DEDALEIRA ou DIGITAL

09/01/2020 15:24

Digitalis lanata  Ehrhart.

Plantaginaceae (antiga Scrophulariaceae) 


Sinonímias: O gênero Digitalis compreende cerca de 20 espécies herbáceas de ocorrência essencialmente européia, segundo Simões et al, 2010. 

Nomes populares:  Digital, digital-de-flor-amarela, dedaleira-grega, dedaleira, etc. 

Origem ou Habitat: A Digitalis lanata é originária da Europa. É encontrada somente em cultivo, sendo utilizada para a extração industrial de cardioativos. 

Partes usadas:Folhas. 

Uso popular:  Por ser uma planta que contém glicosídeos cardioatvos, é considerada venenosa ou tóxica, não sendo utilizada popularmente. 

Composição química:  As folhas das espécies de Digitalis contém muitos compostos como flavonóides, antraquinonas, saponosídeos, digitanol-heterosídeos, e principalmente os heterosídeos cardioativos, sendo os principais: digitoxina, digoxina, gitoxina e gitaloxina. As folhas secas de Digitalis lanata contém uma mistura de heterosídeos cardíacos, distribuídos em grupos diferentes de compostos, de acordo com o tipo de genina (A,B,C,D). 

Ações farmacológicas: Os glicosídeos digitálicos exercem efeitos ionotrópicos positivos e são largamente utilizados na insuficiência cardíaca. Sua ação ionotrópica é resultado do aumento de Cálcio intracelular (Ca++), e também forma a base para arritmias relacionadas com a intoxicação por digitálicos. 

Observações: A espécie Digitalis purpurea L., é uma erva bi-anual, com flores violáceas, originárias do sudeste europeu, mas aclimatada em várias regiões da Europa, EEUU, Canadá e cultivada na Holanda, Reino Unido e Alemanha. Sua composição química consta de heterosídeos cardiotônicos como os principais compostos de interesse da indústria farmacêutica.
 

 

Referências:
SIMÕES, C. M. O. ; et al, Farmacognosia – da Planta ao medicamento, Porto Alegre/ Florianópolis: Ed.Universidade/ UFRGS/Editora da UFSC, 1999. 

SIMÕES, C. M. O. ; et al, Farmacognosia – da Planta ao medicamento, Porto Alegre/ Florianópolis: Ed.Universidade/ UFRGS/Editora da UFSC, 6a. ed. 2010. 

http://www.tropicos.org/Name/29200043 – Acesso 25 Jul 2014.

Tags: Tóxico

AVELOZ

28/12/2019 02:15

Euphorbia tirucalli   L.

Euphorbiaceae 


SinonímiasEuphorbia media N.E. Br., Euphorbia rhipsaloides Willd., Euphorbia scoparia N.E. Br., Euphorbia suareziana Croizat.

Nomes populares: Aveloz, cega-olho, dedo-do-diabo, mata-verrugas, pau-pelado entre outros.

Origem ou Habitat: Índia. É amplamente cultivada no Brasil.

Partes usadas: Látex.

Uso popular: Foi usada outrora para a formação de cercas-vivas. O látex dos seus ramos é tóxico e irritante para a pele, podendo causar cegueira temporária ou permanente se atingir os olhos, por lesão da córnea.

O látex é empregado externamente para cauterizar abcessos e remover verrugas. Alguns herbalistas recomendam o seu látex em doses extremamente baixas para uso interno contra câncer, contudo, outros estudos publicados sobre o assunto têm mostrado que a planta possui uma ação contrária, podendo promover o desenvolvimento de tumores.

Composição química: Foram encontrados triterpenos, eteróis, hidrocarbonetos, ácidos orgânicos e açúcares, destacando-se entre eles o éster de forbol , que é um agente pro-cancerígeno. Outros compostos encontrados nesta planta foram b-sitosterol, ácido cítrico, ácido elágico, euphorone, hentriacontano, hentriacontanol, isoeuphoral, kampferol, ácido málico, acetato de sapogenina, ácido succínico, taraxasterol, taraxerin, tirucallol, e outros.

Ações farmacológicas: Imunossupressivo, ativação do vírus de Epstein-Barr, agente biológico ligado ao desenvolvimento do linfoma de Burkitt (Vários autores).

Observações: O avelós (Euphorbia tirucalli L.) está sendo pesquisado no IIEP (Instituto Israelita de Ensino e Pesquisa) e pode tornar-se princípio ativo do primeiro medicamento nacional para o tratamento de câncer. O que se sabe é que o avelós age inibindo enzimas relacionadas à multiplicação dos tumores, além de ter potencial anti-inflamatório e analgésico (Sociedade Beneficiente Israelita Brasileira, 2011).

 

 

Referências: 

Giardini, Ines Juliana Martorano, “Atividade antiproliferativa in vitro do látex, de extratos brutos e de frações obtidas a partir do Synadenium grantii Hook. f. “– Piracicaba, SP : Dissertação (mestrado) – Universidade Estadual de Campinas, Faculdade de Odontologia de Piracicaba. 2012.

LORENZI, H; MATOS, F.J.A. Plantas Medicinais no Brasil: nativas e exóticas. 1a. ed. Nova Odessa , SP: Instituto Plantarum, 2002.

http://www.tropicos.org/Name/12800056 – Acesso 29 OUT 2015.

Tags: ImunossupressivoTóxico