POEJO MENTA-PULÉGIO

18/02/2020 22:30

Mentha pulegium  L.

Lamiaceae (antiga Labiatae)


SinonímiasMentha daghestanica Boriss., Pulegium vulgare Mill., Minthe pulegia (L.) St.-Lag.

Nomes populares: Poejo, poejo menta-pulégio, poejo-das-hortas, erva-de-são-lourenço, hortelã-dos-pulmões, menta-selvagem, poejo-real, pennyroyal.

Origem ou Habitat: É originária da Europa, Ásia e Arábia. É aclimatada em quase todos os países de clima temperado. (LORENZI & MATOS (2002).

Características botânicas: Erva prostrada, perene, cespitosa, de raízes rizomatosas que cresce bem em locais úmidos ou junto de cursos fluviais, medindo cerca de 10 cm de altura, talos quadrangulares, muito ramificados, podem chegar a medir entre 30 a 40 cm. As folhas aromáticas são lanceoladas e ligeiramente dentadas, de cor entre os verdes médio e escuro, de margem inteira e limbo pontilhado de glândulas translúcidas, medindo menos de 1 cm de comprimento. Dispõem-se opostamente ao longo dos talos. As diminutas flores rosadas ou violetas nascem agrupadas em densas inflorescências globosas, nas axilas das folhas.

Partes usadas: Folhas, talos e flores.

Uso popular: Tradicionalmente, o chá (infusão) de poejo menta-pulégio é usado para dispepsia flatulenta, cólica menstrual, resfriado, menstruação atrasada. Topicamente é usado em erupções cutâneas, formigamento e gota.

Composição química: Óleos essenciais: a pulegona é o constituinte principal (60 a 90%); seguidos de mentona, isomentona, 3-octanol, piperitenona e trans-isopulegona.

Flavonóides: diosmina e hesperidina. E ácido rosmarínico.

Ações farmacológicas: Apresenta propriedades carminativa, antiespasmódica, diaforética e emenagoga. O óleo essencial tem ações antimicrobiana, inseticida e repelente.

Interações medicamentosas: Interações descritas com a utilização da planta e outros farmacos.

Efeitos adversos e/ou tóxicos: A toxicidade do óleo do poejo menta-pulégio está bem reconhecida e foram relatadas fatalidades humanas após sua ingestão como abortivo. Os sintomas relatados após ingestão do óleo incluem dor abdominal, náusea, vômito, diarréia, letargia e agitação, pirexia, hipertensão e bradicardia, urticária generalizada. Comprovou-se que doses de 28,35 g e 30 ml do óleo são fatais, mas houve casos de indivíduos que se recuperaram após tentativas malsucedidas de aborto após a ingestão de 7,5 ml de óleo.

Uma ação hepatóxica direta foi sugerida com o constituinte cetônico, pulegona. Propôs-se a conversão metabólica de pulegona em um intermediário reativo, um furano ou epóxido.

Contra-indicações: O chá de poejo menta-pulégio é contraindicado na gravidez.

O óleo de poejo menta-pulégio é irritante, e foram documentadas ocorrências de hepatoxicidade e nefrotoxicidade após a sua ingestão.

Posologia e modo de uso: Uso para adulto: 1-4 g da erva (folhas, talos e flores), na forma de infusão, 3x ao dia.

A administração em doses elevadas, equivalentes a 5 g do óleo essencial, tem ação abortiva e hepatóxica.

Na Europa e Estados Unidos não é recomendável o uso oral do óleo essencial.

Observações: O termo pulegium, que deriva da palavra latina pulex (pulga), deve-se ao antigo costume de queimar poejo no interior das casas para repelir estes insetos. Na Nova Inglaterra, é conhecido como folha da bíblia. A banda Nirvana possui uma música chamada Pennyroyal Tea, que em uma tradução livre significa “chá de poejo”.

Referências: 

BARNES, Joanne. Fitoterápicos / Joanne Barnes, Linda A. Anderson, J.David Phillipson; tradução: Beatriz Araújo Rosário, Régis Pizzato; revisão técnica: Pedro Ros Petrovick…(et al.) – 3ª ed. – Porto Alegre: Artmed, 2012.

LORENZI, H; MATOS, F.J.A. Plantas Medicinais no Brasil: nativas e exóticas. 2. ed. Nova Odessa , SP: Instituto Plantarum, 2002.

http://www.tropicos.org/Name/17601507 – Acesso 15 Junho 2016.

https://pt.wikipedia.org/wiki/Poejo – Acesso 15 Junho 2016.

Tags: CólicaDispepsiaFlatulênciaResfriado

POEJO

18/02/2020 22:26

Cunila microcephala  Bentham.

Lamiaceae (Labiatae)


SinonímiasHedyosmos microcephalus (Benth.) Kuntze.

Nomes populares: Poejo, poejinho.

Origem ou Habitat: Sul da América do Sul.

Características botânicas: É herbácea, perene, muito aromática, que cresce em solos úmidos, nas bordas de matas. Floresce e frutifica de setembro a dezembro. Possui talos decumbentes, de aproximadamente 1 m. de comprimento, muito ramificados, com entrenós longos e pubescência retrorsa. Folhas com 0,5-1,5 cm de comprimento por 0,2-0,8 cm de largura, oblanceoladas, espatuladas ou suborbiculares, glabras ou com pubescência no dorso ao longo das nervuras e pecíolo, inteiras na metade superior ou levemente crenadas ou serreadas. Flores subsésseis em pseudocapítulos esféricos de aproximadamente 0,8 cm de diâmetro, axilares nas folhas superiores. Bractéolas lanceoladas ou linear-lanceoladas, de margens hispídulas ou ciliadas. Pedicelos pubescentes. Cálice de 2 a 3 mm de comprimento, tubuloso, levemente infundibiliforme, bilabiado, pouco pubescente nas nervuras e glabro nos bordos, lábio superior de 1 – 1,5 mm de comprimento, dentes deltóides, conatos até a metade de seu comprimento, lábio inferior de 1- 1,5 mm de comprimento. Corola de 3 – 4,5 mm de comprimento, exteriormente pubescente, tubo de aproximadamente 3 mm de comprimento, com pubescência interior mais densa na zona que corresponde ao lábio superior que é levemente emarginado, o inferior tem 1,5 mm, geralmente crenulado, com o lobo médio maior. Filamentos com 2,5 – 3,5 mm de comprimento, anteras divergentes. Estaminódios ausentes. Disco bem desenvolvido, bordos com lobos pequenos. Estiletes de aproximadamente 5,5 mm de comprimento. Ramo superior do estigma mais curto que o inferior. Clusas de 0,5 – 0,6 mm de comprimento, ovóides, suavemente trígonas, pardo-amareladas.

Partes usadas: Partes aéreas.

Uso popular: Antiespasmódico, estimulante, aromático, digestivo, antifebril e em afecções respiratórias (geralmente associado com guaco Mikania laevigata ou Mikania glomerata).

Composição química: Óleo essencial onde predomina: mentofurano (82,3 – 85,1 %), limoneno (2,1 – 3,8 %), beta-cariofileno (3,3 – 3,9 %), 1,8 – cineol (0,7 – 1,3 %), germacreno ( 0,6 – 1,3 %), alfa e beta- pineno (0,4 – 0,5 %), dentre outros. Derivados flavônicos: pentametoxiflavona (desmetilnobiletin) e metoxiflavanona (metileriodictiol). Flavonas e flavanonas e óleos essenciais.

Ações farmacológicas: Planta com poucos estudos de ação farmacológica.

Efeitos adversos e/ou tóxicos: Esta espécie é muito utilizada na medicina popular do Sul do Brasil, não havendo referências sobre intoxicações causadas por ela. No entanto a presença de mentofurano (que tem ação hepatotóxica), sugere cautela no seu emprego, até melhores esclarecimentos.

Posologia e modo de uso: Infusão- uma colher das de chá de planta fresca em uma xícara de água , tomar até 2 xícaras ao dia durante até 2 semanas. Xarope – Na medicina popular é indicado como expectorante, associado com o guaco (Mikania spp), agrião (Nasturtium officinale) e mel.

Observações: Existem outras espécies chamadas de poejo: Cunila spp. e a Mentha pulegium cujo principal componente é a pulegona. Outra espécie de poejo chamada “poejo-da-serra” é a Cunila gallioides , foto abaixo.

Referências: 

ALONSO, J. Tratado de fitofármacos y nutracéuticos. Rosario, Argentina: Corpus libros, 2004. 1360 p.

BORDIGNON, S. A. L. et al. Flavones and flavanones from South America Cunila species ( Lamiaceae). Biochemical Systematics and Ecology,[S. I.], n. 31, p. 785-788, 2003.

BORDIGNON, S.A.L. The essencial oil composition of Cunila microcephala and Cunila fasciculate. Phytochemistry, [S. I.], v. 44, n. 7, p. 1283-1286, 1997.

BURKART. Flora Ilustrada de Entre Rios (Argentina). Buenos Aires, 1974. Colección INTA. Ministério de Agricultura y Ganadería de la Nación. Parte V- Dicotiledóneas metaclamídeas. 315-316

ECHEVERRYGARAY, S. et al. Essential oil composition of South Brasilian populations of Cunila galioides and its relation with the geographic distribution. Biochemical Systematics and Ecology, [S. I.], v. 31, p. 467- 475, 2003.

FRACARO, F. et al. RAPD based genetic relationships between populations of three chemotypes of Cunila galioides Benth. Biochemical systematics and Ecology, [S. I], v. 33, p. 409-417, 2005.

LOPES, A. M. V.; ALVAREZ FILHO, A. Plantas usadas na medicna popular do Rio Grande do Sul. Santa Maria: Ed. INFOGRAPH, 1997.

MANNS, D. Linalool and cineole type glucosides from Cunila spicata. Phytochemistry, v. 39, n. 5, p. 1115- 1118, 1995.

SIMÕES, C.M. O. et al. Plantas da Medicina Popular do Rio Grande do Sul. Porto Alegre: Ed. da Universidade/UFRGS, 1986. 174 p.

Tags: AntiespasmódicoAntifebrilAromáticaDigestivoEstimulante

PITAYA

18/02/2020 22:22

Cereus undatus   Haw.

Cactaceae


SinonímiasHylocereus undatus (Haw.) Britton & Rose.

Observações: Ver fruto-dragão.

PITANGUEIRA

18/02/2020 22:21

Eugenia uniflora  L.

Myrtaceae


SinonímiasEugenia brasiliana (L.)Aubl., Plinia rubra L., Plinia pedunculata L.f., Plinia tetrapetala L., Myrtus brasiliana L.

Nomes populares: Pitangueira-vermelha, pitanga, pitanga-vermelha, ibipitanga, pitangatuba, pitangueira-de-jardim, pitangueira-do-campo.

Origem ou Habitat: É nativa do Brasil.

Características botânicas: Arbusto ou arvoreta medindo de 4-10 m de altura, de tronco tortuoso e liso, de cor pardo-clara, ramificado, copa estreita. Folhas simples, opostas, oval-lanceoladas, medindo até 7 cm de comprimento e 3 cm de largura, curto-pecioladas, glabras, brilhantes, as folhas jovens são avermelhadas. Flores brancas, hermafroditas, diclamídeas, tetrâmeras, actinomorfas, pétalas delicadas, caindo facilmente com a brisa. Frutos tipo drupa, globosos e sulcados, brilhantes, de cor vermelha, amarela-alaranjada ou preta, com polpa carnosa e agridoce, contendo uma ou duas sementes. As raízes rebrotam sob a árvore.

No Cerrado ocorre a espécie Eugenia pitanga (O.Berg)Kiaersk., de porte menor, até 1 metro de altura, com frutos e usos semelhantes.

Partes usadas: Folhas e frutos.

Uso popular: As folhas são usadas na forma de chás e banhos para tratamento de febres intermitentes, o chá contra diarreias persistentes, contra afecções do fígado, em gargarejos nas afecções da garganta e contra o reumatismo e gota. É tido popularmente como estimulante e excitante.

Os frutos são comestíveis, ao natural ou na forma de polpa para sucos e geleias. No Nordeste popularizou-se na forma de sorvete, picolé, refrescos, geleias, licor e vinho.

Na Argentina e Uruguai é utilizada para combater a hipertensão arterial.

No Paraguai é utilizada como eupéptica, aromática, hipolipemiante e hipoglicemiante.

Composição química: Frutos: vitaminas A, complexo B, C e os minerais cálcio, ferro e fósforo, ácidos cítrico e oxálico, pectinas e licopeno, óleo essencial composto por furanoelemeno, germacreno, gama-elemeno, selinadieno e oxidoselina. Contém ainda fibras insolúveis. A pitanga roxa apresenta consideráveis teores de fenólicos e carotenóides – as antocianinas e os flavonóis – com propriedades antioxidantes.

Folhas: ácidos gálicos, sitosterol, triterpenos, compostos fenólicos, flavonóides, triterpenóides, óleo essencial contendo limoneno, cineol, cânfora, compostos sesquiterpênicos, citronelol e geraneol.

Em folhas de pitangueira (Eugenia uniflora) coletadas no leste do Paraguai, foi assinalada a incidência dos flavonóides quercetina e miricetina, taninos macrocíclicos hidrolisáveis, obtidos do extrato metanólico das folhas.

Os compostos fenólicos foram investigados por vários autores, como eugeniflorinas D1 e D2, derivados da pentahidroxiindolizidina, as quais são atribuídas propriedades antidiabéticas.

Ações farmacológicas: Possui ação antioxidante, antibacteriana, antifúngica, anti-inflamatória, antidiarreica, analgésica, levemente calmante, efeito vasodilatador e redutor de batimentos cardíacos, possui ação inibitória sobre as enzimas a-glicosidase, maltase e sucrase. Apresenta atividade vaso-relaxante e hipoglicemiante.

Os frutos apresentam fibras insolúveis que auxiliam a função do trato intestinal.

Contra-indicações: É contra-indicada em pacientes com arritmias cardíacas.

Observações: Outros usos:

Corante – as antocianinas são pigmentos naturais e podem ser utilizadas como corante de alimentos.

Cosmético – as folhas de pitanga tem emprego na indústria cosmética do país, para extração do óleo essencial, que são usados na composição de xampu, sabonetes, cremes para a pele e o cabelo.

No Brasil, várias Myrtaceae possuem valor alimentício, como os gêneros Psydium (goiaba, araçá), Plinia (jabuticaba), Eugenia (pitanga, cereja-nacional, jambo e Cambuci); os gêneros Pimenta (pimenta) e Syzygium (cravo-da-índia) destacam-se como condimentos.

Referências: 

Espécies nativas da flora brasileira – plantas para o futuro,Região Sul,/ Lídio Coradin et al. Brasília, MMA, 2011.

LORENZI, H.; MATOS, F. J. A. Plantas Medicinais no Brasil: nativas e exóticas. 2.ed. Nova Odessa, SP: Instituto Plantarum, 2008.

CORRÊA, M. P.. Dicionário das plantas úteis do Brasil e das exóticas cultivadas (1926-1978) (6 v.). Rio de Janeiro: IBDF, 1984.

SIMÕES, C. M. O. Plantas da Medicina Popular do Rio Grande do Sul. Porto Alegre: UFRGS, 1986.

Sobral, M., Proença, C., Souza, M., Mazine, F., Lucas, E. 2012. Myrtaceae in Lista de Espécies da Flora do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. (http://floradobrasil.jbrj.gov.br/2012/FB010560).- acesso em 04 de outubro de 2012.

http://www.tropicos.org/Name/22101634 – acesso em 04 de outubro de 2012.

Tags: ComestívelDiarreiasEstimulanteEupépticaFebreHipoglicemianteHipolipemianteReumatismo

PICÃO-PRETO

18/02/2020 22:17

Bidens pilosa  L.

Asteraceae


SinonímiasBidens leucantha var. pilosa (L.) Griseb. , Kerneria pilosa (L.) Lowe.

Nomes populares: Amor-seco, carrapicho-picão, pico-pico, picão-amarelo, picão-das-horas, picão-do-campo, carrapicho-de-agulha.

Origem ou Habitat: Brasil (Amazônia, Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica, Pampa, Pantanal).

Características botânicas: Erva anual, de 30 a 150 cm de altura, ereta, subespontânea, ramificada desde a base, caules tetragonais, glabra ou sub-pilosa, folhas compostas e opostas (as superiores alternas), pecioladas, margem serreadas; inflorescências tubulares e radiadas, amarelas; frutos escuros quando maduros, com aristas que se prendem à roupa ou pêlo dos animais. A raiz tem aroma que lembra a cenoura (Alonso, 2004).

Partes usadas: Toda a planta.

Uso popular: Usada como antiinflamatória,em dores de dente e de cabeça , dismenorréia ,infecções urinária e vaginais ( Di Stasi ), vulnerária (em feridas). Folhas e raízes para a pressão arterial elevada. em verminoses. Folhas e frutos para tratamento de diabetes. indicado em icterícia e hemorróidas.

Composição química: Derivados de poliacetilenos e tiofanos, além de flavonóides, esteróis, ácidos graxos, taninos, acetilenos, ³o óleo essencial contém alfa-pineno , beta-pineno , limoneno , alfa-felandreno , timol , alfa cpoeno , beta-guaieno , beta-cariofileno ,alfa-humuleno , cadineno , alfa farneseno e beta-bisaboleno ; também ácido linoléico e linolênico , os triterpenos friedelina e friedelan-3-beta-ol (Di Stasi, 2002), 1-fenil-heptatriina , sílica.

o teor de óleo essencial varia de 7,8% a 11,8% conforme a latitude e 7,9% a 12,14% de acordo com a pépoca da colheita.

Ações farmacológicas: Atividade bactericida contra bactérias gram-positivas in vitro, atividade hepato-protetora , antiinflamatória e hipotensora (em ratos ). Mostrou atividade contra o herpes simples tipo 1 e 2 , bloqueando a ligação e penetração nas células do hospedeiro. Extrato etanólico inibiu ação da ciclooxigenase. (Di Stasi, 2002), a fenil-heptatriína mostrou atividade sobre helmintos e protozoários.

Interações medicamentosas: não há relatos.

Efeitos adversos e/ou tóxicos: Estudo com a ingesta de picão preto e substâncias que causam proliferação celular sugere ação como cofator na formação de tumores; outros estudos não mostram atividade genotóxica. É considerada planta sem toxicidade para seres humanos.

Contra-indicações: Pode ter reação cruzada a quem tem alergia a plantas da família asteraceae ; não há relato de outras contra-indicações. Evitar o uso em grávidas.

Posologia e modo de uso: Infusão de folhas – uma colher das de sobremesa da planta picada para uma xícara de água. Tomar 3 xícaras ao dia. Decocção das raízes- mesma quantidade citada para as folhas.

Decocção dos frutos- Uma colher das de sobremesa dos frutos para cada xícara de água.

Para uso externo fazer uma infusão com uma colher de sopa para uma xícara de água.

Observações: Existe outra espécie parecida , a B. alba que tem lígulas maiores.

Referências: 

ALONSO, J. Tratado de Fitofármacos y Nutracéuticos. Rosario,Argentina: Corpus Libros, 2004. p. 146.

CARVALHO , J.C.T. Fitoterápicos anti- inflamatórios

LOPES, A. M. V. Plantas usadas na medicina popular do Rio Grande do Sul: Santa Maria: UFSM, 1997. 49 p.

LORENZI, H. & Matos, F.J.A. – Plantas medicinais no Brasil: nativas e exóticas cultivadas – Nova Odessa, SP: Instituto Plantarum, 2002

http://www.tropicos.org/Name/2700301 – acesso em 18 de maio de 2012.

http://floradobrasil.jbrj.gov.br/2012/FB103749 – acesso em 18 de maio de 2012.

(efficacy of Bidens pilosa Extract against Herpes Simplex Virus Infection In Vitro and In Vivo.

Nakama S, Tamaki K, Ishikawa C, Tadano M, Mori N. Evid Based Complement Alternat Med. 2012;2012:413453. Epub 2012 Feb 28. PMID: 22474501 [PubMed – in process] Free PMC Article Related citations)

DI STASI L. C.-plantas medicinais na Amazônia e na Mata Atlântica 2ª ed.São Paulo:editora UNESP 2002.

Tags: Anti-inflamatórioCefaléiaDismenorreiaVerminoses

PICÃO-BRANCO

18/02/2020 22:13

Galinsoga parviflora  Cav.

Asteraceae (antiga Compositae)


SinonímiasAdventina parviflora Raf., Galinsoga parviflora var. semicalva A. Gray, Sabazia microglossa DC.

Nomes populares: Picão-branco, picão-bravo, botão-de-ouro, fazendeiro, kafumba (Uganda), guasca (Colômbia), gua (Quéchua).

Origem ou Habitat: América do Sul e naturalizada em todo o Brasil.

Partes usadas: Folhas, flores e ramos.

Uso popular: Os extratos desta plantinha são utilizados na medicina caseira como agente anti-inflamatório e cicatrizante de feridas. São aplicados topicamente para tratar doenças dermatológicas, eczemas, feridas de difícil cicatrização, contusões e para o tratamento de picadas de cobra. Oralmente são usadas para tratar gripes e resfriados.

É utilizada na culinária como tempero, principalmente nos países andinos (Colômbia e Peru) onde recebe o nome de “guasca”. No Brasil é empregada na forma de saladas cruas.

Composição química: Flavonóides: patulitrin, quercimeritrin, quercitagetrin; Ácidos fenólicos: ácido caféico e ácido clorogênico; Glicosídeos: parvisideo A e parvisídeo B.

Referências: 

AFZA, Nighat; Malik, Abdul; Yasmeen, Shazia; Ali, Muhammad Irfan; Ferheen, Sadia; Tareen, Rasool Bakhsh “Parvisides A and B, new glucosides from Galinsoga parviflora”. From Natural Product Communications (2014), 9(8), 1171-1172. https://scifinder.cas.org/ Acesso 29 Abril 2015.

BAZYLKO, Agnieszka; Boruc, Karolina; Borzym, Joanna; Kiss, Anna K. “Aqueous and ethanolic extracts of Galinsoga parviflora and Galinsoga ciliata. Investigations of caffeic acid derivatives and flavonoids by HPTLC and HPLC-​DAD-​MS methods”. From Phytochemistry Letters (2015), 11, 394-398. https://scifinder.cas.org – Acesso 29 Abril 2015.

LORENZI, H; MATOS, F.J.A. Plantas Medicinais no Brasil: nativas e exóticas. Nova Odessa , SP: Instituto Plantarum, 2002.

KINUPP, V.F., LORENZI, H. Plantas Alimentícias Não Convencionais (PANC) no Brasil. 1ª.ed. São Paulo, SP: Instituto Plantarum, 2014.

https://sites.google.com/site/biodiversidadecatarinense/plantae/magnoliophyta/asteraceae/galinsoga-parviflora – Acesso 29 Abril 2015.

http://www.tropicos.org/Name/2700792.

Tags: Anti-inflamatórioCicatrizanteEczemaGripeResfriado

PERPÉTUA-DO-BRASIL

18/02/2020 22:10

Alternanthera brasiliana   (L.) Kuntze.

Amaranthaceae


SinonímiasGomphrena brasiliana L., Telanthera brasiliana Moq., Achyranthes brasiliana Stand.

Nomes populares: sempre-viva, caaponga, carrapichinho, carrapichinho-do-mato, perpétua-do-brasil, perpétua-do-mato, quebra-panela, cabeça-branca, acônito-do-mato, ervanço, nateira, terramicina, infalível, doril, penicilina.

Origem ou Habitat: América tropical.

Características botânicas: Erva perene, ereta, até 1,5 m de altura, muito ramificada, pubescente, caule verde até roxo. Folhas com 4-15 cm de comprimento, 3-6 cm de largura, pecioladas, opostas, acuminadas no ápice, glabras ou pubescentes, margens inteiras, verdes até violáceas. Inflorescências do tipo espigas, globosas, cerca de 1 cm de diâmetro, brancas ou amareladas. Flores com cerca de 5 mm de comprimento, 5 tépalas, estames alternados por estaminódios, ovário súpero, estilete curto. Fruto utrículo, sementes castanho-escuras.

Partes usadas: Folhas e flores.

Uso popular: Além de cultivada como ornamental pelo colorido arroxeado de suas folhas e ramos, é amplamente utilizada na medicina popular em quase todo o Brasil.

A infusão de suas folhas é considerada diurética, digestiva, depurativa, sendo empregada para moléstias do fígado e bexiga.

As populações nativas e indígenas das Guianas usam suas folhas como adstringente e antidiarreica, enquanto que a planta inteira é macerada e usada contra prisão de ventre.

A população da região amazônica usa a infusão das flores contra diarreia, inflamação e tosse (béquica), enquanto a decocção das folhas é usada internamente em caso de derrame cerebral. O banho preparado com as folhas é utilizado para “deslocamento de osso”.

As partes aéreas são empregadas em estados infecciosos do trato respiratório e as flores contra tosse.

Segundo as comunidades da Ilha de Santa Catarina, é indicado o uso interno do infuso das folhas em estados gripais. Externamente, é usado para gargarejos em caso de inchaço e inflamação da boca e da garganta, para lavar feridas e micoses e para corrimento vaginal.

Composição química: Estudos fitoquímicos preliminares feitos com A. brasiliana indicaram a presença de terpenos, esteróides e compostos fenólicos. No extrato hexânico foi confirmada a presença de fitosterol e β-sitosterol; estes compostos, juntamente com outros grupamentos existentes nas frações mais polares, podem justificar a ação analgésica, com potência equivalente ao ácido acetilsalicílico e ao paracetamol, evidenciada com o extrato hidroalcoólico desta espécie.

Brochado et al. (2003), isolaram seis flavonóides da A. brasiliana: canferol 3-O-robinobiosideo-7-O-alfa-ramnopiranosideo, quercetina 3-O-robinobiosideo-7-O-alfa-L-ramnopiranosideo, quercetina 3-O-robinobiosideo, canferol 3-O-robinobiosideo, canferol 3-O-rutinosideo-7-O-alfa-L-ramnopiranosideo e canferol 3- O-rutinosideo.

Ações farmacológicas: A. brasiliana evidenciou, in vitro, uma pronunciada atividade contra o vírus do herpes simples, podendo esse efeito ser devido a diferentes mecanismos dependentes da ação da timidina quinase viral ou da DNA polimerase . O extrato alcoólico de A. brasiliana produziu uma relação de analgesia dose-dependente, sendo sua resposta, muitas vezes mais potente que a dos fármacos utilizados como padrão (ácido acetilsalicílico, dipirona e indometacina), não apresentando interferência no efeito quanto à via de administração (oral ou intraperitonial). O mecanismo de ação, porém, não foi definido pelos autores (SOUZA et al., 1998). Estudos realizados, in vitro, com a A. brasiliana puderam comprovar que, principalmente os flavonóides canferol 3-O-rutinosídeo e canferol 3-O-robinobiosídeo , inibiram de modo eficiente a proliferação de linfócitos humanos sendo duas vezes mais ativos que o extrato bruto . Caetano et al. (2002) analisaram o extrato bruto de A. brasiliana quanto a sua atividade antimicrobiana frente a cepas de Staphylococcus aureus e S. aureus de isolados hospitalares (metilicina resistentes e não resistentes) e o extrato mostrou uma atividade bastante semelhante ao cloridrato de tetraciclina utilizado como padrão. Em outro estudo farmacológico in vitro com extrato dessa planta, obtido com solventes orgânicos, apresentou uma significativa citotoxicidade em tumores e considerável atividade anti-tumoral.

Interações medicamentosas: não há relatos.

Efeitos adversos e/ou tóxicos: não há relatos.

Contra-indicações: por falta de estudos é melhor não utilizar em grávidas e na amamentação.

Posologia e modo de uso: A infusão de suas folhas ou inflorescências, preparada com 1 colher de sopa desse material picado para um litro de água é usada externamente na forma de gargarejos em casos de dor de garganta, para lavar feridas , herpes ou fazer banho de assento para corrimento vaginal.

A folha utilizada é a de cor avermelhada.

Observações: Na literatura tradicional, esta espécie é citada como o nome popular de “Perpétua-do-Brasil” (PIO CORRÊA, 1926-1978). No entanto, nos últimos anos, este vegetal tem sido designado popularmente com o nome de diferentes antibióticos como penicilina, terramicina, neomicina . É uma planta pouco conhecida no que diz respeito aos efeitos adversos, toxicidade, constituição química e atividade farmacológica.

As espécies Alternanthera brasiliana (L.) Kuntze e Alternanthera dentata (Moench) Stuchlik são igualmente conhecidas por “penicilina”, sendo encontradas no Brasil, mais comumente nos estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Possuem propriedades e usos populares semelhantes.

Referências: 

ARAÚJO, D. S. et al. Efeitos Inibitórios de Altemanthera brasiliana Kuntze em Musculatura Lisa. In: SIMPÓSIO DE PLANTAS MEDICINAIS DO BRASIL, XIII, 1994, Fortaleza. Resumos. Fortaleza: [s.i],1994. n. 298.

DI STASI, L. C.; HIRUMA-LIMA, C. A. Plantas medicinais na Amazônia e na Mata Atlântica. 2. ed. rev. e ampl. São Paulo: Editora UNESP, 2002.

LAGROTA, M. H. C. et al. Inhibitory Activity of Extracts of Altemanthera brasiliana (Amaranthaceae) Against the Herpes Simplex Virus. Phytotherapy Res., [S.I], v. 8, p. 358-361, 1994.

LORENZI, H.; MATOS, F. J. A. Plantas Medicinais no Brasil: nativas e exóticas. 2. ed. Nova Odessa, SP: Instituto Plantarum, 2008. p. 46-47.

NIHEI, J. S., D.A. Dias & P.S. Pereira. 2001. Avaliação da atividade anti-tumoral in vitro de extratos vegetais de planta da família Amaranthaceae. Trabalho de Conclusão de Curso, USP.

PEREIRA, D. F. Morfoanatomia e histoquímica comparativa entre Alternanthera brasiliana (L.) Kuntze e Alternanthera dentata (Moench) Stuchlik; Estudo fitoquímico e biológico de Alternanthera brasiliana. 2007. Dissertação de Mestrado, Universidade Federal de Santa Maria, Santa Maria, 2007.

PIO CORRÊA, M. Dicionário das Plantas Úteis do Brasil e das Exóticas Cultivadas. 6. ed. Rio de Janeiro: Imprensa Nacional, 1926-1978.

RIBEIRO, L. S. et al Isolamento da Fração Imunomoduladora do Extrato Etanólico de Altemanthera brasiliana (Amaranthaceae). In: SIMPÓSIO DE PLANTAS MEDICINAIS DO BRASIL, XIII, Fortaleza, 1994. Resumos. Fortaleza: [s.i], set. 1994. n. 293.

SCHLEMPER, S. R. M. et al Avaliação das propriedades antiinfecciosas de algumas plantas medicinais da flora catarinense. In: Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil, XlV, Florianópolis, 1996. Resumos. Florianópolis [s.i.], 17-20 set. 1996.

BARUA, C. C. et alWound healing activity of methanolic extract of leaves of Alternanthera brasiliana Kuntz using in vivo and in vitro model. Indian J Exp Biol., v. 47, n. 12, p.5-1001, Dec. 2009.

Tags: AdstringenteAnti-diarreicoAnti-inflamatóriodepuratiDigestivoDiuréticoGripeTosse

PERIQUITO

18/02/2020 22:05

Alternanthera ficoidea   (L.) P. Beauv.

Amaranthaceae


SinonímiasGomphrena ficoidea L., Achyranthes boliviana (Rusby) Standl., Alternanthera boliviana Rusby, Alternanthera paronychioides A. St.-Hil., Alternanthera paronychioides var. amazonica Huber, Alternanthera paronychioides var. boliviana (Rusby) Pedersen.

Nomes populares: Periquito, periquitinho, anador, periquito-ameno, apaga-fogo.

Origem ou Habitat: América do Sul.

Partes usadas: Partes aéreas (folhas, ramos e inflorescência).

Uso popular: Dor-de-cabeça, gripes e resfriados, febre.

O periquito é uma planta excelente para a topiaria (arte de adornar os jardins conferindo a grupos de plantas, por meio de podas e cortes, configurações diversas)

Ações farmacológicas: Possui atividade antiviral contra alguns vírus.

Referências: 

http://www.cabdirect.org/abstracts/19922270997/ Acesso 16 Maio 2016.

http://www.jardineiro.net/plantas/periquito-alternanthera-ficoidea.html/ Acesso 16 Maio 2016.

http://www.tropicos.org/Name/1101347 Acesso 12 Maio 2016.

Tags: CefaléiaFebreGripeResfriado

PERILA ou SHISO

18/02/2020 22:02

Perilla frutescens  (L.) Britton.

Lamiaceae


SinonímiasOcimum frutescens L., Perilla ocymoides L.

Nomes populares: Alfavaca-chinesa, shiso, perila-roxa, hortelã-roxa, mint perila, perila mint, (Ingles, Estados Unidos), zi su (China).

Origem ou Habitat: Ásia.

Partes usadas: Folhas e sementes.

Uso popular: As folhas e as sementes são usadas há séculos na medicina tradicional japonesa e chinesa. A perila costuma ser receitada junto com outras ervas, para o tratamento de problemas respiratórios ( gripes, resfriados, tosse) e para aliviar problemas digestivos (falta de apetite, náusea, indigestão). Também é usada com êxito no tratamento da rinite alérgica e das dermatites.

A folhagem e o óleo das sementes são usados na culinária coreana.

A folhagem fornece um corante alimentar vermelho, rico em antocianinas. As folhas são utilizadas na preparação de ameixas em conservas. Além de corante alimentar, a perila acrescenta uma substância antimicrobiana para alimentos em conserva.

As sementes de perila são consumidas em algumas partes da Índia, além do Japão, China e Coréia.

Composição química: Sua composição química contém proteínas, óleos poliinsaturados (ácido linolênico, ácido linolêico, ácido palmítico, ácido esteárico), ácidos orgânicos (ácido caféico, ácido ferúlico, ácido rosmarínico), glicosídeos, flavonóides (luteolina e apigenina), óleo essencial (perilaldeído, limoneno, elemicina, miristicina, cariofileno, beta-cariofileno, ), tocoferol, fitoesteróis, alcalóides, saponinas, taninos, triterpenóides insaturados, resina, entre outros.

O perillaldeido e cariofileno foram os principais componentes de folhas e caules, cujo conteúdo era acima de 75% e 50%, respectivamente.

Ações farmacológicas: Antioxidante.

Efeitos adversos e/ou tóxicos: Perilla é normalmente evitada por bovinos, mas tem sido implicado no envenenamento gado (Phillips e Von Tungein 1986). As plantas são mais tóxicas durante a produção de semente (Kerr et al., 1986). Wilson et al. (1977) isolaram a toxina “perila cetona”, responsável pelo edema pulmonar em muitas espécies animais, exceto suínos ou cães (Garst et al. 1985).

No Japão, 20 a 50% dos trabalhadores a longo prazo na indústria de perila desenvolvem dermatite nas suas mãos, devido ao contato com perillaldehyde (Okazaki et ai. 1982.

Observações: Óleo de perila é usado como um agente aromatizante, no qual Perilla aldeído é o composto aromatizante desejável (Guenther 1949; Arctander 1960).

Um dos isômeros de aldeído é 2000 vezes mais doce que o açúcar e quatro a oito vezes mais doce do que a sacarina; ela é usada como adoçante do tabaco (Guenther 1949). Álcool de Perilla, preparado a partir de aldeído perilla, é usado em perfumes, e tem o estatuto legal de alimentos nos Estados Unidos e na Europa (Opdyke 1981).

Referências: 

ARATA, Yoshio; Achiwa, Kazuo “Perillaketone” – From Kanazawa Daigaku Yakugakubu Kenkyu Nempo (1958), 8, 29-31. (Scifinder, artigo 5) Acesso 12 Junho 2015.

BRENNER, David M. “Perilla: Botany, Uses and Genetic Resources”. – In: J. Janick and J.E. Simon (eds.), New crops. Wiley, New York, 1993. p. 322-328. https://en.wikipedia.org/wiki/Perilla_ketone – Acesso 12 Junho 2015.

LIU J1, Wan Y, Zhao Z, Chen H.”Determination of the content of rosmarinic acid by HPLC and analytical comparison of volatile constituents by GC-MS in different parts of Perilla frutescens (L.) Britt.” Chem Cent J. 2013 Apr 1;7(1):61. doi: 10.1186/1752-153X-7-61.(http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/23548079) Acesso 01 Junho 2015.

QIN, Hong-ying; Zhou, Guang-ming; Peng, Gui-long; Li, Jun-ping “Determination of five organic acids and flavonoids in Perilla frutescens by high-​performance liquid chromatography”. From Shipin Kexue (Beijing, China) (2014), 35(14), 102-105. (https://scifinder.cas.org/scifinder/view/scifinder/scifinderExplore.jsf) – Acesso 01 Junho 2015.

SAKLANI, Sarla; Chandra, Subhash; Gautam, Ashok Kumar “Phytochemical investigation and contribution of Perilla frutenscens as spices in traditional health care system” – From International Journal of Pharmacy and Technology (2011), 3(4), 3543-3554. (Scifinder, artigo 2) Acesso 12 Junho 2015.

SHAO, Ping; Hong, Tai; He, Jinzhe; Sun, Peilong “Analysis of essential oils from leaves and stems of Perilla frutenscens sampling seanson and its drying methods”. From Zhongguo Shipin Xuebao (2012), 12(9), 216-221.(Scifinder artigo 2)- Acesso 12 Junho 2015.

http://www.tropicos.org/Name/17601586?tab=synonyms – Acesso 01 Junho 2015.

YING, Yanjie; Hong, Tai; He, Jiajie; Shao, Ping “Optimization of microwave assisted extraction of flavone from Perilla frutenscens by neural network and analysis of its antioxidant activity” – From Zhongguo Shipin Xuebao (2011), 11(3), 36-42. (Scifinder, artigo 3) Acesso 12 Junho 2015.

Vittorio Farina (1943). “Perilla ketone”. Nippon Kagaku Kaishi 64: 1130–6.https://en.wikipedia.org/wiki/Perilla_ketone Perilla: Botany, Uses and Genetic Resources.

Tags: GripeIndigestãonauseReniteResfriadoTosse

PEGA-PEGA

18/02/2020 21:57

Desmodium adscendens  (Sw.)DC.

Fabaceae (antiga Leguminosae-Papilionoideae)


SinonímiasDesmodium adscendens var. caeruleum (Lindl.) DC., Desmodium arinense Hoehne, Desmodium coeruleum (Lindl.) G. Don, Hedysarum adscendens Sw., Meibomia adscendens (Sw.) Kuntzeentificos.

Nomes populares: Pega-pega, amor-seco, carrapicho, carrapicho-beiço-de-boi, Guacarillo (Espanha, Venezuela, Distrito Federal).

Origem ou Habitat: Planta nativa de países tropicais, principalmente Brasil e África.

Partes usadas: Folhas e raízes.

Uso popular: Na Amazônia brasileira já era usada a bastante tempo pelos nativos, para uma série de problemas, desde nervosismo (infusão) a tratamento de infecções vaginais (banhos). O decocto das raízes secas é um remédio popular para tratar a malária e usado como contraceptivo por algumas tribos da Amazônia.

Na medicina tradicional do Peru, o chá de suas folhas é empregado como purificador do sangue, desintoxicante do corpo, limpador das vias urinárias, para problemas de inflamação e irritação de ovários, corrimento vaginal e hemorragias.

No Brasil, as folhas secas são empregadas no tratamento da leucorréia, blenorragia, dores do corpo e diarréia.

Em Ghana, na África, o chá preparado com o pó de suas folhas, é utilizado no tratamento da asma com muito sucesso.

Composição química: Foram identificados os flavonóides: Vitexina; Vitexin 2”-​O-​xyloside; Isovitexin (C-​6 isomer)​; Desmodin (Isovitexin 2”-​O-​xyloside)​. Contém D-Pinitol.

Ações farmacológicas: Segundo experimentos realizados na África (Ghana), foram detectadas as propriedades anti-inflamatórias, anti-alérgicos e antioxidantes.

O D-Pinitol está sendo utilizado para o tratamento de dependentes de álcool e problemas hepáticos decorrentes.

Referências: 

LORENZI, H; MATOS, F.J.A. Plantas Medicinais no Brasil: nativas e exóticas. 1. ed. Nova Odessa , SP: Instituto Plantarum, 2002.

MAES, Francis; Vlietinck, Arnold; Pieters, Luc; Apers, Sandra; Hermans, Nina – “Method for producing a plant extract from Desmodium and extract thereof”. From Belg. (2014), BE 1020835 A5 20140603.(Scifinder) Acesso 15 JAN 2016.

http://www.tropicos.org/Name/13018304?tab=synonyms – Acesso 15 JAN 2016.

ZIELINSKA-PISKLAK, Monika A.; Kaliszewska, Dorota; Stolarczyk, Magdalena; Kiss, Anna K.- “Activity-​guided isolation, identification and quantification of biologically active isomeric compounds from folk medicinal plant Desmodium adscendens using high performance liquid chromatography with diode array detector, mass spectrometry and multidimensional nuclear magnetic resonance spectroscopy”. From Journal of Pharmaceutical and Biomedical Analysis (2015), 102, 54-63. (Scifinder) Acesso 15 JAN 2016.

Tags: AsmaContraceptivaDesintoxicanteDiarreiasLeucorreiaNervosismo