SABUGUEIRO

19/02/2020 23:52

Sambucus australis   Chamisso et Schlechtendal.

Adoxaceae (Caprifoliaceae)


SinonímiasSambucus pentagynia Larrañaga.

Nomes populares: Acapora, sabugueiro-do-brasil, sabugueiro-do-rio-grande.

Origem ou Habitat: Sul da América do Sul.

Características botânicas: Sambucus australis é uma árvore de 3 a 8 m de altura, folhas com 18-26 cm de comprimento, compostas, imparipenadas, 5-13 folíolos oblongo-lanceoladas de 3,5 – 9,5 cm de comprimento e 1,2 – 3,0 cm de largura, margens dentadas, membranáceas, glabras, opostas-cruzadas, pecioladas, estípulas e estipelas presentes. Inflorescência em cimas corimbosas terminais. Flores brancas, pequenas de 0,5 – 1,2 cm de diâmetro, corola com 4-5 pétalas, estames no mesmo número de pétalas. Fruto drupa globosa, negra e brilhante.

Existe uma espécie de sabugueiro europeu cultivada no Brasil, Sambucus nigra L.; se diferencia da espécie nativa de Santa Catarina (S. australis Cham. et Schlecht.) especialmente na forma e no número de folíolos. A espécie européia apresenta folíolos elípticos, de margem dentada, em número de 3-7 e a espécie nativa apresenta folíolos ovados-lanceolados, de margem serrada, em número de 7-13 (SIMÕES et al., 1986).

Partes usadas: Flores secas, entre-casca e folhas. Na lista da ANVISA a parte indicada como remédio são as flores do sabugueiro.

Uso popular: No que se refere ao uso terapêutico, de maneira geral, os usos medicinais da espécie do sabugueiro europeu (Sambucus nigra) coincidem com os da espécie nativa (Sambucus australis)(SCHULTZ, 1985). Esta última é uma planta cultivada como ornamental e cujas flores têm cheiro de mel.

Os frutos são comestíveis (PIO CORRÊA, 1926-1978).

Segundo as comunidades da Ilha de Santa Catarina as flores ou folhas de Sambucus australis são empregadas na forma de infuso e decocto, interna e externamente em enfermidades virais , como sarampo e rubéola, gripes e resfriados.

Na relação das plantas da ANVISA é indicada para gripe e resfriado

Na literatura as flores (inflorescência), frutos (bagas), folhas, cascas, córtex e medula do caule de Sambucus nigra são empregadas de várias formas, como compressas, cataplasmas, decocção e infusão (HOPPE, 1981; SCHULTZ, 1985; SIMÕES et al., 1986; SCHILCHER, 1992; BISSET, 1994).

As flores de S. nigra são extensamente utilizadas para afecções respiratórias (SIMÕES et al., 1986; BISSET, 1994); como diurético, sudorífico, antirreumático, emético, purgativo e laxante. Sob a forma de cataplasma ou compressa, as flores são usadas em inflamações em geral e, também, em dermatoses e furúnculos, pelas suas propriedades adstringente, cicatrizante e emoliente (ZIN & WEISS, 1980; SIMÕES et al., 1986).

Esta planta tem utilização farmacêutica como diaforético, em associações medicamentosas indicadas em resfriados (SIMÕES et al., 1986).

Composição química: As flores do sabugueiro europeu (Sambucus nigra) contêm um pequeno percentual de óleo essencial, constituído de ácidos graxos, alcanos e triterpenos (SIMÕES et al., 1986; BISSET, 1994); contêm também flavonóides sendo a rutina o principal além de quercitrina, iso quercitrina, hiperosídio e astragalina (BISSET, 1994). São encontrados também os ácidos p-cumárico, clorogênico, cafêico e ferúlico (BISSET, 1994), taninos, açúcares, mucilagem e pectina (SIMÕES et al., 1986).

As folhas contêm flavonóides (HOPPE, 1981; SIMÕES et al., 1986), esteróis, alcanos, ácidos graxos, taninos, triterpenos, açúcares, resinas e vitamina C (SIMÕES et al., 1986), sambucina e sambunigrina (glicosídeo cianogênico) (HOPPE, 1981).

Ações farmacológicas: Aos ácidos fenólicos é atribuída a atividade diurética e à mucilagem, a propriedade emoliente (SIMÕES et al., 1986). Testes em pessoas sadias demonstraram uma sudorese aumentada com a utilização do chá das flores de sabugueiro em comparação com o uso apenas de água quente (BISSET, 1994).

Interações medicamentosas: Não há evidências clinicas de interação com medicamentos; estudos in vitro demonstraram uma possível interação com hipoglicemiantes.

Efeitos adversos e/ou tóxicos: Pode haver mal estar gástrico ou alergia em pessoas sensíveis. O uso em dose maior que a recomendada pode causar hipocalemia (perda de potássio )(anvisa)

Os frutos imaturos são tóxicos.

Contra-indicações: Deve-se evitar o uso em grávidas e crianças menores que dois anos.

Posologia e modo de uso: A decocção é obtida com 2 colheres de sopa de flores para ½ litro de água tomados durante o dia.

A infusão é preparada com 2 g de flores para 150 ml de água fervente por 5-10 minutos tres vezes ao dia (BISSET, 1994).

Observações: Popularmente é dito que põe o sarampo para fora.

Referências: 

BISSET, N. G. (ed.) Herbal Drugs and Phytopharmaceuticals. 4.ed. Stuttgart Medpharm, Boca Raton: CRC Press, 1994

MILLIAMSON, E. DRIVER, S. BAXTER, K. (ed.) Stockley’s Herbal,Medicines Interactions: A guide to the interactions of herbal medicines, dietary supplements and nutraceuticals with conventional medicines. London: Pharmaceutical Press, 2009.

SIMÕES, C.M.O. et al. Plantas da Medicina Popular do Rio Grande do Sul. Porto Alegre: UFRGS, 1986

http://www.anvisa.gov.br

file:///E:/natural%20teratments.htm(acesso em 11/05/2011)

www.tropicos.org – acesso em 20 de maio de 2011.

Tags: Anti-inflamatórioAnti-reumáticoCataplasmaCicatrizanteDiaforéticoDiuréticoEméticaEmolientesGripeLaxantePurgativoResfriadoSudorífica

PRÍMULA DA TARDE

18/02/2020 22:37

Oenothera biennis  L.

Onagraceae


SinonímiasOenothera muricata L., Oenothera suaveolens Desf., Onagra biennis (L.) Scop., Onagra muricata (L.) Moench.

Nomes populares: Prímula comum, prímula da tarde, ervas-dos-burros, estrela-da-tarde, onográcea, prímula, onagra, zécora, canárias (Brasil), evening-primrose, king’s cureall, fever-plant, field-primrose, German rampion, tree-primrose, (Ingles, Estados Unidos), yellow evening-primrose (Ingles, Canada).

Origem ou Habitat: América do Norte.

Partes usadas: Óleo das sementes.

Uso popular: O uso tradicional da planta toda, na forma de infusão, é recomendado para tosse de asmáticos, distúrbios gastrointestinais, coqueluche e como analgésico sedativo. O uso externo é feito cataplasma para tratar contusões e cicatrização de feridas.

O óleo de prímula é usado para o tratamento de eczema atópico e mastalgia (dor nos seios) cíclica (relativa ao ciclo menstrual) e acíclica (é mais rara e não varia de acordo com o ciclo menstrual), sintomas de tensão pré-menstrual (TPM), redução das dores de artrite reumatoide, tratamento de disfunções na pele, alergias, depressão e hiperatividade.

O óleo das sementes tem sido usado como suplemento alimentar há muitos anos.

O ácido linolêico (AL) e o ácido gamolênico (AGL) são ácidos graxos essenciais, sendo que o AL é o principal ácido graxo essencial na dieta, enquanto o AGL é encontrado no leite humano, na aveia e na cevada e, em pequenas quantidades, em uma ampla variedade de alimentos comuns. (BARNES, J.,2012).

Composição química: As sementes são constituídas pelos óleos fixos: ácido cis-linolêico(AL) (14%), ácido cis-gamalinolênico ou ácido gamolênico(AGL) (65 a 80%), ácido oleico (2 a 16%), ácido palmítico (7%) e ácido esteárico (3%). (BARNES, J.,2012).

Ações farmacológicas: As ações farmacológicas do óleo de prímula é atribuída ao teor de ácido graxo essencial (AGE) e à participação desse composto nas rotas biossintéticas da prostaglandina.

Interações medicamentosas: O óleo de prímula pode aumentar o risco de convulsões em pacientes que tomam fenotiazínicos.

Efeitos adversos e/ou tóxicos: O óleo de prímula é bem tolerado nas doses recomendadas. Ocorrem ocasionais sintomas gastrointestinais leves, indigestão, náusea e fezes amolecidas e cefaleia.

Os estudos sobre a toxicidade indicaram que o óleo de prímula é atóxico. (BARNES, J.,2012)

O Centro de Monitoramento de Uppsala, na Suécia, da Organização Mundial de Saúde (OMS-UMC), recebe relatos de suspeita de reações adversas de mais de 70 países. No final de 2005, o banco de dados Vigisearch contava com 291 relatos, descrevendo 489 reações adversas, com produtos indicados como contendo apenas Oenothera biennis como componente. No entanto, as informações não são homogêneas, pelo menos quanto à origem ou probabilidade de que o produto farmacêutico tenha causado a reação adversa. (BARNES, J.,2012).

Contra-indicações: Não usar na gravidez e lactação. Não usar, se tiver história de ataques epilético. O uso em criança hiperativa somente sob estrita supervisão médica.

Posologia e modo de uso: As doses recomendadas baseavam-se em um teor padronizado de ácido gamolênico de 8%. Para eczema atópico 6 a 8 g/dia para adulto e 2 a 4 g/dia para crianças; mastalgia 3 a 4 g/dia. O fabricante aconselha tomar por 3 meses para melhor resposta clínica.

OBS.: No Reino Unido está suspensa, desde 2002, a licença de fabricação de produtos de óleo de prímula, devido à ausência de dados clínicos que justificassem a sua eficácia. (BARNES, J.,2012).

Observações: As reações adversas relatadas são: distúrbios gerais, cardiovasculares, endócrinos, do sistema gastrointestinal, da frequência e ritmo cardíaco, hepatobiliares, metabólicos, do sistema musculoesquelético, de plaquetas, sangramento e coagulação, menstruais, do sistema respiratório, de pele e anexos, do sistema urinário, visuais e transtornos psiquiátricos. (BARNES, J.,2012)

O ácido gamolênico está envolvido na biossíntese de prostaglandinas, com redução da inflamação crônica. Horrobin (1989) elaborou uma revisão da prímula (Oenothera biennis L.) na Reumatologia e concluiu que o ácido gamolênico teria grande relevância como o fármaco de escolha para o tratamento de enfermidades reumáticas.

Referências: 

BARNES, Joanne. Fitoterápicos / Joanne Barnes, Linda A. Anderson, J.David Phillipson; tradução: Beatriz Araújo Rosário, Régis Pizzato; revisão técnica: Pedro Ros Petrovick…(et al.) – 3ª ed. – Porto Alegre: Artmed, 2012.

Caroline da Rosa & Clarice Azevedo Machado – “ Herbal medications for the treatment of rheumatics disease: a review” – http://www.rbfarma.org.br/files/PAG26a32_PLANTAS.pdf Acesso 10 Dezembro 2016.

http://www.plantamed.com.br/plantaservas/especies/Oenothera_biennis.htm – Acesso 09 Junho 2016.

http://www.tropicos.org/Name/23200540 – Acesso 08 Junho 2016.

Tags: AnalgésicoCataplasmaCicatrizanteEczemaMastalgiaSedativoTosse

MOSTARDA-PRETA

17/02/2020 22:04

Brassica nigra  (L.) W.D.J. Koch.

Brassicaceae (antiga Cruciferae)


SinonímiasSinapis nigra L., Brassica sinapoides Roth, Mutarda nigra (L.) Bernh., Sisymbrium nigrum (L.) Prantl.

Nomes populares: Mostarda-preta, mostardeira, black Mustard (inglês), mostaza negra (espanhol), moutarde noire (francês), sènape nera (italiano), schwarze (alemão).

Origem ou Habitat: Europa e Ásia.

Características botânicas: Herbácea anual, ereta, medindo de 1 a 3 metros de altura; possui muitas ramificações. Folhas lobadas e estreitas com margens serreadas; flores amarelas, pequenas, agrupadas em cachos. Os frutos são tipo síliqua (Derivado de um ovário superior de dois carpelos, na maturidade o pericarpo seco se separa em três partes, uma parte central (um septo) que contem as sementes.

Partes usadas: Folhas e sementes.

Uso popular: O emprego popular mais conhecido é o cataplasma com suas folhas ou sementes, chamado de sinapismo, aplicados em casos de reumatismo, neuralgia, frieiras e afecções das vias respiratórias. Outro uso popular são os escalda-pés em casos de resfriados e cefaleias. A infusão do pó das sementes adicionadas com gotas de vinagre, é empregada para fazer gargarejos em casos de angina ou faringite.

No Peru, emprega-se a infusão do pó das sementes como antipirético. No Marrocos como estimulante, digestivo e emético. Pulverizando sobre a comida ou moída com pão, diz-se que é afrodisíaco. Empregam-se 20-30 sementes de mostarda-negra por dia, para estimular o apetite e melhorar a digestão. (ALONSO, J., 2004).

Composição química: Glicosinolatos (compostos contendo enxofre e nitrogênio): sinigrina (1%) por hidrólise com a enzima mirosinase ou tioglicosidase, gera uma substância volátil chamada de isotiocianato de alila, conhecida como óleo ou essência de mostarda. O isotiocianato de alila (AITC) foi identificada como o componente principal do óleo essencial de Brassica nigra.

Outros compostos: Mucilagens (20%), proteínas, lipídeos, óleo fixo (25-37%) composto principalmente por glicerídeos de ácidos graxos insaturados (ácido eicosenoíco, ácido erúcico, ác. lignocérico, ác. linolêico, ác. linolênico e ác. oleico.

Ácidos fenólicos: Ácido gálico (sementes) e ácido carnósico.

Flavonóides: Quercetina (sementes), Flavanone, Flavanona, Iso-flavanona, 7-hidroxiflavanona, 7-hidroxiflavona e 6-hidroxiflavona.

Glucosinolatos: Sinigrina (Sementes)

Ações farmacológicas: Rubefasciente, Antibacteriano, fungicida, antitumoral.

Efeitos adversos e/ou tóxicos: O emplastro ou cataplasma de mostarda pode causar bolhas, ulceração e necrose se não for removido dentro de 15-30 minutos.

Há relatos de reações anafiláticas, caracterizadas por gastroenterites, rinites, bronco-espasmos, convulsões epileptiformes ou colapso cardiorrespiratório, pelo uso interno com molhos ou sementes.

Por via externa foram observados alguns casos de dermatites de contato.

Em um estudo efetuado com pessoas hipersensíveis à mostarda-negra, 66% apresentaram reações sistêmicas e 34% reações locais.

Vários quadros de polinose foram associados ao consumo conjunto de outros vegetais.(Alonso, J. 2004) A polinose, denominada genericamente febre de feno ( hay fever ), é uma doença alérgica estacional devido à sensibilização por pólens alergizantes. Estes encontram-se no ar durante a época de polinização de determinadas plantas, produzindo rino-conjuntivite e/ou asma brônquica. Apesar do nome, não existe febre e o feno não é o responsável pelos sintomas. Existe sim, uma sensação de febre, simulando um desagradável estado gripal. (http://www.sbai.org.br/)

O uso interno da mostarda em altas doses, provoca cólicas digestivas, vômitos, diarréia, seguidos de sonolência, dispneia, arritmias cardíacas e coma. Em caso de intoxicação emprega-se carvão ativado, aplicação de substâncias mucilaginosas e hidratação. (Alonso, J. 2004).

A sinigrina, ao ser metabolizada a isotiocianato de alila, comporta-se como agente carcinógeno no teste de Ames, alterando o papel protetor do gene P53 (Ortega Mata M., 1994 apud Alonso, J., 2004.

Contra-indicações: Não administrar em casos de úlcera gastroduodenal, transtornos circulatórios de membros (varizes, úlceras, hemoorróidas e tromboflebites), hipotiroidismo, gravidez ( o óleo essencial é abortivo) e lactação. Não aplicar por via externa a crianças menores de 6 anos.

Posologia e modo de uso: Sinapismo ou cataplasma: prepara-se a base com farinha de mostarda diluída em água quente (40°C a 50ºC), envolver em um pano ou gaze sobre a região a ser tratada. Manter no máximo 10 a 15 minutos, para não fazer bolhas.

Pedilúvio ou escaldapés: prepara-se com 20-30g de farinha de mostarda por litro de água, deixe os pés imersos até a região da panturrilha, em água quente, chegando numa temperatura de 38ºC à 40ºC. Ir acrescentando água quente durante o tratamento.

Observações: A Mostarda está entre as especiarias mais antigas registradas, datam de cerca de 3000 aC. Três variedades estão em uso popular Brassica alba, Brassica juncea e Brassica nigra. (THOMAS, J. et all, 2012).

Um condimento de mostarda é feita a partir de sementes de mostarda, vinagre, sal, água, e opcionalmente outros aditivos, sendo baixo o conteúdo de isotiocianato (<0,05% em peso). O produto é obtido por desactivação da mirosinase presente nas sementes de mostarda, antes que a pasta é feita. (GAL, Stefan, 2002)

O ácido erúcico junto ao ácido oléico, constitui um óleo que ajuda no combate a Adrenoleucodistrofia (ALD), fato relatado no filme Lorenzo’s Oil

Referências: 

ALONSO, J. Tratado de Fitofármacos y Nutracéuticos. Rosario, Argentina: Corpus Libros, 2004.

BALKRISHNA, Acharya; MISRA, Laxminarain. Chemo-botanical and Neurological Accounts of Some Ayurvedic Plants Useful in Mental Health. The Natural Products Journal, [s.l.], v. 8, n. 1, p.14-31, 9 fev. 2018.

DELAQUIS, P. J.; Mazza, G. “Antimicrobial properties of isothiocyanates in food preservation.” From Food Technology (Chicago) (1995). (Scifinder) – Acesso 30 Maio 2016.

DELAQUIS, Pascal J.; Sholberg, Peter L. “Antimicrobial activity of gaseous allyl isothiocyanate.” From Journal of Food Protection (1997)-(Scifinder) – Acesso 30 Maio 2016.

DHINDSA, Kuldip S.; Gupta, S. K.; Singh, Randhir; Yadava, T. P. “Chemical composition and fatty acid pattern of some Brassica species.” From Indian Journal of Nutrition and Dietetics (1975), 12(3), 85-8.-(Scifinder) – Acesso 30 Maio 2016.

GAL, Stefan “Isothiocyanate-​low mustard condiment obtained by myrosinase deactivation.” From Patentschrift (Switz.) (2002). (Scifinder)- Acesso 30 Maio 2016.

HUSSEIN, E.a. et al. Phytochemical Screening, Total Phenolics and Antioxidant and Antibacterial Activities of Callus from Brassica nigra L. Hypocotyl Explants. International Journal Of Pharmacology, [s.l.], v. 6, n. 4, p.464-471, 1 abr. 2010.

MAZUMDER, Anisha; DWIVEDI, Anupma; DUPLESSIS, Jeanetta. Sinigrin and Its Therapeutic Benefits. Molecules, [s.l.], v. 21, n. 4, p.416-427, 29 mar. 2016.

MEJÍA, Any Carolina Garcés; PINO, Nancy J.; PEÑUELA, Gustavo A.. Effect of Secondary Metabolites Present in Brassica nigra Root Exudates on Anthracene and Phenanthrene Degradation by Rhizosphere Microorganism. Environmental Engineering Science, [s.l.], v. 35, n. 3, p.203-209, mar. 2018.

THOMAS, J.; Kuruvilla, K. M.; Hrideek, T. K. ” Mustard” From Woodhead Publishing Series in Food Science, Technology and Nutrition (2012).(Scifinder)- Acesso 30 Maio 2016.

WYK, Ben-Erik van & WINK Michael “MEDICINAL PLANTS OF THE WORLD”, Timber Press, Portland, Oregon/U.S.A. 2004.

http://www.sbai.org.br/secao.asp?s=81&id=300 – Acesso 30 Maio 2016.

http://www.plantamed.com.br/ Acesso 30 Maio 2016.

http://farmacobotanica.xpg.uol.com.br/aula3%205.html – Acesso 30 Maio 2016.

https://pt.wikipedia.org/wiki/%C3%81cido_er%C3%BAcico.- Acesso 30 Maio 2016.

http://www.tropicos.org/Name/4100069?tab=synonyms – Acesso 30 Maio 2016.

Tags: AfrodisíacoantipiréticoCataplasmaCefaléiaDigestivoEméticaNeuralgiaResfriadoReumatismo

ERVA-MATE

19/01/2020 23:03

Ilex paraguariensis  A.St.Hil.

Aquifoliaceae


Sinonímias: Ilex curitibensis Miers, Ilex domestica Reiss., Ilex mate A.St.Hil.

Nomes populares:  Erva-mate, mate, congonha, erva-congonha, erveira, chá-mate, etc.

Origem ou Habitat: Sul da América do Sul (Paraguai, Uruguai, Argentina, Bolívia, Chile e Brasil).

Características botânicas:  Árvore de até 20 metros de altura. Folhas de cor verde escura, simples, alternas, oblongas ou obovadas, curto-pecioladas, com margens crenadas ou serreadas, medindo de 6-20 cm de comprimento. Flores unissexuais, brancas, em fascículos axilares. Fruto do tipo drupa, avermelhado, globoso, com polpa carnosa abrigando 5 a 8 sementes. (LORENZI & MATOS, 2002).

Partes usadas: Folhas.

Uso popular:  Seu uso reduz a fadiga, melhora o apetite e ajuda a digestão.

As folhas são usadas com fins medicinal e alimentício. No sul do Brasil, no Uruguai, Argentina e Paraguai é consumida sob a forma de uma bebida típica, o chimarrão.

Externamente, é usada na forma de cataplasma, no tratamento caseiro de feridas e úlceras.

Composição química:  Os principais componentes conhecidos são os alcalóides (Metilxantinas: cafeína, teofilina e teobromina); taninos; compostos orgânicos derivados do ácido clorogênico e do ácido cafeico; flavonóides; saponinas triterpenóides derivadas dos ácidos ursólico e oleanólico; ácido fólico; vitaminas; sais minerais: alumínio, fósforo, potássio, magnésio, manganês, cálcio, ferro; óleo essencial.

Ações farmacológicas: Estimulante do sistema nervoso central, podendo causar insônia e arritmia cardíaca, vasodilatadora e diurética, antioxidante in vitro, glicogenolítica, lipolítica, pode proporcionar perda de peso (Coradin et al, 2011.

 

 

Referências:
LORENZI, H.; MATOS, F. J. A. Plantas Medicinais no Brasil: nativas e exóticas. 1ª.ed. Nova Odessa, SP: Instituto Plantarum, 2002.

LORENZI, H.; MATOS, F. J. A. Plantas Medicinais no Brasil: nativas e exóticas. 2.ed. Nova Odessa, SP: Instituto Plantarum, 2008.

SIMÕES, C.M.O. et al. Plantas da Medicina Popular do Rio Grande do Sul. Porto Alegre: UFRGS, 1986.

Coradin, L.; Siminski, A.; Reis, A.- Espécies nativas da flora brasileira de valor econômico atual ou potencial: plantas para o futuro – Região Sul – Brasília: MMA, 2011.

http://www.tropicos.org/Name/2000339 acesso em 22 de abril de 2014.

Tags: CataplasmaDigestivaFadiga

CONFREI

08/01/2020 16:06

Symphytum officinale   L.

Boraginaceae   


 SinonímiasNão foram encontradas sinonímias para esta espécie. 

Nomes populares:  Confrei, comfrey, consólida, erva-encanadeira-de-osso, etc. 

Origem ou Habitat: Eurásia. 

Características botânicas:  Herbácea perene, medindo de 30-120 cm de altura, possuindo rizomas desenvolvidos e mucilaginosos de cor marrom escuro e raízes fusiformes fasciculadas. As folhas são simples, alternas, oblongo-lanceoladas, ásperas, as superiores são sésseis e de menor tamanho, todas com a superfície inferior apresentando nervuras bem salientes. Flores hermafroditas, diclamídeas, pentâmeras, pêndulas, de corola tubulosa amareladas, violáceas ou rosadas, agrupadas nos ramos terminais. O fruto é um tetraquênio de cor negro brilhante. 

Partes usadas:Folhas e raízes. 

Uso popular:  É indicado para diversas afecções, como anti-inflamatório e cicatrizante de feridas, úlceras varicosas, furúnculos e irritações da pele. É usado cataplasma das raízes para o tratamento caseiro de fraturas dos ossos, queimaduras e picadas de insetos. 

OBS.: a ingestão da planta deve ser evitada. 

Composição química:  Contém mais de uma dúzia de alcalóides pirrolizidínicos (sinfitina, equimidina, elicopsamina, etc.) em concentração maior nas raízes. 

Outros: taninos, mucilagem, alantoína, carotenos, vitaminas do complexo B, minerais (Si, Ca, K, Fe, I), açúcares, saponinas esterólicas e triterpênicas, esteróis e triterpenos livres, ácido clorogênico, ácido cafeico, etc. 

Ações farmacológicas: Demonstrou atividades anti-inflamatórias, cicatrizante e na consolidação de fraturas ósseas. Existe um consenso sobre o emprego unicamente externo do confrei, devido à presença de alcalóides pirrolizidínicos. 

Efeitos adversos e/ou tóxicos: Estão relacionados aos alcalóides pirrolozidínicos, os quais podem ocasionar a longo prazo, enfermidade veno-oclusiva hepática e induzir a degeneração do hepatócito, cirrose e câncer. 

Contra-indicações:  A presença de alcalóides pirrolizidínicos contra indica o uso interno do confrei. 

Não se deve aplicar externamente sobre feridas abertas devido a absorção percutânea dos alcalóides. 

Posologia e modo de uso: Somente uso externo, sob a forma de cataplasma, pomada, compressa. 

Observações: A quantidade de alcalóides contidos em uma xícara de chá de folhas de confrei varia de 8,5 a 26 mg e das raízes a quantidade é bem mais elevada, o que pode provocar intoxicações graves, cujos sintomas só vão aparecer 3 a 4 anos mais tarde.
 

 

Referências:
ALONSO, J. Tratado de Fitofármacos y Nutracéuticos. Rosario, Argentina: Corpus Libros, 2004. 

LORENZI, H.; MATOS, F. J. A. Plantas Medicinais no Brasil: nativas e exóticas. 2.ed. Nova Odessa, SP: Instituto Plantarum, 2008. 

MICHALAK, E., irmã. Apontamentos fitoterápicos da Irmã Eva Michalak. Florianópolis: Epagri, 1997. 

Tags: AfecçõesAnti-inflamatórioCataplasmaCicatrizanteQueimaduraÚlceras

CIMICIFUGA

08/01/2020 15:41

Cimicifuga racemosa  (L.)Nutt.

Ranunculaceae  


 Sinonímias: Actaea racemosa L. 

Nomes populares:  Cimicifuga, black cohosh, black snakeroot, bugbane (English, EUA).

Origem ou Habitat: Originária do Canadá e Costa Atlântica dos Estados Unidos. 

Características botânicas:  Herbácea perene, medindo entre 1 e 3 metros de altura, rizoma escuro e grosso, folhas grandes, alternas, composta por 2 a 5 folíolos lobulados e dentados. Inflorescência branco-creme brilhantes, de aroma fétido, dispostas em um racemo terminal que aparecem entre o verão e o outono. 

Partes usadas:Rizomas. 

Uso popular:  Os nativos norteamericanos usavam a cimicifuga para tratar irregularidades menstruais, facilitar o parto e na forma de cataplasma para tratar picadas de serpentes. 

Em 1828 foi incorporada à prática médica sendo recomendada como anti-hipertensiva, calmante, febrífuga e anti-inflamatória em processos reumáticos. 

Atualmente o uso de extratos de Cimicifuga racemosa está indicado para os transtornos da menopausa e na síndrome pré-menstrual. 

Composição química:  Entre os constituintes químicos do rizoma destacam-se: alcalóides quinolizidínicos (N-metilcitisina e outros); glicosídeos triterpênicos: acteína, 12-acetil-acteína, 27-desoxiacteína, 9,19-ciclolanostano, cimifugósido, cimiracematos A-D, cimicifugina (15-20%). 

  • Triterpenos: Deoxiacteína, acteina, cimicifugosideos A e M, cimiracemosideos A-H, dentre outros. 
  • Flavonoides: Formononetina 
  • Fenólicos: Cimiracemato A e B e hidroxitirosol 
  • Alcalóides guanidínicos: Crambescidinas 
  • Ácidos orgânicos:  Ácido cafeico, ácido cimicifúgico A, B, E e F, ácidofucinólico, ácido protocatecuico, ácido p-cumarico, ácido ferulico, ferulato-1-metil ester, ácido isoferulico, dentre outros. 
  • Lignanas: Actaealactona 
  • Derivados Serotoninérgicos: N-omega-metilserotonina 

Ações farmacológicas: Reguladora hormonal no climatério, hipotensora arterial e anti-inflamatória. existem controvérsias quanto a eficácia em distúrbios da menopausa, necessitando mais estudos. 

Interações medicamentosas: Com tamoxifeno, doxorubicina, docetaxel e drogas metabolizadas pela enzima 3A4 do CYP 450.  

Efeitos adversos e/ou tóxicos: Doses excessivas (5g da droga ou 12g do extrato) podem provocar sintomas como náuseas, vômitos, vertigem, bradisfigmia (pulso lento), transtornos visuais e nervosos. 

A Comissão “E” da Alemanha limita o uso da cimicifuga a 6 meses contínuos, devendo realizar descanso. 

Contra-indicações:  Não é recomendado na gravidez e amamentação. 

Observações: O gênero Cimicifuga compreende 18 espécies, das quais uma é nativa da Europa (Cimicifuga europaea), 6 espécies norteamericanas (Cimicifuga americanaC. arizonicaC. laciniataC. elataC. racemosaC. rubifolia ) e o restante do Nordeste da Ásia (C. foetidaC. daburica ).
 

 

Referências:
ALONSO, J.R. – Curso Fitomedicina: ginecología I- menopausia y fitoestrógenos. 

ALONSO, J. – Tratado de Fitofármacos y Nutracéuticos. Rosario, Argentina: Corpus Libros, 2004. 

ULBRICHT, Catherine; WINDSOR, Regina C.. An Evidence-Based Systematic Review of Black cohosh (Cimicifuga racemosa,Actaea racemosa) by the Natural Standard Research Collaboration. Journal Of Dietary Supplements, [s.l.], v. 12, n. 3, p.265-358, 25 ago. 2014. 

GÖDECKE, Tanja et al. Phytochemistry of cimicifugic acids and associated bases inCimicifuga racemosaroot extracts. Phytochemical Analysis, [s.l.], v. 20, n. 2, p.120-133, mar. 2009. 

http://www.tropicos.org/Name/27100874 – Acesso 03 set 2014. 

Sloan Kettering câncer center herbs 

Leach MJ, Moore V. Black cohosh (Cimicifuga spp.) for menopausal symptoms. Cochrane Database Syst Rev 2012; :CD007244.

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