PERPÉTUA-DO-BRASIL

18/02/2020 22:10

Alternanthera brasiliana   (L.) Kuntze.

Amaranthaceae


SinonímiasGomphrena brasiliana L., Telanthera brasiliana Moq., Achyranthes brasiliana Stand.

Nomes populares: sempre-viva, caaponga, carrapichinho, carrapichinho-do-mato, perpétua-do-brasil, perpétua-do-mato, quebra-panela, cabeça-branca, acônito-do-mato, ervanço, nateira, terramicina, infalível, doril, penicilina.

Origem ou Habitat: América tropical.

Características botânicas: Erva perene, ereta, até 1,5 m de altura, muito ramificada, pubescente, caule verde até roxo. Folhas com 4-15 cm de comprimento, 3-6 cm de largura, pecioladas, opostas, acuminadas no ápice, glabras ou pubescentes, margens inteiras, verdes até violáceas. Inflorescências do tipo espigas, globosas, cerca de 1 cm de diâmetro, brancas ou amareladas. Flores com cerca de 5 mm de comprimento, 5 tépalas, estames alternados por estaminódios, ovário súpero, estilete curto. Fruto utrículo, sementes castanho-escuras.

Partes usadas: Folhas e flores.

Uso popular: Além de cultivada como ornamental pelo colorido arroxeado de suas folhas e ramos, é amplamente utilizada na medicina popular em quase todo o Brasil.

A infusão de suas folhas é considerada diurética, digestiva, depurativa, sendo empregada para moléstias do fígado e bexiga.

As populações nativas e indígenas das Guianas usam suas folhas como adstringente e antidiarreica, enquanto que a planta inteira é macerada e usada contra prisão de ventre.

A população da região amazônica usa a infusão das flores contra diarreia, inflamação e tosse (béquica), enquanto a decocção das folhas é usada internamente em caso de derrame cerebral. O banho preparado com as folhas é utilizado para “deslocamento de osso”.

As partes aéreas são empregadas em estados infecciosos do trato respiratório e as flores contra tosse.

Segundo as comunidades da Ilha de Santa Catarina, é indicado o uso interno do infuso das folhas em estados gripais. Externamente, é usado para gargarejos em caso de inchaço e inflamação da boca e da garganta, para lavar feridas e micoses e para corrimento vaginal.

Composição química: Estudos fitoquímicos preliminares feitos com A. brasiliana indicaram a presença de terpenos, esteróides e compostos fenólicos. No extrato hexânico foi confirmada a presença de fitosterol e β-sitosterol; estes compostos, juntamente com outros grupamentos existentes nas frações mais polares, podem justificar a ação analgésica, com potência equivalente ao ácido acetilsalicílico e ao paracetamol, evidenciada com o extrato hidroalcoólico desta espécie.

Brochado et al. (2003), isolaram seis flavonóides da A. brasiliana: canferol 3-O-robinobiosideo-7-O-alfa-ramnopiranosideo, quercetina 3-O-robinobiosideo-7-O-alfa-L-ramnopiranosideo, quercetina 3-O-robinobiosideo, canferol 3-O-robinobiosideo, canferol 3-O-rutinosideo-7-O-alfa-L-ramnopiranosideo e canferol 3- O-rutinosideo.

Ações farmacológicas: A. brasiliana evidenciou, in vitro, uma pronunciada atividade contra o vírus do herpes simples, podendo esse efeito ser devido a diferentes mecanismos dependentes da ação da timidina quinase viral ou da DNA polimerase . O extrato alcoólico de A. brasiliana produziu uma relação de analgesia dose-dependente, sendo sua resposta, muitas vezes mais potente que a dos fármacos utilizados como padrão (ácido acetilsalicílico, dipirona e indometacina), não apresentando interferência no efeito quanto à via de administração (oral ou intraperitonial). O mecanismo de ação, porém, não foi definido pelos autores (SOUZA et al., 1998). Estudos realizados, in vitro, com a A. brasiliana puderam comprovar que, principalmente os flavonóides canferol 3-O-rutinosídeo e canferol 3-O-robinobiosídeo , inibiram de modo eficiente a proliferação de linfócitos humanos sendo duas vezes mais ativos que o extrato bruto . Caetano et al. (2002) analisaram o extrato bruto de A. brasiliana quanto a sua atividade antimicrobiana frente a cepas de Staphylococcus aureus e S. aureus de isolados hospitalares (metilicina resistentes e não resistentes) e o extrato mostrou uma atividade bastante semelhante ao cloridrato de tetraciclina utilizado como padrão. Em outro estudo farmacológico in vitro com extrato dessa planta, obtido com solventes orgânicos, apresentou uma significativa citotoxicidade em tumores e considerável atividade anti-tumoral.

Interações medicamentosas: não há relatos.

Efeitos adversos e/ou tóxicos: não há relatos.

Contra-indicações: por falta de estudos é melhor não utilizar em grávidas e na amamentação.

Posologia e modo de uso: A infusão de suas folhas ou inflorescências, preparada com 1 colher de sopa desse material picado para um litro de água é usada externamente na forma de gargarejos em casos de dor de garganta, para lavar feridas , herpes ou fazer banho de assento para corrimento vaginal.

A folha utilizada é a de cor avermelhada.

Observações: Na literatura tradicional, esta espécie é citada como o nome popular de “Perpétua-do-Brasil” (PIO CORRÊA, 1926-1978). No entanto, nos últimos anos, este vegetal tem sido designado popularmente com o nome de diferentes antibióticos como penicilina, terramicina, neomicina . É uma planta pouco conhecida no que diz respeito aos efeitos adversos, toxicidade, constituição química e atividade farmacológica.

As espécies Alternanthera brasiliana (L.) Kuntze e Alternanthera dentata (Moench) Stuchlik são igualmente conhecidas por “penicilina”, sendo encontradas no Brasil, mais comumente nos estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Possuem propriedades e usos populares semelhantes.

Referências: 

ARAÚJO, D. S. et al. Efeitos Inibitórios de Altemanthera brasiliana Kuntze em Musculatura Lisa. In: SIMPÓSIO DE PLANTAS MEDICINAIS DO BRASIL, XIII, 1994, Fortaleza. Resumos. Fortaleza: [s.i],1994. n. 298.

DI STASI, L. C.; HIRUMA-LIMA, C. A. Plantas medicinais na Amazônia e na Mata Atlântica. 2. ed. rev. e ampl. São Paulo: Editora UNESP, 2002.

LAGROTA, M. H. C. et al. Inhibitory Activity of Extracts of Altemanthera brasiliana (Amaranthaceae) Against the Herpes Simplex Virus. Phytotherapy Res., [S.I], v. 8, p. 358-361, 1994.

LORENZI, H.; MATOS, F. J. A. Plantas Medicinais no Brasil: nativas e exóticas. 2. ed. Nova Odessa, SP: Instituto Plantarum, 2008. p. 46-47.

NIHEI, J. S., D.A. Dias & P.S. Pereira. 2001. Avaliação da atividade anti-tumoral in vitro de extratos vegetais de planta da família Amaranthaceae. Trabalho de Conclusão de Curso, USP.

PEREIRA, D. F. Morfoanatomia e histoquímica comparativa entre Alternanthera brasiliana (L.) Kuntze e Alternanthera dentata (Moench) Stuchlik; Estudo fitoquímico e biológico de Alternanthera brasiliana. 2007. Dissertação de Mestrado, Universidade Federal de Santa Maria, Santa Maria, 2007.

PIO CORRÊA, M. Dicionário das Plantas Úteis do Brasil e das Exóticas Cultivadas. 6. ed. Rio de Janeiro: Imprensa Nacional, 1926-1978.

RIBEIRO, L. S. et al Isolamento da Fração Imunomoduladora do Extrato Etanólico de Altemanthera brasiliana (Amaranthaceae). In: SIMPÓSIO DE PLANTAS MEDICINAIS DO BRASIL, XIII, Fortaleza, 1994. Resumos. Fortaleza: [s.i], set. 1994. n. 293.

SCHLEMPER, S. R. M. et al Avaliação das propriedades antiinfecciosas de algumas plantas medicinais da flora catarinense. In: Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil, XlV, Florianópolis, 1996. Resumos. Florianópolis [s.i.], 17-20 set. 1996.

BARUA, C. C. et alWound healing activity of methanolic extract of leaves of Alternanthera brasiliana Kuntz using in vivo and in vitro model. Indian J Exp Biol., v. 47, n. 12, p.5-1001, Dec. 2009.

Tags: AdstringenteAnti-diarreicoAnti-inflamatóriodepuratiDigestivoDiuréticoGripeTosse

IVATINGI / AÇOITA-CAVALO

12/02/2020 21:51

Luehea divaricata  Mart.

Malvaceae (Tiliaceae)


SinonímiasExistem duas variedades: Luehea divaricata var. divaricata ; Luehea divaricata var. megacarpa Meijer.

Nomes populares: Pau-de-canga, pau-de-estribo, açoita-cavalo, ibatin-gui, ivatinga, ivatingi (guarany), ka’a oveti. Existem várias espécies chamadas de açoita-cavalo, que, por terem galhos muito flexíveis recebem este nome popular, são as seguintes: Luehea divaricata Mart.; Luehea grandiflora Mart.; Luehea ochrophylla Mart.; Luehea paniculata Mart.; Luehea rufescens St.Hil

Origem ou Habitat: O gênero Luehea é exclusivamente americano e compreende umas 25 espécies nativas de América Tropical e, no Brasil, forma parte da flora da Mata Atlântica, abrangendo desde Goiás até o Rio Grande do Sul.

Características botânicas: Árvore ou arbusto caducifolio, de 5 a 15 metros de altura, com copa arredondada, ramagem flexível e tronco grosso de até 1 metro de diâmetro. Folhas alternas, curto-pecioladas, simples, geralmente dentadas na metade superior. Flores grandes, brancas ou rosadas, solitárias, dispostas em racimos ou em panículas axilares ou terminais, com longas brácteas. Fruto em cápsula lenhosa ovoidal, contendo numerosas sementes aladas. Floresce no verão e frutifica no outono (Alonso Paz et al., 1992; Cabrera, 1965; López et al., 1987).

Partes usadas: Folhas, flores, córtex e raízes.

Uso popular: A infusão das flores é citada como sedante, das folhas como anti-inflamatório e a decocção da córtex como tônica, anti-diarréica e digestiva (Alonso Paz et al., 1992; Toursarkissian, 1980). No Brasil as folhas são usadas como diurético e os talos como anti-inflamatório. A córtex e as partes aéreas são empregadas externamente na forma de banhos vaginais e como hemostático em feridas de pele. A córtex, por via interna, em casos de reumatismo e disenteria (Buttura, 2003; Tanaka et al., 2003). Mors et al., também mencionam o uso da córtex e das folhas em tratamento da laringite e bronquite.

Na Argentina (Missiones), as folhas são empregadas para o tratamento de resfriados e catarros, e a córtex como adstringente, em afecções da garganta (faringite e anginas) e febre. (Amat e Yajía, 1998). Segundo Pio Correa, 1984, possui as seguintes propriedades: a casca e as folhas são adstringentes. As folhas são reputadas como anti-disentéricas e anti-leucorreicas, úteis na blenorragia, hemorragia, tumores artríticos e diarreias crônicas; a raiz é reputada como depurativa. Suas flores atraem as abelhas na fabricação de mel

Composição química: Destaca-se o alto conteúdo de manganês nas folhas. Nos talos foliáceos foi detectado a presença de mucilagens enquanto que da córtex foram isolados polifenóis (Hegnauer, 1973). Foram identificados ainda taninos, saponinas e flavonóides (Alice e Silva, 1985). Do extrato metanólico das folhas foram isolados um derivado do ácido tormêntico (ácido 3-b-p-hidroxibenzoil-tormêntico) e uma mescla contendo ácido maslínico (Tanaka et al., 2003). O estudo químico do extrato bruto metanólico das folhas resultou, em um primeiro momento, no isolamento do ácido 3β-p-hidroxibenzoil tormêntico, triterpeno com esqueleto básico dos ursenos, e de uma mistura cuja substância majoritária foi o ácido maslínico, triterpeno derivado dos oleanenos. Posteriormente, foram isolados do mesmo extrato a vitexina, uma flavona C-glicosilada e o esteróide glicopiranosilsitosterol.

Do extrato bruto metanólico das cascas do caule, foi isolado o flavonóide (-)-epicatequina, um flavan-3-ol. (Tanaka et al., 2005).

Ações farmacológicas: Os estudos farmacológicos para esta espécie são escassos. Possui atividade adstringente, anti-microbiana, (em especial a sua ação sobre dermatófitos) e inseticida.

Efeitos adversos e/ou tóxicos: O extrato aquoso de partes aéreas de Luehea divaricata demonstrou atividade mutagênica no teste de Ames (Vargas et al., 1991).

De acordo com estudos realizados em animais de laboratório, sugerem que o uso continuado de extratos desta espécie pode produzir danos hepáticos, renais ou pulmonares (Bianchi et al.,1992).

Contra-indicações: Não são conhecidas até o momento e, por precaução, deve ser evitado seu uso em grávidas, crianças abaixo de 2 anos e não deve ter uso contínuo.

Posologia e modo de uso: Uma receita popular é feita fervendo as folhas até ficar rosado e depois acrescentar mel.

Observações: Fatos e curiosidades da planta.

Referências: 

ALONSO, J. R. Plantas Medicinales autóctonas de Argentina: bases científicas para su aplicación en atención primaria de la salud. Buenos Aires, 2005. p. 67-69

PIO CORRÊA, M. Dicionário das plantas úteis do Brasil e das exóticas cultivadas. Rio de Janeiro: IBDF, Ministério da Agricultura, Imprensa Nacional, 1984. Vol.I pgs 26-28

Quim. Nova, Vol.28, No.5, 834-837, 2005.

Artigo *e-mail: ccsilva@uem.br CONSTITUINTES QUÍMICOS DE Luehea divaricata MART. (TILIACEAE) Júlio Cesar Akio Tanaka e Cleuza Conceição da Silva* Departamento de Química, Universidade Estadual de Maringá, Av. Colombo, 5790, 87020-900 Maringá – PR Benedito Prado Dias Filho e Celso Vataru Nakamura Departamento de Análises Clínicas, Universidade Estadual de Maringá, Av. Colombo, 5790, 87020-900 Maringá – PR João Ernesto de Carvalho e Mary Ann Foglio Centro Pluridisciplinar de Pesquisas Químicas, Biológicas e Agrícolas, Universidade Estadual de Campinas, CP 6171, 13083-970 Campinas – SP

MULLER , J. de B. Avaliação de atividade antimicrobiana , antioxidante e antinociceptiva das folhas de Luehea divaricata Martius – dissertação de mestrado-Santa Maria RS,2006.

Tags: Anti-diarreicoAnti-inflamatórioDigestivoDiuréticoHemostáticoResfriadoSedativoTônico

GOIABEIRA

09/02/2020 22:25

Psidium guajava  L.

Myrtaceae


SinonímiasMyrtus guajava (L.) Kuntze.

Nomes populares: Goiabeira, goiaba, goiaba-vermelha, guayaba (Espanhol), guayave (Francês), guava(Inglês, alemão), amrud (Indiano).

Origem ou Habitat: É originária do Sul do México e do Amazonas Colombiano. O gênero Psidium compreende ao redor de uma centena de espécies da América Tropical e Neotropical.

Características botânicas: Arvoreta perene, medindo entre 3 a 7 metros de altura, tronco até 30 cm de diâmetro, recoberto por uma casca marron claro ou gris-verdoso, que se desprende em finas camadas; folhas opostas oblongas , medindo de 4-12cm de comprimento por 3,5-4,5cm de largura, com nervuras proeminentes na página inferior; pedúnculos axilares com 1-3 flores pubescentes, com pétalas brancas de 1,5-2,0cm e cálice envolvendo a gema; fruto globoso ou piriforme (goiaba), amarelo, medindo até 10 cm de diâmetro , pode ter a polpa amarela ou vermelha.(Alonso , Lorenzi).

Partes usadas: Folhas jovens ou brotos, cascas secas, frutos.

Uso popular: É cultivada em todo o país para a produção de frutos, existindo numerosas variedades de cultivo. Como planta medicinal é a planta mais usada no tratamento caseiro de diarréias na infância, em todos os países tropicais do mundo. É referido também o uso do seu chá, em bochechos e gargarejos no tratamento de inflamações da boca e da garganta ou para lavar feridas e úlceras e na leucorréia.

Composição química: Folhas: taninos (9-10%); óleo essencial (0,1-0,3%): cariofileno, nerolidiol, b-bisaboleno, aromadendreno, p-selineno, a-pineno e 1,8-cineol ; triterpenóides (ácido guajavanóico, obtusinina); ácido oleânico, ácido ursólico, ácido catecólico, ácido guayavólico, ácido elágico, b-sitosterol,; flavonóides (quercetina e seus heterosídeos, rutina).

Composição alimentícia: cada 100g do fruto contém: calorías 69; água 80,6g; proteínas 1g; hidratos de carbono 17,3g; cinzas 0,7g; cálcio 15 mg; fósforo 24mg; ferro 0,7mg; sódio 4mg; potássio 291mg; caroteno 75ug; tiamina 0,05mg; riboflavina 0,04mg; niacina 1,10mg e ácido ascórbico 132mg.

  • Vitaminas: A, B2, B3 e C
  • Óleo essencial: Mentol, α-pineno, limoneno, óxido de cariofileno, p-selineno, hexanal dentre outros.
  • Carotenóides:Fitoflueno, (all-E)-beta-caroteno, ácido guavanóico, dentre outros.
  • Triterpenos: Ácido guananóico, ácido guavacomamarico, ácido asiático, ácido oleanólico, ácido betulínico, lupeol e ácido elágico-4-O-beta-D-glucopiranósido, ácido guajavanóico, obtusinina, ácido goreísico I, ácido jacoumarico, dentre outros.
  • Flavonoides: Ácido guavacoumarico, miricetina, luteolina, canferol, avicularina, quercetina, guaijaverina, arabinopiranosideo, quercetina-3-O- (6 “-galoil) beta-D-1-O- (1, 2-propanodiol) -6-O-Galóxi-beta-D- O glucopiranósido, Quercetina-3- O -β- d – (2 “- O -galoil-glicósideo) -4′- O –vinilpropionato (Semente) e Quercetina-3- l -4-piranosideo.

Ações farmacológicas: O extrato aquoso dos brotos inibe intensamente o crescimento de Salmonela, Serratia e Staphylococcus , germes responsáveis, muitas vezes, por graves diarréias de origem microbiana. Nesses ensaios a goiabeira vermelha (Psidium guajava L. var. pomifera) mostrou-se mais eficaz que a goiabeira branca (Psidium guajava L.var. pyrifera).

Nos extratos das folhas adultas e das cascas do tronco esta atividade estava ausente.

Interações medicamentosas: Pode ter interação com medicamentos obstipantes.

Posologia e modo de uso: Preparo do chá como medicação anti infecciosa e reidratante oral: 20 a 30 brotos para 1 litro de água fervente. Adicionar uma colher (sopa) de açúcar e uma colherzinha (café) de sal e administrar à criança em doses bem pequenas e freqüentes, se possível, a cada cinco minutos.

Para o preparo de 1 xícara (150ml) colocar 4 brotos e adicionar água fervente. Deve ser tomado na dose de uma xícara a cada duas a quatro horas ou de hora em hora nos casos mais severos.

Referências: 

ANAND, Vijaya et al. Phytopharmacological overview of Psidium guajava Linn. Pharmacognosy Journal, [s.l.], v. 8, n. 4, p.314-320, 1 jul. 2016.

ALONSO, J. Tratado de Fitofármacos y Nutracéuticos. Rosario, Argentina: Corpus Libros, 2004.

LORENZI, H.; MATOS, F. J. A. Plantas Medicinais no Brasil: nativas e exóticas. Nova Odessa, SP: Instituto Plantarum, 2008.

MATOS, F. J. A. Plantas Medicinais: Guia de seleção e emprego de plantas usadas em Fitoterapia no Nordeste do Brasil. Fortaleza: Imprensa Universitária, 2000.
NASEER, Sumra et al. The phytochemistry and medicinal value of Psidium guajava (guava). Clinical Phytoscience, [s.l.], v. 4, n. 1, p.4-32, dez. 2018.
GUTIÉRREZ, Rosa Martha Pérez; MITCHELL, Sylvia; SOLIS, Rosario Vargas. Psidium guajava: A review of its traditional uses, phytochemistry and pharmacology. Journal Of Ethnopharmacology, [s.l.], v. 117, n. 1, p.1-27, abr. 2008.

Tags: Anti-diarreico

AMORA-SILVESTRE

27/12/2019 16:53

Rubus rosifolius  Sms.

Rosaceae 


Sinonímias:Rubus coronarius (Sims) Sweet, Rubus pinnatus Willd, Rubus rosaefolius Sms., Rubus rosifolius var. rosifolius Sms.

Nomes populares: Amoreira-vermelha, amoreira-silvestre, amora-vermelha, amora-silvestre, silva-vermelha, moranguinho-do-mato, etc.

Origem ou Habitat: Nativa. Ocorrências confirmadas:

  • Centro-oeste (Distrito Federal, Goiás)
  • Sudeste (Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo)
  • Sul (Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina).

Características botânicas: Subarbusto terrícola.

Partes usadas: Frutos, folhas, flores e raízes.

Uso popular: Os frutos são comestíveis e apreciados pelas populações rurais e pela avifauna. Os frutos são usados nos casos de diarréia sanguinolenta e a infusão é usada como bebida tônica e medicação antidiarreica. O chá dos brotos e das inflorescências é considerado antiespasmódico e o chá das folhas é usado como diurético.

Composição química: Nos frutos: Antocianidinas: Cyanidin 3-​β-​glucopyranoside; Pelargonidin 3-​β-​D-​glucopyranoside; Cyanidin 3-​rutinoside; Pelargonidin 3-​rutinoside; Cyanidin 3-​glucosylrutinoside; Cyanidin 3-​O-​(6′-​O-​malonylglucoside).

Ações farmacológicas: Devido ao alto conteúdo de antocianinas, foram detectadas atividades antioxidante, anti-inflamatória e anticancerígena.

Interações medicamentosas: Não encontrado.

Efeitos adversos e/ou tóxicos: Não encontrado.

Contra-indicações: Não encontrado.

Observações: A espécie Rubus brasiliensis Mart., chamada popularmente de amora-preta ou amora-do-mato, possui propriedades e algumas características semelhantes a espécie Rubus rosifolius Sms.

 

 

Referências: 
AMANDA, Hilda; Santoni, Adlis; Darwis, Djaswir ” Extraction and simple characterization of anthocyanin compounds from Rubus rosifolius Sm fruit.” From Journal of Chemical and Pharmaceutical Research (2015), 7(4), 873-878. (Scifinder) Acesso 14 OUT 2015.

BOWEN-FORBES, Camille S.; Zhang, Yanjun; Nair, Muraleedharan G. “Anthocyanin content, antioxidant, anti-​inflammatory and anticancer properties of blackberry and raspberry fruits”. From Journal of Food Composition and Analysis (2010), 23(6), 554-560. (Scifinder) Acesso 14 OUT 2015.

LORENZI, H.; MATOS, F. J. A. Plantas Medicinais no Brasil: nativas e exóticas. 2.ed. Nova Odessa, SP: Instituto Plantarum, 2002.

http://floradobrasil.jbrj.gov.br/jabot/listaBrasil/- Acesso 14 OUT 2015.

http://www.ufrgs.br/fitoecologia/florars/ – Acesso 14 OUT 2015.

http://www.tropicos.org/Name/27803565?tab=synonyms – Acesso 14 OUT 2015.

Tags: Anti-diarreicoAntiespasmódicoDiurético

AMOR CRESCIDO

27/12/2019 01:20

Portulaca pilosa  L.

Portulacaceae 


SinonímiasPortulaca lanata Rich. , Portulaca lanuginosa Kunth, Portulaca parvula A. Gray, Portulaca pilosa fo. mexicana D. Legrand, Portulaca gagatosperma Millsp., etc.

Nomes populares:  Amor crescido, flor de seda (Brasil), alecrim-de-são-josé (PORT), mao ma chi xian (China), pink purslane (English, United States), Verdolaga(Bolívia).

Origem ou Habitat: Nativa da Bolívia.

Características botânicas: O gênero Portulaca inclui plantas herbáceas, com folhas geralmente alternas, portando na axila tricomas muito ou pouco desenvolvidos e flores com duas sépalas, 4-5 pétalas livres, estames numerosos e ovário ínfero. A espécie Portulaca pilosa é caracterizada por apresentar tricomas axilares conspícuos, interaxilares e folhas lineares, hábito prostrado e flores purpúreas.

Partes usadas: Planta inteira.

Uso popular: Problemas estomacais, diurética , cicatrizante , analgésica e queda de cabelo. Também é indicada como hepato-protetor, contra diarréia, erisipela e queimadura. As folhas são utilizadas na forma de xampu para lavar e dar brilho aos cabelos.

Composição química: Mucilagem, sais minerais, principalmente fósforo e potássio. A composição nutricional é semelhante a espécie Portulaca oleracea (ver beldroega). Análise alimentícia em g/100g de Portulaca oleracea: proteínas (1,60g), lipídeos (0,40g), carboidratos (2,50g), cálcio (140,00g), fósforo (493,00mg), ferro (3,25mg), retinol (250,00mg), vitamina B1 (20,00mg), vitamina B2 (100,00mg), niacina (0,50mg), vitamina C (26,80mg). (Franco, G., 1992).

Posologia e modo de uso: Infusão e/ou sumo dos ramos.

 

Referências: 
REVILLA, J. Plantas da Amazônia: oportunidades econômicas e sustentáveis. Manaus: SEBRAE: INPA, 2000. p. 113-115.

FRANCO, G. Tabela de composição química dos alimentos. 9.ed. [S. I.]: Atheneu, 1992.

http://www.plantamed.com.br/plantaservas/especies/Portulaca_pilosa.htm – Acesso em: 30 de março de 2012.

http://www.tropicos.org/Name/26200157 – Acesso em: 30 de março de 2012.

http://acta.botanica.org.br/index.php/acta/article/view/259 – Acesso em: 09 de abril de 2012

Tags: AnalgésicoAnti-diarreicoCicatrizanteDiuréticoHepatoprotetoraQueimadura

AMARANTO

27/12/2019 01:16

Amaranthus caudatus   L.

Amaranthaceae 


Sinonímias:Amaranthus cruentus L., Amaranthus edulis Speg., Amaranthus leucospermus S. Watson, Amaranthus sanguineus L., Amaranthus mantegazzianus Passer.

Nomes populares: Amaranto, rabo-de-gato, rabo-de-raposa, inca wheat (English, United States).

Origem ou Habitat: O Amaranthus caudatus é encontrado nas regiões altas do Equador, Bolívia, Peru e Argentina. Desenvolve-se rapidamente a uma altitude entre 1.400 a 2.400 mnm.

Características botânicas: Planta anual, monoica, atinge até 2 m de altura, com caule glabro ou densamente pubescente na parte terminal. As folhas são verde pálidas de 6 a 20 cm de comprimento e 2 a 8 cm de largura, lanceoladas a ovais, com pequenas manchas avermelhadas. As flores são de cor alaranjada, rosa ou púrpura, e se caracterizam por agrupar-se em inflorescências terminais alargadas que podem alcançar 50 cm a 1 metro de comprimento. Brácteas ovadas, com cinco sépalas ovadas a oblongas nas flores estaminadas, e de forma elíptica e aguda nas flores pistiladas.

Partes usadas: sementes e folhas.

Uso popular: A infusão das flores e das folhas é utilizada como antidiarreica, anti-helmíntica, antisséptico bronquial e diurético. Na forma de gargarejos, é indicada para dores de garganta e gengivites. Como a maioria das espécies de amaranto, é consumida como hortaliça em preparações culinárias.

OBS.: Uma espécie semelhante, Amaranthus deflexus L. é utilizada popularmente na forma de compressas como emoliente, para afeções de pele e facilitar a supuração.

Composição química: As folhas e sementes possuem taninos, saponinas e protéinas (ricas em aminoácidos essenciais – de 12-16%), além de mucilagem, linfoaglutinina, amarantina, isoamarantina, amaranthus peptídeos AC-AMP-I e AC-AMP-2, betacianina, L-DOPA, caroteno, espinasterol, estigmasterol, ácido elaeosteárico, beta-sitosterol, campesterol, colesterol, 24-metiléncicloartanol.

Ações farmacológicas: As partes aéreas apresentam atividade antimicótica contra Neurospora crassa, atividade antihemaglutinina e atividade inibitória da síntese de proteínas. Os taninos de suas folhas conferem atividade adstringente atribuídas ao seu uso popular, sobretudo nos casos de diarréia. A amarantina demonstrou sua utilidade como marcador de proliferação celular maligna em células de cólon humano ao unir-se a antígenos de superfície. O extrato etanólico das sementes demonstrou in vitro propriedades antioxidantes devido a presença de compostos fenólicos. Em um estudo com cobaias, a ingestão tanto o grão cru, como o azeite feito do grão, demostrou redução dos níveis plasmáticos de colesterol total e LDL, com aumento da porção HDL.

Efeitos adversos e/ou tóxicos: Apesar de não existirem ainda estudos toxicológicos, não foram descritos na literatura efeitos colaterais ou caráter tóxico.

Posologia e modo de uso: Infusão, vertendo 1 xícara de água fervente sobre 1 colher de sopa das folhas. Tomar 3 vezes por dia. Para uso externo, infusão ou fervura das folhas na proporção de 150-200g de folhas para 1 L de água. Como a maioria das espécies de amaranto, é consumida como hortaliça em preparações culinárias, suas sementes moídas são usadas para enriquecer outros farináceos na fabricação de pães e biscoitos, além da preparação de sopas, mingau e sobremesas.

Observações: Possui um aspecto nutricional importante devido ao seu alto teor de proteínas. Diferente da maioria dos cereais, que são deficientes em aminoácidos essenciais como lisina, metionina e cisteína, o amaranto contém elevadas proporções destes (salvo leucina, do qual é relativamente pobre), superando, todavia, o conteúdo proteico do leite e de outros cereais.

Na atualidade o Amaranthus caudatus é cultivado principalmente na Bolívia, Argentina, Equador, Peru, México, Guatemala, Índia, Paquistão, África e China, onde é utilizado na forma de grão e como hortaliça.

No Brasil existe a espécie Amaranthus viridis L.(ver caruru-de-mancha).

 

Referências: 

ALONSO, J. Tratado de Fitofármacos y Nutracéuticos. Rosario, Argentina: Corpus Libros, 2004. p. 139-142.

GUPTA, M. P. (ed.). 270 Plantas Medicinales Iberoamericanas. Santafé de Bogotá, Colombia:. Programa Iberoamericano de Ciencia y Tecnología para el Desarollo (CYTED), 1995. p. 13-15.

http://www.tropicos.org/Name/- Acesso em: 30 de março de 2012.

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ABACATE

27/10/2019 16:36

Persea americana   Mill.

Lauraceae


Sinonímias: Laurus persea L., Persea americana var. angustifolia Miranda, Persea americana var. drymifolia (Schltdl. & Cham.) S.F. Blake, Persea americana var. leiogyna (S.F. Blake) Kelsey & Dayton, Persea americana var. nubigena (L.O. Williams) L.E. Kopp, Persea americana var. toltec Popenoe.

Nomes populares: Abacateiro, abacate (Brasil), aguacate, palta, avocado (Spanish), avocato (Cuba), avocado, alligator-pear (English), “Hojas de Palta” (Peru), e li (pinyin, China), palta (English, United States), kalawakat (Mexico, San Miguel, Tzinacapan and Xaltipan), pero avvocato (Itália), avocatier, avocat (França), avokatbirnen (Alemanha).

Origem ou Habitat: América Tropical (Lorenzi e Matos). Segundo outros autores, Persea é Africana(Scora et al.).

Características botânicas: Árvore grande, de copa arredondada e densa, medindo de 12 a 20 m de altura; folhas ovais a elípticas, simples, com pecíolos finos, verdes escuras; inflorescências tipo panículas densamente grisáceo-puberulentas ou séricas, flores andróginas ou hermafroditas, pequenas, perfumadas, reunidas em racemos axilares e terminais, formadas na primavera e muito procuradas por abelhas.

Partes usadas: folhas, frutos e sementes.

Uso popular: A polpa dos frutos, além de nutritiva devido aos teores de proteína, sais minerais e vitaminas, é considerada na medicina tradicional como carminativa e útil contra o ácido úrico, enquanto os chás obtidos das folhas, da casca e das sementes raladas são considerados úteis como diurético, anti-reumático, carminativo, antianêmico, anti-diarreico e anti-infeccioso para os rins e bexiga, além de estimulante da vesícula biliar, estomáquico, emenagogo e balsâmico. A polpa em casos de caspa e prurido do couro cabeludo, associado com babosa (Aloe vera). A casca do fruto moída é recomendada contra as verminoses.

Composição química: Polpa dos frutos Flores: flavonóides (quercetin-3-O-ramnosídio, isoramntin-3-O-glicosídeo, cumaril-kaempferol, etc).
Sementes(caroço): sesquiterpenos (seychelleno, allo-aromandreno, b-selineno, valenceno, b-bisaboleno, y-cadineno, b-bisabolol e epi-a-bisabolol e tetradecanal)(Resumos Q-027); ácidos graxos(com abundante a-tocoferol), proantocianidina(biflavonil), hidrocarbonetos, derivados esteroídicos e glicídicos, taninos, polifenóis e uma saponina.
Folhas: óleo essencial difere a composição segundo a variedade: (estragol, metil-chavicol, a-pineno, b-pineno, metil-eugenol, cineol e limoneno); dopamina, serotonina, flavonóides (quercetina, catequina, epicatequina e cianidina); abacatina (princípio amargo); persiteol, taninos, persina e tiramina.
Córtex: principalmente taninos. Outros: ácidos málico e acético, carnitina, carotenóides, resinas, etc. (Alonso, 2004).

Ações farmacológicas: Destacam-se suas propriedades anti-inflamatórias, analgésicas, antimicrobianas, diuréticas e cosméticas, além de atividades imunomoduladora e antitumoral, essas em animais de laboratório (Alonso, 2004).

Na França foi desenvolvida uma formulação com as frações insaponificáveis do abacate (Persea americana) e da soja ( Glycine max), para o tratamento da artrose. Foi baseada na riqueza em esteróis destas frações e de uma possível relação sobre o metabolismo do cálcio, similar a ação da vitamina D (Magloire H., 1988 apud Alonso, 2004).

Em outro estudo onde participaram 264 pacientes que sofriam de osteoartrite (coxartrosis o gonartrosis fémoro-tibial) constatou-se que a administração de uma cápsula de insaponificáveis de abacate-soja de 300mg diários, produziu melhorias significativas em 70% dos casos. Mesmo assim, 100% do grupo de pacientes medicados com diclofenaco diminuíram a dose, em média, de 114mg para 40mg diários (Maheu E., 1992 apud Alonso, 2004).
Em ratos o extrato hidroalcoolico reduziu a glicemia e melhorou o estado metabólico dos animais.
Em camundongos, a farinha de semente de abacate reduziu o colesterol total e o colesterol-LDL.

Interações medicamentosas: Os pacientes que recebem tratamento antidepressivo com inibidores da mono-amino-oxidase (I.M.A.O.) podem sofrer crises hipertensivas devido a tiramina. (Sapeika N., 1976 apud Alonso, 2004).
O consumo de 100 a 200g de abacate diários em pacientes que estão recebendo terapia anticoagulante com warfarina diminui o efeito desta droga. Os pesquisadores desconhecem o mecanismo desta interferência (Blickstein et al., 1991 apud Alonso, 2004), mas provavelmente deve-se a vitamina K presente na sua composição química.

Efeitos adversos e/ou tóxicos: Os frutos do abacate são, em geral, bem tolerados para o consumo humano. Existem relatos de alergia associado ao látex.
As cápsulas de insaponificáveis de abacate-soja são bem toleradas, no entanto, longe das refeições podem ocasionar regurgitações.
Existem evidências que o consumo de folhas de abacate podem ser tóxicas para animais, por exemplo cabras (Alonso, 2004).

Contra-indicações: Não é recomendado a decocção das folhas do abacateiro para mulheres grávidas, por ser abortivo (Alonso, 2004), melhor não usar em mulheres que amamentam.

Posologia e modo de uso: Infusão: colocar 1 colher (sobremesa) de folhas ou flores picadas para 1 litro de água. Tomar uma xícara 3 vezes ao dia por 2 a 3 semanas.(Martins, 2000)
Decocção com a semente: ralar o caroço e medir uma colher de sopa para meio litro de água. Ferver, repousar e filtrar. Tomar duas vezes ao dia, por 2 a 3 semanas.

Uso externo: compressas locais com a infusão ou óleo, friccionar várias vezes ao dia. Cataplasma: tostar e moer o caroço do abacate, misturar o pó no próprio chá e aplicar com gaze nos locais afetados (LIMA, 2000).

Fito-cosmético: o óleo é empregado na forma de cremes e loções.
Polpa do fruto: é usado sob a forma de alimento, misturado com gel de babosa para afecções de couro cabeludo.
a dose da fração insaponificável do abacate com a fração insaponificável da soja é : abacate I. 100mg e soja I. 200mg – tomar um comprimido ao dia

Observações: Usos etnomedicinais: Os indígenas Shuar do Equador trituram e maceram as sementes em aguardente para o tratamento de picadas de serpentes; os Tikunas da Colômbia empregam a decocção das folhas como hepatoprotetor; os Sionas-Secoya e os Quechua atribuem-lhe propriedades contraceptivas; no México é frequente o uso da casca seca e moída do fruto como antidisentérico e a infusão das folhas é aplicada para lavar feridas infectadas na pele; em Camerún (África), a decocção das folhas e córtex é usada para hipertensão arterial e a infusão das folhas é empregado como abortivo (Alonso, 2004).

 

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