UNHA DE GATO

24/02/2020 18:04

Uncaria tomentosa  (Willd.) DC.

Rubiaceae


SinonímiasUncaria tomentosa var. dioica Bremek., Uncaria surinamensis Miq., Ourouparia tomentosa (Willd. ex Roem. & Schult.) K. Schum., Nauclea tomentosa Willd. ex Roem. & Schult.

Nomes populares: Unha de gato, garra de gavião, casha, garabato, bejuco de água, unganangi, uncucha(Peru).

Origem ou Habitat: América do sul e central, em beira de rios e igarapés bem como em terras baixas e de má drenagem, em regiões de clima tropical úmido e subtropical.

Características botânicas: Arbustos trepadores que crescem até 30 metros.

Partes usadas: Casca , folhas e raízes.

Uso popular: Planta utilizada pelos Incas e pelos peruanos nativos, como antiinflamatório, para dores, afecções virais, em gastrites, úlcera gástrica, artrite, distúrbios menstruais, artrose, mioma.

Indígenas da Amazônia empregam esta planta para o tratamento de várias moléstias como asma, artrite, como anti-inflamatório do trato urinário, para a cura de ferimentos profundos, úlceras gástricas, dores nos ossos e câncer.

A espécie Uncaria guianensis é usada pelos indígenas do noroeste do Amazonas na forma de infuso dos ramos finos para combater a disenteria.

Composição química: Para a espécie U. tomentosa são relatados dois quimiotipos, um com alcalóides indólicos e oxindólicos tetracíclicos e outro com alcalóides indólicos e oxindólicos pentacíclicos. Outros compostos descritos são os polifenóis (epicatequina), procianidinas (A, B1, B2, B4, cinchonina), glicosídeos e triterpenos do ácido quinóvico, triterpenos polioxigenados, fitoesteróis (b-sitosterol, estigmasterol, campesterol). Seis alcalóides oxindólicos pentacíclicos, considerados seus marcadores: especiofilina, mitrafilina, uncarina F, isomitrafilina, pteropodina e isopteropodina, são usados na padronização do material vegetal e fitoterápicos derivados

Ações farmacológicas: A atividade farmacológica da U. tomentosa é provavelmente devido ao efeito sinérgico de seus diversos compostos; mostrou ação imunoestimulante, antiinflamatória por inibição da fosfolipase A², inibidor de afecções virais e atividade anti oxidativa.(Carvalho,J C T).

Interações medicamentosas: 

Pode potencializar antagonistas histamínicos H². Reduz dano intestinal causado por indometacina(Rakel), pode interferir com imunoestimulante, pode inibir CYP 3A4.

Efeitos adversos e/ou tóxicos: Episódios de febre, constipação ou diarréia (que podem aparecer na primeira semana de tratamento). O excesso de cocção dos taninos pode resultar tóxico. Em altas doses tem dois casos descritos de sintomas pancreáticos e alterações do nervo ótico (Alonso apud Gotuzzo E. et al, 1992).

Contra-indicações: Em gravidez e lactação. Evitar o uso em transplantados e enxertos de pele.

Posologia e modo de uso: A dose estandartizada deve conter 1,3% ou mais de alcalóides oxindólicos pentacíclicos e menos de 0,06% alcalóides oxindólicos tetracíclicos, outro autor refere que produtos eficazes devem conter não mais de 0,02% de alcalóides tetracíclicos de oxindole. (Fitoterapia Racional).

Observações: Existe outra espécie utilizada como medicinal na América do Sul, a Uncaria guaianense. Existem outras espécies na Ásia e na África e na medicina chinesa é relatado o uso da espécie Uncaria rynchophylla Jacks.

Referências: 

ALONSO, J. Tratado de Fitofármacos y Nutracéuticos. Rosario, Argentina: Corpus Libros, 2004. p. 1055-1062.

VALENTE, L. M. M. et al Desenvolvimento e aplicação de metodologia por cromatografia em camada delgada para determinação do perfil de alcalóides oxindólicos pentacíclicos nas espécies sul-americanas do gênero Uncaria. Revista Brasileira de Farmacognosia. v. 16; n. 2, p. 216-223, Abr./Jun., 2006.

Schulz, V. R., Hänsel, R., Tyler, V, E. FitoterapiaRacional. 4.ed. [S.I.]: Malone-

CARVALHO, T. C. T. Fitoterápicos anti-inflamatório: aspectos químicos, farmacológicos e aplicações terapêuticas. Ribeirão Preto: Tecmedd, 2004.

RAKEL, R. E. (ed.) Textbook of Family Medice,

http://www.tropicos.org/Name/27903494?tab=synonyms – acesso em 25 de novembro de 2011.

Tags: Anti-inflamatórioArtriteAsmaDoresGastriteÚlceras

FÁFIA

20/01/2020 22:05

Pfaffia paniculata  (Mart.) Kuntze.

Amaranthaceae 


Sinonímias: Hebanthe paniculata Mart., Hebanthe virgata Mart., Gomphrena paniculata (Mart.)Moq., Iresine paniculata (Mart.) Spreng., Pfaffia erianthos (Poir.) Kuntze.

Nomes populares:  Fáfia, pfáfia, suma, ginseng-brasileiro, corango, paratudo.

Origem ou Habitat: O gênero Pfaffia apresenta em torno de 33 espécies distribuídas na América do Sul e Central e destas, 21 espécies estão no Brasil.

Pfaffia paniculata cresce nas clareiras da selva tropical amazônica, sendo espontânea nos estados do Mato Grosso, Goiás e nos cerrados de Minas Gerais. No Sul do Brasil a espécie mais comum é a Pfaffia glomerata (Spreng.)Pedersen.

Características botânicas:  Subarbusto perene, ramos escandentes, caracterizado por apresentar de 2 – 3 m de altura, com raízes tuberosas, e outras longas e grossas. Folhas simples, ovado-lanceoladas e acuminadas, opostas, membranáceas, glabras, de cor verde mais clara na face inferior, medindo de 4-7 cm de comprimento (segundo LORENZI & MATOS, 2002) e 5-12 cm (segundo ALONSO, 2004). Flores subglobosas, esbranquiçadas, muito pequenas, dispostas em panículas abertas.

Partes usadas: Folhas e principalmente as raízes.

Uso popular:  As populações indígenas da Amazônia usam as raízes há mais de 300 anos para a cura de uma ampla variedade de moléstias e como tônico geral, afrodisíaco e rejuvenescedor.

Nas Américas, a medicina herbária recomenda suas raízes como tônico regenerativo visando regular vários sistemas do organismo, como imunoestimulante e para tratar a síndrome da fadiga crônica, hipoglicemia, impotência, artrites, anemia, diabetes, alguns tipos de tumores, disfunção hormonal e de estresses de várias origens.

Na medicina herbária européia essa planta é usada para restaurar funções nervosas e glandulares, para balancear o sistema endócrino, para fortalecer o sistema imunológico, contra infertilidade, para problemas menstruais e de menopausa, para minimizar os efeitos colaterais de anticoncepcionais, contra o alto teor de colesterol e como tônico geral para situações de convalescença.

As folhas são usadas para acalmar a febre e como analgésico.

Composição química:  O perfil fitoquímico desta família – Amaranthaceae – compreende óleos essenciais, betalaínas, compostos fenólicos e terpenóides.

Dois novos nortriterpenoides, pfaffine A e B (1-2), foram isolados a partir das raízes de Pfaffia paniculata Kuntze, juntamente com dez compostos conhecidos. incluindo quatro ecdisteróides, ecdisona, 20-hidroxiecdisona, pterosterone, rapisterone, cinco triterpenóides, ácido pfáffico, ácido pfameric, ácido mesembryanthemoidigenic, E 6 calenduloside ‘-Me éster, ácido oleanólico 28-O-β-D-glucopiranósido, e um glicósido monoterpeno (+) – angelicoidenol-2-O-β-D-glucopiranósido. As estruturas dos novos compostos. foram elucidadas como norolean 16β 12,20-di-hidroxi-30-ácido 3β, (29) -dien-28-óico (1), e 3β-hidroxi-30-norolean-12,20 (29) -dieno-28- óico-28-o-β-D-glucósido.

Além de 19 aminoácidos diferentes, eletrólitos e traços de minerais como ferro, magnésio, cobalto, sílica, zinco e vitaminas A, B-1, B-2, E, K e ácido pantotênico (vitamina P).

Ações farmacológicas: A bioatividade da mistura de saponinas ou de saponinas individuais, in vitro e in vivo incluem: citotóxico, imunomodulador, hepatoprotetor, anti-diabético, hipolipidêmico, antiosteoposose, antivirais, antifúngicos e ações anti-helmínticas.

Efeitos adversos e/ou tóxicos: Doses excessivas, acima de 10 g pode causar hipertensão arterial, nervosismo, erupções na pele, diarréia e insônia.

As pessoas hipertensas deverão consultar um médico antes de tomar extratos de fáffia.

Contra-indicações:  Não administrar na gravidez e amamentação.

Suspender o uso de fáffia quando submeter-se a exame para determinação de ferro sérico, porque pode haver distorções dos resultados.

Observações: Nas Olimpíadas, os atletas russos utilizaram extratos de Pfaffia paniculata como um anabólico, para aumentar a massa muscular e a resistência física promovida pela substância beta-ecdisterona, sem os efeitos colaterais dos esteróides sintéticos. Foi chamada de “segredo russo”.

 

Referências:
ALONSO, J. Tratado de Fitofármacos y Nutracéuticos. Rosario, Argentina: Corpus Libros, 2004.

LORENZI, Harri – Manual de identificação e controle de plantas daninhas. 6ª ed. Nova Odessa, SP / Instituto Plantarum, 2002.

Mroczek, Agnieszka “Phytochemistry and bioactivity of triterpene saponins from Amaranthaceae family” – From Phytochemistry Reviews (2015), Ahead of Print.(Scinfinder art.3) Acesso 26 Maio 2015.

SILVA JUNIOR, A.A.; MICHALAK, E. O ÉDEN DE EVA. Florianópolis: Epagri, 2014

http://www.tropicos.org/Name/1100502.

Tags: AfrodisíacoAnalgésicoAnemiaArtriteDiabetesHipoglicemiaHipolipemianteImpotênciaInfertilidadeRejuvenescedorTônico

EQUINÁCEA

09/01/2020 20:49

Echinacea purpurea  ( L.) Moench.

Asteraceae (Compositae) 


Sinonímias: Rudbeckia purpurea L.; Brauneria purpurea (L.) Britt. 

Nomes populares:  Flor-roxa-cônica, cometa-roxo, equinácea. 

Origem ou Habitat: América do Norte , meio oeste dos EUA. 

Características botânicas:  Planta herbácea perene, ereta, rizomatosa, florífera, pouco ramificada, de 60-90 cm de altura, com folhas opostas, curto-pecioladas, cartáceas, ásperas, com três nervuras salientes, medindo de 4 a 12 cm de comprimento. Inflorescências em capítulos cônicos, dispostas no ápice dos ramos, compostas por flores centrais diminutas de cor marrom-arroxeadas e de flores externas de corola alongada de cor rosa-arroxeada voltadas levemente para baixo. O conjunto, com 10 a 15 cm de diâmetro, lembra a cabeleira de um cometa, daí a razão de um de seus nomes populares. Possui raízes cilíndrico-afiladas, inteiras, sutilmente espiraladas, longitudinalmente sulcadas, fibrosas, com a casca fina, lenhosa, com poros alternos. O rizoma tem medula com a forma circular. O florescimento ocorre de setembro a novembro.  

Uso popular:  Indicada em síndromes gripais com tosse, bronquite, febre, dores de garganta. Na profilaxia e tratamento da gripe, rinossinusites e infecções do trato urinário. Externamente, sob a forma de pomadas ou em compressas nas queimaduras, feridas purulentas, acne e outras ulcerações na pele, ou na forma de cataplasma contra artrites, hemorróidas e doenças venéreas. Na forma de gargarejo, é indicada para dores de dente, abcessos dentais e ulcerações da mucosa oral. É indicada também para tratamento de infecções crônicas, frieiras, picada de insetos, erisipela, sífilis, impurezas do sangue e febres pútridas. 

Composição química:  Óleo essencial, fitosteróis, rutósido, alcalóides pirrozidínicos (0,006%), possui como compostos ativos os derivados dos ácidos dicafeico e ferúlico, os equinacósidos A e B (0.5 a 1%), compostos alifáticos de cadeia longa e polissacáridos (equinacinas). As folhas e flores contêm ácido chicórico, rutina e metiléster. A parte aérea contém amidas altamente insaturadas, germaceno, vanilina, metil-p-hidroxicinamato e um derivado de labdano. O rizoma contém poliacetilenos, ácido chicórico (0.6 a 2.1%), ácido clorogênico, alcamidas, derivados do ácido cafeico, equinaceína, 4-0-metil-gliconoarabinoxilano, inulina, frutose, pentose, ésteres do ácido cafeico (equinacosídeo – 0.5 a 1% e cinarina), humuleno, equinolona e betaína. Entre os polissacarídeos encontrados, o principal é a arbinogalactana. A planta contém ainda óleo essencial que encerra cariofileno, um sequiterpeno e poliacetilênicos, bem como ácidos graxos, proteínas, taninos e as vitaminas A, C e E. A maior concentração dos componentes mais ativos se encontra nas raízes e rizomas, contudo, frequentemente o suco fresco da planta obtida com folhas, hastes e flores também é utilizado. 

Ações farmacológicas: Os mucopolisacarídeos de alto peso molecular situados na raíz demonstrou um efeito imunoestimulante inespecífico verificado em vários níveis: aumento na produção de leucócitos e linfoquinas, aumento da taxa de properdina, elevação da produção de interferon, inibição de hialuronidase e aumento da capacidade de fagocitose por parte dos macrófagos. A arabinogalactana – obtida em cultura de células de E. purpurea – apresenta ação ativadora de macrófagos citotóxicos ás células tumorais e micro-organismos (Leishmania enrietti). Esta substância também induz macrófagos a produzirem o fator de necrose tumoral (TNF-alfa) interleucina e interferon b-2, bem como incrementa um pouco a proliferação de células T. Experimentalmente, a equinaceína demonstrou propriedades antiparasitárias e antiinflamatórias. Extratos de equinácea incrementaram em 45% a fagocitose de Candida albicans através de granulócitos e monócitos de indivíduos sadios in vitro. Altas doses de extrato da planta interferem nas enzimas do esperma, afetando a motilidade e, consequentemente, a viabilidade do mesmo. Diversos estudos clínicos tem demonstrado benefícios na administração de extratos de equinácea para o alívio e encurtamento de sintomas relacionados com patologias do trato respiratório superior. Em um deles, duplo-cego, com 180 pacientes voluntários, na Alemanha, com sintomas respiratórios como congestão nasal, rinite, resfriados e estados gripais, a amostra foi dividida em três grupos. O primeiro foi tratado com 900 mg diários de extrato de equinácea; o segundo grupo recebeu 450 mg e o terceiro apenas tratado com placebo. Ao fim de quatro dias, o primeiro grupo foi o único que mostrou diminuição estatisticamente significativa dos sintomas. Um produto comercial elaborado à base de equinácea apresenta atividade anti-herpética contra vírus herpes tipo 1 e 2, suscetíveis e resistentes ao aciclovir. 

Efeitos adversos e/ou tóxicos: Quando utilizada por mais de oito semanas, a equinácea pode causar hepatotoxicidade e, portanto, não deveria ser utilizada com outras drogas hepatotóxicas (esteróides anabólicos, amiodarona, metotrexato e cetoconazol). Por ser estimulante do sistema imune, não deve ser administrada com imunosupressores ou quando há doenças auto -imunes. Pode produzir um aumento da salivação e o uso parenteral do extrato pode produzir reações alérgicas, náuseas, vômitos e por vezes, febre. Deve-se, portanto, utilizar a planta com precaução, e não exceder o tratamento por via oral em mais de 8 semanas. 4. 

Contra-indicações:  A segurança durante a gravidez e a lactação ainda não foi confirmada, não sendo recomendável o uso nestes casos. 

 

 

Referências:
ALONSO, J. Tratado de Fitofármacos y Nutracéuticos. Rosario, Argentina: Corpus Libros, 2004. p. 445-451. 

CUNHA, A. P.; SILVA, A. P.; ROQUE, O. R. Plantas e Produtos Vegetais em Fitoterapia. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian 2003. p. 290-91. 

LORENZI, H.; MATOS, F. J. A. Plantas Medicinais no Brasil: nativas e exóticas. Nova Odessa , SP: Instituto Plantarum, 2002. p. 154-55 

SILVA JUNIOR, A. A. Essentia herba: Plantas bioativas. Florianópolis: Epagri, 2003. p. 196-205.

Tags: AcneArtriteBronquiteFebreGripeHemorróidaQueimaduraTosse

AROEIRA

28/12/2019 00:37

Schinus terebinthifolia  Raddi.

Anacardiaceae 


SinonímiasSacortheca bahiensis Turcz., Schinus mellisii Engl., Schinus mucronulata Mart., Schinus terebinthifolia var. damaziana Beauverd, Schinus terebinthifolia var. raddiana Engl.

Nomes populares: Aroeira, aroeira-branca, aroeira-da-praia, aroeira-do-brejo, aroeira-do-campo, aroeira-do-paraná, aroeira-mansa, aroeira-negra, aroeira-pimenteira, aroeira-precoce, aroeira-vermelha, aguaraíba, bãlsamo, cabuí, Cambuí, coração-de-bugre, corneíba, fruto-de-raposa, fruto-de-sabiá, coração-de-bugre.

Características botânicas: Árvore mediana com 5-10 m de altura, perenifólia, dióica, de copa larga e tronco com 30-60 cm de diâmetro, revestido de casca grossa. Folhas compostas imparipinadas, com 3 a 10 pares de folíolos aromáticos, medindo de 3 a 5 cm de comprimento por 2 a 3 cm de largura. Flores masculinas e femininas muito pequenas, dispostas em panículas piramidais. Fruto do tipo drupa, globóide, com cerca de 5 cm de diâmetro, aromático e adocicado, brilhante e de cor vermelha, conferindo às plantas, na época da frutificação, um aspecto festivo. Ocorre ao longo da Mata Atlântica desde o Rio Grande do Norte até o Rio Grande do Sul. Pode ser cultivada a partir de sementes ou por estaquia.

Uso popular: As cascas em decocção em banhos de assento são usadas principalmente por mulheres por vários dias após o parto como antiinflamatório e cicatrizante, além de serem indicados para reumatismos, artrite, distensões, dores e fraquezas musculares, ciática e inflamações em geral. As preparações feitas com suas cascas podem ser usadas no tratamento tópico de ferimentos na pele e das mucosas em geral, infectados ou não, nos casos de cervicite e hemorróidas inflamadas, e inflamações das gengivas e da gargantas na forma de gargarejos, bochechos e compressas feitas com o cozimento. A casca é também utilizada no tratamento de doenças dos sistemas urinário e respiratório, hemoptise, hemorragia uterina, azia, gastrite como depurativa, febrífuga, no tratamento de afecções uterinas e para uso local em menorragia e leucorréia. A decocção da entrecasca é utilizada em uso interno para tosse, diarréia e reumatismo. As folhas e frutos são adicionados à água de lavagem de feridas e úlceras. Na região do Vale do Ribeira(SP), o macerado das folhas em aguardente é usado externamente como cicatrizante, analgésico e contra coceiras. A infusão das folhas é usada internamente contra reumatismo e a mastigação das folhas frescas é indicada como cicatrizante e para gengivites. Ferver a aroeira com folha de batata é indicado para gargarejos em problemas de afecções das cordas vocais. Outras indicações medicinais incluem seu uso como tônica, diurética, estimulante, analgésica, adstringente, hemorragia/sangramento, calafrios, gripes, resfriados, conjuntivite, hemoptise, Os frutos são usados como substitutos de pimenta, vendidos como “pimenta-rosa”.¹ Além dos usos medicinais, fornece madeira para mourões, lenha e carvão, e é amplamente cultivada na arborização de ruas e praças.

Composição química: Alto teor de tanino, biflavonóides e ácidos triterpênicos nas cascas e de até 5% de óleo essencial formado por mono e sesquiterpenos nos frutos e nas folhas. Em todas as partes da planta foi identificada a presença de pequena quantidade de alquil-fenóis, substâncias causadoras de dermatite alérgica em pessoas sensíveis. Os principais componentes do óleo essencial das folhas foram α-pineno, β-mirceno, ∆-2-careno, p-cimeno e limoneno, e dos frutos trans-carveol, carvacrol, limoneno glicol, elemol, óxido de cariofileno, 10-epi-γ-eudesmol, β-eudesmol e α-eudesmol(6). Nas folhas da planta foram encontrados os seguintes minerais: cálcio (2020 mg/100 g), cobre (1,11 mg/100 g), ferro (6,70 mg/100 g), magnésio (97,9 mg/100 g), manganês (3,04 mg/100 g), zinco (2,26 mg/100 g) e sílica (0,2%).

Ações farmacológicas: Antiinflamatória, cicatrizante, antimicrobiana para fungos e bactérias, tônica, adstringente, anti-reumática, anticancerígena, antidepressiva, antihepatotóxica, antiviral, afrodisíaca, digestiva, diurética.

Efeitos adversos e/ou tóxicos: Podem aparecer fenômenos alérgicos na pele e mucosas; caso isso aconteça, suspenda o tratamento e procure o médico o mais cedo possível(4). Os frutos podem causar irritação do trato gastrointestinal.

Contra-indicações: Sugere-se o uso com moderação, evitando-se o uso prolongado, por tratar-se de espécie com vários efeitos tóxicos. Não deve ser usada em gestantes, pois foi observado em laboratório efeito de contração uterina.

Observações: A aroeira-do-sertão (Myracrodruon urundeuva Allemão) possui as mesmas propriedades e pode ser usada da mesma maneira, para as mesmas indicações, em sua região de ocorrência mais para o interior do país, enquanto a espécie descrita é mais acessível às populações do litoral. Aroeira salso (Schinus molle L.) também é utilizada como medicinal e na culinária.

 

 

Referências: 
DUKE, James A.; BOGENSCHUTZ-GODWIN, Mary Jo; OTTESEN, Andrea R. Duke’s Handbook of Medicinal Plants of Latin America. [s. l.]: CRC Press, [2009?]. Pp. 610-612.

FRANCO, Ivacir João; FONTANA, Vilson Luiz. Ervas e Plantas: A Medicina dos Simples. 9 ed. Erexim-RS: Livraria Vida, 2004. Pp. 124.

LOPES, Maria de Fátima Gomes et al. Estudo mineral de plantas medicinais. In: SIMPÓSIO DE PLANTAS MEDICINAIS DO BRASIL. 16, 2000, Recife-PE. MAIA, Maria B. S. (pres. comiss. org.). Livro de resumos. [Recife, 2000?]. Pp. 125.

LORENZI, Harri; MATOS, Francisco José de Abreu. Plantas Medicinais no Brasil: nativas e exóticas. Nova Odessa, SP: Instituto Plantarum, 2008. Pp. 63-64.

MATOS, F. J. Abreu. O Formulário Fitoterápico do Professor Dias da Rocha. 2 ed. Fortaleza: UFC, 1997. Pp. 70-71.

SANTOS, Wellington Oliveira et al. Estudo comparativo dos constituintes químicos do óleo essencial das folhas e frutos da aroeira da praia. In: SIMPÓSIO DE PLANTAS MEDICINAIS DO BRASIL. 16, 2000, Recife-PE. MAIA, Maria B. S. (pres. comiss. org.). Livro de resumos. [Recife, 2000?]. Pp. 144.

STASI, Luiz Claudio di; HIRUMA-LIMA, Clélia Akiko. Plantas Medicinais na Amazônia e na Mata Atlântica. 2 ed. rev. e ampl. São Paulo: UNESP, 2002. Pp. 344-350.

Tags: AnalgésicoAnti-inflamatórioArtriteCicatrizanteDiarreiasGengivitehemorragiasHemorróidaReumatismoTosse

ARNICA

27/12/2019 17:40

Arnica montana  L.

Família botânica Asteraceae

Fotografia de Meneerke Bloem CC BY 2.0

Nomes populares: Arnica, arnica-verdadeira, arnica-das-montanhas, panacéia-das-quedas, tabaco-das-montanhas, quina-dos-pobres, etc.

Observação: Diversas espécies da família botânica Asteraceae são conhecidas pelo nome popular “arnica”, sendo amplamente utilizadas na medicina popular em todo o Brasil. A origem etimológica da palavra arnica deriva do grego “arnakis”, que significa “pelos de carneiro” e provavelmente refere-se às sépalas cobertas de pelos macios que cercam a flor.

 

As informações a seguir são referentes a espécie Arnica montana L.

Origem ou Habitat: Arnica montana é uma planta perene de alta altitude nativa das encostas das montanhas na Europa, norte da Ásia, Sibéria e América, também conhecida como tabaco de montanha (KRIPLANI; GUARVE; BAGHAEL, 2017).

Características botânicas: Planta aromática perene de 0 a 60 cm, talo erguido, tomentoso, com poucos ramos e em cuja base localiza-se uma roseta de folhas lanceoladas, estendidas sobre o solo. As folhas superiores são menores, em forma de lança, do lado oposto e ligado diretamente ao caule. As flores são de cor amarela (às vezes alaranjadas), localizadas em localizadas em um capítulo terminal, aparecendo em meados do verão e início do outono (Europeu). O fruto é um aquênio de cor parda.

Partes usadas: Flores (capítulos florais)

A espécie Arnica montana, nativa da Europa, de difícil cultivo no Brasil, é a principal espécie comercializada por suas propriedades anti-inflamatórias. Seu extrato é incorporado a cremes e pomadas de uso externo.

No sul do Brasil, muitas espécies utilizadas pelas comunidades são conhecidas como arnica, o que pode causar confusões em relação à correta identificação botânica. O uso interno das arnicas deve ser evitado ou acompanhado de especialista devido às possíveis reações adversas

Uso popular:

Uso externo: contusões, traumatismos, distensão, escaras, feridas infectadas, úlceras crônicas, artrites, edema local associado a fraturas, hematomas, hemorróidas, dores musculares, reumáticas e articulares, picadas de inseto inflamadas, flebite superficial, insuficiência venosa crônica, sintomas de veias varicosas, frieiras superficiais, xampus para dermatite seborréica (caspa) e para estimular a circulação sanguínea no couro cabeludo (MILLS; BONE, 2000), infecções cutâneas como acne e furunculoses, inflamações da orofaringe, queimaduras de sol, queimaduras superficiais e pouco extensas, eritema de nádegas (BRUNETON, 2001).

A aplicação externa local na forma de creme, pomada ou gel ou na forma de cataplasma úmido composto por uma solução que contém uma colher de sopa de A. montana tintura para um quarto de litro de água morna leve é valorizado para tratamento de osteoartrite, alopecia e insuficiência venosa crônica (KRIPLANI; GUARVE; BAGHAEL, 2017).

Advertência: o uso interno da planta na forma de infusão ou tintura não é adequado, a planta é utilizada pela via oral apenas em formulações homeopáticas (NEWALL; ANDERSON; PHILLIPSON, 2002)

O formulário de fitoterápicos da farmacopeia brasileira (2011), alerta que a planta não deve ser utilizada por via oral e em lesões abertas, em casos isolados pode provocar reações alérgicas com formação de vesículas e necrose. O documento também adverte que não deve-se utilizar por um período superior a sete dias em concentração recomendada de 3 g flores secas em 150 mL água para uso externo aplicado na forma de compressa, duas a três vezes ao dia como anti-inflamatório em contusões e distensões, nos casos de equimoses e hematomas.

Composição química: Constituintes, como flavonóides (0,4-0,6%), sesquiterpenos, acetilenos, hidroxicumarinas e ácidos fenil acrílicos e óleo essencial (0,2-0,35% nas cabeças das flores e 0,2-0,5% nas folhas), ácidos fenolcarbônicos [tal como ácido clorogênico (ácido 5-o-cafeoilquínico)], ácido cinarina 1,3-di-O-cafeoilquínico, ácido cafeico, umbeliferona, escopoletina, ácido 2-pirrolidinaacético e  epímeros C-1 dos dois ácidos pirrolizidínicos e após extração de Soxhlet por metanol traços de alcalóides pirrolizidínicos (tussilagina e isotussilagina), segundo Kriplani, Guarve e Baghael (2017), foram isolados das flores de Arnica montana L.. Além dos constituintes, as flores da espécie contêm  especialmente diferentes lactonas sesquiterpênicas, especialmente os ésteres helenalina e dihidro-helenalina, que parecem ser os principais princípios ativos da espécie, a quantidade total de lactonas sesquiterpênicas varia com a maturidade das flores secas. As lactonas sesquiterpênicas são relatadas como bons agentes anti-inflamatórios e citotóxicos. 

Além destes, hispidulina, isoramnetina, campferol, laciniatina, luteolina, patuletina, quercetina, espinacetina, tricina, 3,5,7-triidroxi-6,3’, 4’-trimetoxiflavona), terpenóides (sesquiterpênicos, inclusive derivados de helenalina e diideoelenalina – cerca de 0,5% – arnifolina e os arnicolídeos), óleos voláteis (até 1%, geralmente 0,3% – timol e seus derivados), princípio amargo (arnicina), ácido caféico, carotenóides, fitosteróis, resina, tanino (não especificado) são citados por Newall, Anderson e Phillipson (2002). 

Ações farmacológicas: A planta encontra-se descrita em Farmacopéias de vários países, inclusive em edições da Farmacopeia Brasileira. Tal como exposto por Maciel et al. (2006), em estudos animais foi confirmada a atividade antinflamatória de extratos da planta, atividade atribuía a presença de lactonas sesquiterpênicas do tipo helenalina (HALL et al., 1979; LYSS et al., 1997 apud MACIEL et al., 2006) explicados pela inibição seletiva do fator de transcrição NF-kappaB (RUNGELER et al., 1999; KLASS et al., 2002 apud MACIEL et al., 2006). As lactonas sesquiterpênicas desencadeiam também ação citotóxica contra hepatócitos humanos (WOERDENBAG et al., 1994 apud MACIEL et al., 2006) por isso seu uso interno não é recomendado.

Interações medicamentosas: A administração de tisanas ou tinturas pode interagir com drogas digitálicas devido a seu efeito inotrópico positivo (ALONSO, 2004).

Efeitos adversos e/ou tóxicos: A planta pode ocasionar efeitos tóxicos quando usada internamente (NEWALL; ANDERSON; PHILLIPSON, 2002), pode haver irritação das membranas mucosas e sua ingestão pode causar náuseas, vômitos, dor no estômago, cólicas abdominais, agitação, convulsões, tontura, diarréia e tremores (MILLS; BONE, 2000), além de gastrenterite fatal, paralisia muscular (voluntária e cardíaca), palpitações, falta de ar e até morte (NEWALL; ANDERSON; PHILLIPSON, 2002). O princípio tóxico responsável por esses efeitos é a helenalina. 

A aplicação tópica também deve ser moderada, pois formulações podem provocar dermatite, devido ao fato de a planta ser forte sensibilizante (NEWALL; ANDERSON; PHILLIPSON, 2002). 

Além disso, o uso prolongado pode causar eczema, e se utilizada em pele não-íntegra pode causar dermatite edematosa com formação de pústulas. Em altas doses pode causar formação de vesículas e até necrose (MILLS; BONE, 2000). 

Contraindicações: Não deve ser ingerida exceto em diluições homeopáticas adequadas (ALONSO, 2004). Deve ser utilizada com cuidado em pessoas alérgicas (BOTSARIS, 2002), pois alguns indivíduos não toleram a aplicação tópica (dermatite de contato) (NEWALL; ANDERSON; PHILLIPSON, 2002). Deve-se evitar uso em alérgicos a arnica ou a outras plantas da família Asteraceae (incluindo camomila, calêndula e mil-folhas) (MILLS; BONE, 2000). Não deve ser aplicada em feridas abertas (apenas em pele íntegra) e nem perto dos olhos e da boca. Ao primeiro sinal de reação o uso deve ser suspenso. O uso interno é contraindicado na gravidez, na lactação, em portadores de úlcera gástrica, epilepsia (NEWALL; ANDERSON; PHILLIPSON, 2002) ou portadores de hepatopatia. Não recomenda-se o uso prolongado, mesmo que externamente (MILLS; BONE, 2000).

Posologia e modo de uso: Kriplani, Guarve e Baghael (2017) relatam que numerosas preparações homeopáticas da planta estão disponíveis no mercado. Além disso, segundo os autores, na farmacopéia européia (1809), a tintura de A. montana deve ser produzida a partir das flores da espécie que resultam em 0,04% de lactonas sesquiterpênicas expressas como tiglato de diidrohelenalina. A tintura contém uma parte da droga vegetal em 10 partes de etanol (60% (V/V) a 70% (V/V)). A tintura pode ser seca por evaporação e o extrato é incorporado em vários medicamentos fitoterápicos.
No formulário de fitoterápicos da farmacopéia brasileira (2021), as principais fórmulas com a espécie são: Preparação extemporânea com 2 g de flores em 100 mL de água; e Tintura com 10 g de flores em 100 g de álcool etílico 60% ou 70% (v/v).
Faz-se cataplasma para uso externo com a infusão da planta. Com a tintura da flor (10% m/v), incorpora-se 20 a 25 mL em pomadas base de pomada simples q.s.p. 100 g (BRASIL, 2021) e utiliza-se para distensões, contusões e dores musculares aplicando topicamente uma fina camada, de duas a três vezes ao dia, seguido de massagem.

 

 

Referências:
ALONSO, J. Tratado de Fitofármacos y Nutracéuticos. Rosario, Argentina: Corpus Libros, 2004. p. 178-182.

ATHAYDE, A.E. et. al. Análise metabolômica entre dez arnicas tradicionais (Asteraceae) do Brasil. J Etnofarmacol. 30 de janeiro de 2021;265:113149. doi:  10.1016/j.jep.2020.113149. Epub 2020 21 de agosto. PMID: 32829056.

BLUMENTHAL, M. (ed.). The Complete German Comission E Monographs: Therapeutic Guide to Herbal Medicines. Austin, Texas: American Botanical Council, 1998. p. 83-84.

BOTSARIS, A. S. As fórmulas mágicas das plantas. 3 ed. Rio de Janeiro: Nova Era, 2002. p. 254-256.

BRASIL. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Formulário de fitoterápicos da Farmacopéia Brasileira, 1ª edição. Brasília, 2011.

BRASIL. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Formulário de fitoterápicos da Farmacopéia Brasileira, 2ª edição. Brasília, 2021.

BRUNETON, J. Farmacognosia: Fitoquímica, Plantas Medicinales. Tradução de Á. V. del Fresno; E. C. Accame; M. R. Lizabe. 2. ed. Zaragoza, Espanha: Acribia, 2001. p. 619-621.

CHEVALLIER, A. The Encyclopedia of Medicinal Plants. London: Dorling Kindersley, 1996. p. 170-312.

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HALL, I. H. et al. Starnes CO, Sumida Y, Wu RY, Waddell TG, Cochran JW, Gerhart KG. Anti-inflammatory activity of sesquiterpene lactones and related compounds. J Pharm Sci. 1979 May;68(5):537-42. doi: 10.1002/jps.2600680505. PMID: 311831. 

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LYSS, G. et. al. Helenalin, an anti-inflammatory sesquiterpene lactone from Arnica, selectively inhibits transcription factor NF-kappaB. Biol Chem. 1997 Sep;378(9):951-61. doi: 10.1515/bchm.1997.378.9.951. PMID: 9348104.

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MILLS, S.; BONE, K. Principles and Practice of Phytotherapy. Modern Herbal Medicine. [S. I.]: Churchill Livingstone, 2000. p. 269-272.

NEWALL, C. A.; ANDERSON, L. A.; PHILLIPSON, J. D. Plantas Medicinais: Guia Para Profissional de Saúde. São Paulo: Premier, 2002. p. 40-41.

KRIPLANI, P., GUARVE, K., BAGHAEL, U. Arnica montana L. – a plant of healing: review. The Journal of pharmacy and pharmacology, 69, 8, 8 2017.


Tropicos.org. Jardim Botânico do Missouri. https://tropicos.org/name/2701747 acesso em 18 de maio de 2022.

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