; v. 30, n. 178, p. 77-79, 2001.

Barbatimão (Stryphnodendron adstringens (Mart.) Coville) II

23/02/2021 16:09

Bibliografia:
DIAS, J.E.; LAUREANO, L.C. (Coord.) Farmacopeia Popular do Cerrado. 1 ed. Goiás: Articulação Pacari, 2009.

PANIZZA, S.; ROCHA, A.B.; GECCHI, R.; SOUZA E SILVA, R.A.P. Stryphnodendron barbadetiman (Vell.) Martius: teor de taninos na casca e sua propriedade cicatrizante. SciELO. Revista Brasileira de Ciências Farmacêuticas, v. 10, p.101-106, São Paulo. 1988.

SANCHES, A.C.C.; LOPES, G.C.; TOLEDO, C.E.M.; SACRAMENTO, L.V.S.; SAKURAGUI, C.M.; MELLO, J.C.P. Estudo morfológico comparativo das cascas e folhas de Stryphnodendron adstringens, S. polyphyllum e S. obovatum – leguminosae. Latin American Journal of Pharmacy, v.3, n.26, p.362-368, 2007. ISSN 0326-2383.

GOULART, S.L. Características anatômicas, químicas e densidade do barbatimão. Lavras, MG: Tese de Doutorado apresentada no Programa de Pós-Graduação em Ciência e Tecnologia da Madeira, Universidade Federal de Lavras, UFLA, 2010.

SIMÕES, C. M. O. e MARIOT, A. org. Farmacognosia: da planta ao medicamento . 5. ed. rev. e ampliada, Editora da UFSC; Editora da UFRGS, 2003.

FERREIRA, E. C.; SILVA, J. L. L.; SOUZA, R. F. As propriedades medicinais e bioquímicas da planta stryphnodendron adstringens “barbatimão”. Pespectivas online: Biologia e saúde, Campos dos Goytacazes, v. 11 (3), 14-32, 2013

PEREIRA, C.; MORENO, C.S.; CARVALHO, C. Usos Farmacológicos do Stryphnodendron Adstringens (Mar.) – Barbatimão. Rev Panorâmica 2013; 15: 127-137.

NCBI – Centro Nacional de Informação sobre Biotecnologia (2020). Resumo do composto PubChem para CID 65064, (-) – Galato de epigalocatequina. Disponível em <https://pubchem.ncbi.nlm.nih.gov/compound/Epigallocatechin-gallate> Acesso em: 25 nov 2020.

LIMA, T. C. D.; CARDOSO, M. V.; MODESTO, T.; DE BRITO, A. L. O.; DA SILVA, M. N., & MONTEIRO, M. C. Breve revisão etnobotânica, fitoquímica e farmacologia de Stryphnodendron adstringens utilizada na Amazônia. Revista Fitos Eletrônica, 10(3), 329-338. 2017.

FILIZOLA, B.; SAMPAIO, M. B.. Boas Práticas para o extrativismo sustentável de cascas. Brasília: Instituto Sociedade, População e Natureza, 2015.

ALMEIDA A.C.; ANDRADE V.A.; FONSECA F.S.A.; MACÊDO A.A.; SANTOS R.L.; COLEN, K.G.F.; MARTINS E.R. & MARCELO N.A. Acute and chronic toxicity and antimicrobial activity of the extract of Stryphnodendron adstringens (Mart.) Coville. Pesquisa Veterinária Brasileira 37(8):840-846. 2017.

MONTEIRO, J.M.; ALBUQUERQUE, U.P.; ARAÚJO, E.L. Taninos: uma abordagem da química à ecologia. Sociedade Brasileira de Química. Química Nova. v. 28, n. 5, p.892-896, São Paulo. 2005..

SANTOS, D., Alburno e cerne. 26 set 2010. Blog do Prof. Djalma Santos. Disponível em <https://djalmasantos.wordpress.com/2010/09/26/alburno-e-cerne/> Acesso em: 25 nov 2020

Plantas Medicinais – Conceitos

23/02/2021 16:04

Bibliografia:
ANVISA, Anvisa Agência de Vigilância Sanitária. Resolução da diretoria colegiada- RDC n° 26, de 13 de maio de 2014.
TAIZ, L.; ZEIGER, E.; MOLLER, I.; MURPHY, A. Fisiologia e desenvolvimento vegetal. 6.ed. Porto Alegre: Artmed, 2017
NEWMAN, D.J. e CRAGG, G.M. (2012). Natural Products as Sources of New Drugs over the Nearly Four Decades from 01/1981 to March 12, 2020. Journal of Natural Products, 83, 3, pp. 770-803.
VIEGAS Jr, CLÁUDIO, et al. “Os Produtos Naturais e a Química Medicinal Moderna”. Química Nova , vol. 29, no 2, abril de 2006, p. 326–37. DOI.org (Crossref) , doi: 10.1590 / S0100-40422006000200025
OMS, World Health Organization. National policy on traditional medicine and regulatory herbal medicines. Report of a global survey. Génova: World Health Organisation; 2005.

Barbatimão (Stryphnodendron adstringens (Mart.) Coville) I

23/02/2021 15:58

Bibliografia:
TROPICOS. Stryphnodendron adstringens (Mart.) Coville. Jardim Botânico de Missouri. Disponível em https://tropicos.org/name/13001565. Acesso em: 07 de outubro de 2020.
BRASIL. MONOGRAFIA DA ESPÉCIE Stryphnodendron adstringens (MART.) COVILLE (BARBATIMÃO). Ministério da Saúde e Anvisa. Brasília. 2014.
LORENZI, H.; MATOS, F. J. de A. Plantas Medicinais no Brasil: Nativas e Exóticas. 2. ed. Nova Odessa: Instituto Plantarum, 2008.
OCCHIONI, E. M. L. Considerações taxonômicas no gênero Stryphnodendron Mart. (Leguminosae-Mimosoideae) e distribuição geográfica das espécies. Acta Botânica Brasilica, Porto Alegre, v. 4, n. 2, p. 153-158, 1990.
RICARDO, Letícia M.; DIAS, Bianca M.; MÜGGE, Fernanda L.B.; LEITE, Viviane V.; BRANDÃO, Maria G.L.. Evidence of traditionality of Brazilian medicinal plants: the case studies of stryphnodendron adstringens (mart.) coville (barbatimão) barks and copaifera spp. (copaíba) oleoresin in wound healing. Journal Of Ethnopharmacology, [S.L.], v. 219, p. 319-336, jun. 2018. Elsevier BV.
PELLENZ, Neida Luiza; BARBISAN, Fernanda; AZZOLIN, Veronica Farina; MARQUES, Liana Pinheiro Santos; MASTELLA, Moisés Henrique; TEIXEIRA, Cibele Ferreira; RIBEIRO, Euler Esteves; CRUZ, Ivana Beatrice Mânica da. Healing activity of Stryphnodendron adstringens (Mart.), a Brazilian tannin-rich species: a review of the literature and a case series. Wound Medicine, [S.L.], v. 26, n. 1, p. 163-171, set. 2019. Elsevier BV
PINDORAMA FILMES. Um pé de quê? Barbatimão. Youtube, 16 de Maio de 2016. Disponível em https://youtu.be/shCg-m0l138. Acesso em: 07 de Outubro de 2020.

ZEDOÁRIA ou AÇAFRÃO-DA-ÍNDIA

24/02/2020 19:04

Curcuma zedoaria  (Christm.) Roscoe.

Zingiberaceae


SinonímiasAmomum zedoaria Christm., Curcuma pallida Lour.

Nomes populares: Açafroa, açafrão-da-índia, açafroeira, açafrão-da-terra, zedoária, batatinha-amarela, gengibre-de-dourar, gengibre-dourado, gengibre amarelo, mangarataia.

Origem ou Habitat: Índia.

Características botânicas: Segundo a descrição de SILVA JUNIOR, 2003: planta herbácea, perene, medindo de 1,3 a 1,5m de altura. Folhas inteiras, oblongo-lanceoladas, com 50 a 80cm de comprimento, com nervuras secundárias púrpuras ao longo da nervura mediana. A inflorescência é cilíndrica, crescendo a partir do rizoma antes das folhas. As flores são amareladas e as brácteas esverdeadas com as pontas cor-de-rosa. O florescimento ocorre de outubro a novembro. O rizoma principal é cônico, tuberoso, medindo cerca de 5cm de comprimento, emitindo outros rizomas secundários que, por sua vez, originam estruturas de reserva de formato piriforme, que posteriormente dão origem a outras plantas.

Quanto ao clima e solo, cresce espontaneamente em altitudes das regiões tropicais, onde o clima é temperado e úmido. Prefere solos areno-argilosos, bem drenados e soltos. O plantio deve ser em outubro e a colheita dos rizomas após 8 meses do cultivo, em julho ou agosto.

Partes usadas: Rizomas.

Uso popular: Segundo irmã Eva Michalak, 1997, a zedoária é usada para afecções hepáticas, urinárias e resfriados.

Lorenzi & Matos, 2008, relatam seu uso como estomáquico.

No Herbanário da Terra, 2001, ressaltam suas propriedades estimulantes das funções hepáticas, digestivas e intestinais; é muito eficaz no tratamento de mau hálito de origem gástrica, além de ser considerada antifúngica, antisséptica, anti-inflamatória, carminativa e colagogo. Possui efeito contra carcinoma do útero, cérvix e de pele.

Na Índia, o rizoma da zedoária é usado popularmente em perfumaria e como um condimento. Tem usos semelhante ao do gengibre.

Composição química: Óleo essencial (1 a 1,5%) composto principalmente de a-pineno D-canfeno, 1,8-cineol, D-cânfora, D-borneol, álcool sesquiterpênico, zingibereno, dimetoxicurcumina, bisdimetoxicurcumina, curcolonol, guaidiol, elemano, cadinano, eudesmano, guaiano, curcumina, zedoarona, curzerenona, etil-p-metoxicinamato, espirolactonas (curcumanolídeo A e B); sesquiterpenos; pigmento azul; amido, resina, vitaminas B1, B2, B6; sais minerais.

Ações farmacológicas: Digestiva, eupéptica, rubefaciente, antifúngica, anti-inflamatória, analgésica, carminativa, colagogo e antitumoral.

Efeitos adversos e/ou tóxicos: Doses acima de 15g/dia já é considerado superdosagem, podendo causar irritação da mucosa estomacal e úlceras (Teske e Trentini, 1997, apud SILVA JUNIOR, 2003).

Experimentos em ratos, dando-lhe como única fonte de alimentação farinha integral do rizoma de zedoária ou torta feita de rizomas triturados e secos, na dose de 320g/Kg a 400g/Kg, de 4 a 6 dias, causou a morte de 100% dos mesmos.

Contra-indicações: O seu uso é contra-indicado para mulheres nos três primeiros meses de gestação e durante a amamentação.

Posologia e modo de uso: Infusão: colocar 1 colher de chá de rizomas finamente fatiados em uma xícara e adicionar água fervente. Tomar em jejum e antes das principais refeições, como estomáquico.

Para os casos de afecções pulmonares (expectorante, tosse, bronquite) colocar 3 colheres de chá de rizomas fatiados em uma xícara de água fervente, depois de morno adicionar mel e tomar 1 colher de sopa 3 x ao dia.

Observações:  Apresenta ações semelhantes a Curcuma longa devido a seus compostos químicos.

O rizoma, ao ser cortado, apresenta uma coloração azulada. Após ser seco e moído, dá origem a uma farinha aromática de cor creme.

Tanto o rizoma como o produto processado são fotossensíveis.

Possui odor agradável que lembra a cânfora e o alecrim, e sabor amargo, pungente, quente e canforáceo.

É cultivada como ornamental.

Referências: 

CHEVALLIER, A. The Encyclopedia of Medicinal Plants. London: Dorling Kindersley, 1996. p. 195.

DRESCHER, L. (coordenador). Herbanário da Terra: Plantas e Receitas. Laranja da Terra, ES: ARPA (Associação Regional dos Pequenos Produtores Agroecológicos), 2001. p. 114.

LORENZI, H.; MATOS, F. J. A. Plantas Medicinais no Brasil: nativas e exóticas. 2.ed. Nova Odessa, SP: Instituto Plantarum, 2008.

MICHALAK, E., Irmã. Apontamentos fitoterápicos da irmã Eva Michalak. Florianópolis: Epagri, 1997.

SILVA JUNIOR, A.A.. Essentia herba – Plantas bioativas. Florianópolis: Epagri, 2003.pgs. 292-300.

http://bases.bireme.br/cgi-bin/wxislind.exe/iah/online/ – acesso em 27 de setembro de 2012.

http://www.tropicos.org/Name/34500778?tab=synonyms – acesso em 21 de setembro de 2012.

Tags: Anti-inflamatórioAntifúngicoAntissépticaAromáticaCarminativaColagogoCondimentoDigestivoEstomáquico

YLANG-YLANG

24/02/2020 18:58

Cananga odorata (Lam.) Hook. f. & Thomson.

Annonaceae


SinonímiasCananga odoratum (Lam.)Baill.ex.King, Canangium odoratum (Lam.)King, Unona odorata (Lam.)Baill., Uvaria odorata Lam..

Composição química:

  • Óleo essencial: Trans-nerolidol, viridiflorol, zonareno, (2E,6E)-farnesil acetato, dentre outros.
  • Fenólicos: (E)-Cinamoil acetate, N-trans-feruloiltiramina, ácido trans-cinamico, dentre outros. -Compostos nitrogenados: Fenilacetonitrilo, 2-fenil-1-nitroetano e antranilato de metila. -Alcalóides Liriodenina, sampangina, cananodina e cicloeudesmano.
  • Sesquiterpenos: Criptomeridiol 11-α-L-ramnosideo, corchoionosideo C, γ-eudesmol, dentre outros.
  • Iridoides: Isosifonodina, canangona, canangaionosideo, breiniaionosideo A , citrosideo A, canangafruticosideo A – E, dentre outros.
  • Lignanas: Canangalignana I e II, canangaterpeno I – V, (+)-siringaresinol 4-O-β-D-glicopiranosideo, dentre outros.

Referências: 

TAN, Loh Teng Hern et al. Traditional Uses, Phytochemistry, and Bioactivities ofCananga odorata(Ylang-Ylang). Evidence-based Complementary And Alternative Medicine, [s.l.], v. 2015, p.1-30, 2015.

MATSUMOTO, Takahiro et al. Lignan Dicarboxylates and Terpenoids from the Flower Buds of Cananga odorata and Their Inhibitory Effects on Melanogenesis. Journal Of Natural Products, [s.l.], v. 77, n. 4, p.990-999, 6 mar. 2014.

QIN, Xiao-wei et al. Volatile Organic Compound Emissions from Different Stages of Cananga odorata Flower Development. Molecules, [s.l.], v. 19, n. 7, p.8965-8980, 27 jun. 2014.

HUSAIN, Khairana; JAMAL, Jamia Azdina; JALIL, Juriyati. Phytochemical study of cananga odorata (lam) hook.f. & thomson & thoms (annonaceae). International Journal Of Pharmacy And Pharmaceutical Sciences, Kuala Lumpur, v. 4, n. 4, p.465-467, jun. 2012.

http://www.tropicos.org/Name/1600664?tab=synonyms – Acesso 12 Jul 2014.

YACON

24/02/2020 18:55

Smallanthus sonchifolius   (Poepp.) H. Rob.

Asteraceae (Compositae)


SinonímiasPolymnia edulis Wedd.; Polymnia sonchifolia Poepp.

Nomes populares: Yacón (Peru, Bolívia, Argentina), yacon, batata-diet (Brasil), aricoma (Bolívia), jiquima, yacuma (Equador), arboloco (Colômbia).

Origem ou Habitat: Nativa das regiões montanhosas e altas da Cordilheira dos Andes, desde a Venezuela até o norte da Argentina, sendo o Peru o principal país produtor (Silva Júnior, 2003; Alonso & Desmarchelier, 2005).

Características botânicas: Planta semi-arbustiva, perene, robusta, entre 1,8 e 2,4 m de altura, podendo atingir até 3 m. O caule é cilíndrico ou subangular, ramificando-se com o tempo. Possui folhas membranáceas, verde em cima com a face dorsal mais pálida, tenuamente gríseo-tormentosa e dimórficas. As inferiores são profundamente lobadas, com o pecíolo alado, base auriculada e limbo rubro-pardo, enquanto as folhas superiores são oval-lanceoladas, com 25 a 30 cm de comprimento por 20 cm de largura. Capítulos são laxos, radias, corimboso-paniculados, reunindo cerca de 13 a 15 flores pequenas, de intensa cor alaranjada, com 5 a 6 sépalas oblongas e foliáceas, sendo as mais inferiores lanceoladas e pilosas. As flores medem 3 a 4 mm de comprimento e 16 a 18 mm de diâmetro, são dentadas e pistiladas e funcionalmente femininas (as mais externas), enquanto as flores inferiores são estaminadas, funcionalmente masculinas. O fruto é do tipo aquênio, obovóide, seco, preto e quase sempre estéril. A parte subterrânea é formada por rizomas rígidos, superficialmente, de polpa creme, pouco doce, pouco fibros, de película violácea. Na parte mais profunda, encontra-se uma penca de 5 a 20 túberas de formato fusiforme a globular, irregular, pesando cerca de 150 a 1000 g e medindo cerca de 20 a 25 cm de comprimento e 7 a 10 cm de diâmetro, de tonalidade castanho-acizentada. A polpa é friável, translúcida, sumarenta, doce e de cor creme-amarelada, escurecendo quando em contato com o ar.

Partes usadas: Principalmente a raiz e em menor proporção as folhas e caule (Alonso & Desmarchelier, 2005; Alonso, 2004).

Uso popular: No Brasil, as folhas secas, trituradas e preparadas na forma de infusão, são empregadas popularmente como hipoglicemiantes (Alonso, 2004).

Na Bolívia, utilizam-se as raízes cruas como diurético em afecções do rim e da bexiga, além de tomar a decocção (ou suco) da raiz em casos de cistite, hepatite e nefrose, enquanto que, no Peru, fazem-se cataplasmas quentes com as folhas para mialgias e reumatismo (Duke, et al., 2009).

Nota sobre o uso: O emprego do yacon em casos de diabetes foi aprovado pela Secretaria Municipal de Saúde de Diadema, São Paulo (Alonso & Desmarchelier, 2005).

Composição química: Raíz: Grande parte (90%) do peso seco das raízes está constituído por carboidratos, dos quais 50 a 70% são oligofrutanos e o restante como sacarose, frutose e glicose (Alonso & Desmarchelier, 2005), incluindo inulina (uma forma de oligofrutano), fitoalexinas, ácido clorogênico, triptofano, amidas, asparagina, glutamina, prolina e arginina, potássio, compostos polifenólicos.

Folhas: Contem sesquiterpenos, lactonas, flavonoides, sonchifolina, uvedalina, enhiadrina e fluctuanina, ácido gálico, ácido gentísico e os seguintes compostos polifenólicos: ácidos clorogênico, cafeico e ferúlico.

Ações farmacológicas: O efeito mais conhecido dos oligossacarídeos, sobretudo os oligofrutanos, é a estimulação seletiva do crescimento das bifidobactérias, modificando de forma significativa a composição da flora intestinal. A inulina e os oligofrutanos demonstraram, em estudos com animais, importantes propriedades anti-neoplásicas. (Silva Júnior, 2003).

A inulina também aumenta a absorção de cálcio em humanos. Estudos realizados com mulheres jovens demonstraram que a administração diária de 8g de inulina + oligofrutose durante 3 semanas aumenta a absorção de cálcio, chegando a resultados semelhantes a outros estudos com humanos, porém com grupos menores (Griffin, et al., 2002; Abrams, et al., 2005).

Muitas substâncias contidas na planta possuem, em modelos animais, comprovada atividade hipoglicemiante e hipocolesterolemiante. Dietas à base de inulina reduzem o colesterol plasmático total, reduzindo VLDL e aumentando o percentual de HDL, além de reduzir as concentrações de triacilglicerol e fosfolipídeos séricos e a lipogênese hepática, protegendo os animais da esteatose hepática (Silva Júnior, 2003). Estudos experimentais com ratas diabéticas demonstraram que a administração do extrato aquoso da raiz de yacon produz efeitos hipoglicemiantes significativos (Alonso & Desmarchelier, 2005). A enhiadrina, lactona sesquiterpênica em maior quantidade nas folhas, e os compostos polifenólicos como os ácidos cafeico, clorogênico e 3 ácidos dicafeoilquínicos demonstraram eficácia em reduzir a glicose pós-prandial e utilidade no tratamento de diabetes nos animais (Genta, et al., 2010).

O aminoácido L-triptofano demonstrou efeitos protetores frente ao dano oxidativo causado por radicais livres e isquemia, sobre a mucosa gástrica de ratos. Os compostos fenólicos presentes nas folhas e raízes possuem atividade antioxidante in vitro e atividade hepatoprotetora em ratos expostos a sobrecargas alcoólicas e químicas, assim como sobre outros radicais livres (Alonso & Desmarchelier, 2005).

Interações medicamentosas: Em virtude do efeito hipoglicemiante observado, sugere-se consultar um médico sobre a possibilidade de combinar extratos de yacon com outras drogas hipoglicemiantes (Alonso, 2004).

Efeitos adversos e/ou tóxicos: A inulina administrada em altas doses na dieta não causa toxicidade, morbidade ou mortalidade ao organismo. Estudos in vitro demonstraram ausência também de mutagenicidade e genotoxicidade (Silva Júnior, 2003).

Duke, et al., (2009) classifica a planta como segura, enquanto (Alonso, 2004) e (Alonso & Desmarchelier , 2005) colocam que não foram ainda documentados efeitos colaterais.

O chá das folhas pode causar danos renais quando usado por longo tempo.

Contra-indicações: Não foram reportadas contra-indicações ao uso do yacon. No entanto, ante a falta de estudos que indiquem a inocuidade dos extratos, não se recomenda sua administração durante a gestação (Alonso, 2004).

Posologia e modo de uso: Consome-se a raiz in natura ou em saladas de frutas, tendo sabor semelhante ao da pêra, ou seu suco, produzido a partir da prensagem das raízes, “chips”, obtidos a partir de fatias secas da raiz. Outros derivados: extrato fluido a 20%, extrato seco e granulado, encapsulados, balas e pães (Silva Júnior, 2003).

O yacon é utilizado também como edulcorante e aromatizante em alimentos, em especial iogurtes probióticos (Alonso, 2004).

Observações: Um estudo de 2011, com três diferentes extratos das folhas, administrados a ratos, apontou para toxicidade dos extratos que continham lactonas sesquiterpênicas, causando danos renais nos animais, sugerindo fortemente que estes terpenoides são os principais componentes tóxicos das folhas do yacon.

Os autores do estudo, baseados em seus resultados, não recomendam o uso oral de folhas de yacon para o tratamento de diabetes (Oliveira, et al., 2011).

Referências: 

ABRAMS, S.A. et al. A combination of prebiotic short- and long-chain inulin-type fructans enhances calcium absorption and bone mineralization in young adolescents. American Journal of Clinical Nutrition, v. 82, n. 2, p. 471-476, Agosto, 2005. Disponível em: http://www.ajcn.org/content/82/2/471.- Acessado em: 25 de julho de 2011.

ALONSO, J. Tratado de Fitofármacos y Nutracéuticos. Rosario, Argentina: Corpus Libros, 2004. p. 1092-1093.

ALONSO, J.; DESMARCHELIER, C. Plantas Medicinales Autóctonas de la Argentina: Bases Científicas para su Aplicación en Atención Primária de la Salud Buenos Aires: L.O.L.A., 2005. p. 567-573.

DUKE, J.; BOGENSCHUTZ-GODWIN, M.J.; OTTESEN, A.R. Duke’s Handbook of Medicinal Plants of Latin America. [S.I.]: CRC Press,, 2009. p. 642-643

GENTA, S.B.; et al. Hypoglycemic activity of leaf organic extracts from Smallanthus sonchifolius: Constituents of the most active fractions. Chemico-Biological Interactions, 29 Abril, 2010,v. 185, n. 2, p. 143-52. Disponível em: http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/20211156 – Acessado em: 25 de julho de 2011.

GRIFFIN, I.J.; DAVILA, P.M.; ABRAMS, S.A. Non-digestible oligosaccharides and calcium absorption in girls with adequate calcium intakes. British Journal of Nutrition, 2002, v.87, s.2, p.187–191 . Disponível em: http://128.232.233.5/action/displayAbstract?fromPage=online&aid=906332&fulltextType=RA&fileId=S0007114502000946 – Acessado em: 25 de julho de 2011.

SILVA JUNIOR, A.A. Essentia herba: Plantas bioativas. Florianópolis: Epagri, 2003. p. 281-291.

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http://dicasdanutricionista.com.br/2008/05/21/propriedades-da-batata-yacon-2/(foto tuberculos)- Acesso em: 28 de maio de 2012.

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VIOLETA-DE-JARDIM

24/02/2020 18:49

Viola odorata  L.

Violaceae


SinonímiasViola hirta L., Viola wiedemannii Boiss.

Nomes populares: Violeta-de-jardim, violeta-perfumada, violeta-de-cheiro, violeta-européia, viola-roxa.

Origem ou Habitat: Europa. No Brasil é cultivada nas regiões Sul e Sudeste.

Características botânicas: Herbácea perene, sem caule aéreo, estolonífera, medindo cerca de 10-15 cm. Folhas em roseta, simples, longo-pecioladas, cordiforme-arredondada, medindo de 3-6 cm de comprimento. Flores perfumadas, de cor violeta-escuras, solitárias sobre um pedúnculo radical.

Partes usadas: Flores, folhas, raiz, sementes.

Uso popular: Na medicina caseira é usada para afecções bronco-respiratórias, emética e purgativa, emoliente, antiespasmódica, anti-inflamatória, diurética e sudorífica. São usadas para afecções gástricas. Externamente, pode-se usar a decocção das raízes secas sobre as articulações doloridas.

As flores são melíferas e usadas na culinária no preparo de saladas. As folhas mais jovens são utilizadas para sopas e saladas.

Composição química: Possui em sua composição fitoquímica salicilato de metila, saponina, alcalóide (odorantina nas raízes, escopoletina planta toda, violina nas flores e raízes), violaquercitrina, resinas, mucilagens, antocianina, vitamina C, ácidos (ferúlico, sinápico, málico, octenóico, octílico, palmítico, nitropropiônico, salicílico), flavonóides (quercitina, rutina.

Ações farmacológicas: Emética, emoliente, expectorante, depurativa, anti-séptica.

Observações: 

Além da Viola odorata L., outra espécie exótica é também cultivada no Sul e Sudeste como ornamental, conhecida como “amor-perfeito”: Viola tricolor L.

No Sul e Sudeste do Brasil existem 3 espécies endêmicas de Viola que foram consideradas vulneráveis e estão em perigo de extinção: Viola cerasifolia A.St.-Hil., Viola gracillima A.St.-Hil. e Viola subdimidiata A.St.-Hil.

Referências: 

DELAVEAU,P. et al. Segredos e Virtudes das Plantas Medicinais. Lisboa: Lisgrafica, 1983.

LORENZI, H.; MATOS, F.J. A. Plantas medicinais no Brasil: nativas e exóticas. 2ª ed. Nova Odessa, SP: Instituto Plantarum, 2008.

http://floradobrasil.jbrj.gov.br/jabot/listaBrasil – acesso em 17 de setembro de 2013.

http://www.botanical-online.com/medicinalsvioleta.htm/ Acesso 20 Maio 2016.

http://cncflora.jbrj.gov.br/portal/pt-br – acesso em 17 de setembro de 2013.

http://www.tropicos.org/Name/33800067 – acesso em 17 de setembro de 2013.

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