ARNICA WEDÉLIA

28/12/2019 00:15

Sphagneticola trilobata  (L.) Pruski.

Asteraceae (antiga Compositae) 


SinonímiasWedelia paludosa DC., Wedelia trilobata (L.) Hitchc., Wedelia brasiliensis (Spreng.) S.F. Blake, Thelechitonia trilobata (L.) H. Rob. & Cuatrec., Stemmodontia trilobata (L.) Small, Sphagneticola ulei O. Hoffm., Silphium trilobatum L., Acmella brasiliensis Spreng., etc..

Nomes populares: Aarnica-do-mato, arnica-do-brejo, pseudo-arnica, vedelia, vadelia, malmequer, mal-me-quer do brejo, margaridão, pingo-de-ouro(SILVA, 2001), insulina vegetal (no RGS).

Origem ou Habitat: Planta nativa do Brasil, ocorre naturalmente ao longo da costa.

Características botânicas: É perene, herbácea e prostrada. Aprecia áreas úmidas, mas desenvolve-se também em outros ambientes, desde que não estejam sujeitas a secas prolongadas. Tolera sombreamento, porém floresce com mais intensidade ao sol. É também usada como planta ornamental. No Espírito Santo é encontrada invasora desde Vargem Alta, região serrana, até Itapemirim, região litorânea(SILVA, 2001).

Partes usadas: Flores e folhas.

Uso popular: dor neurogênica e inflamatória, afecções do trato respiratório, anti-inflamatória (MANCZAK, 1996), infecções bacterianas(SCHLEMPER, 1996), candidíase vaginal(SCHLEMPER, 1998), tosse(RONAN,2009), expectorante, anticonvulsiva(CARVALHO, et al., 2001). Na forma de tinturas é indicada para golpes, machucaduras, ferimentos, nevralgias, anemia, coqueluche, trombose e derrame de sangue(MICHALAK, 1997).

No Rio Grande do Sul usa-se o abafado das folhas para diabetes.

Composição química: Luteolina (flores e caules), ácido caurenóico (em maior concentração nas raízes), chalcona coreopsina (flores), esteróides e terpenóides (raízes),³ friedelan-3β-ol, ácido ent-16β-hidroxi-cauran-19-óico,¹ wedelactona(8) paludolactona,² ácido grandiflorênico(RONAN,2009) estigmasterol, glicosídeos de estigmasterol e sitosterol, ésteres derivados do ácido oleanóico(CARVALHO, et al., 2001).

  • Óleo essencial: (E)- cariofileno, α- pineno, canfeno, dentre outros.
  • Diterpenos: Ácido caurenoico
  • Flavonoides: Luteolina, Coreopsin
  • Lactonas sesquiterpenicas: Paludolactona
  • Esteroides: Estigmasterol
  • Ácidos fenólicos: Ácido clorogênico, ácido -5-O-cafeoilquinico, ácido -3-O-cafeoilquinico, dentre outros.

Interações medicamentosas: Não há estudos sobre interações medicamentosas , mas as indicações populares orientam cautela em quem usa medicamentos para diabetes.

Efeitos adversos e/ou tóxicos: Não há relatos de efeitos adversos na literatura; um usuário relatou sangramento retal após o uso durante tres dias de 15 gotas de uma alcoolatura feita em casa.

Contra-indicações: Um estudo em laboratório demonstrou atividade citotóxica de seu extrato hidrometanólico e de sua fração diclorometano, principalmente devido à presença dos ácidos caurenóico e grandiflorênico em suas composições (RONAN,2009), porém não foram encontradas referências clínicas e/ou populares sobre toxicidade na literatura consultada.

Posologia e modo de uso: A população costuma usar alcoolatura com a parte aérea, com as flores ou com as flores sem as lígulas para uso externo. O chá abafado, usado popularmente contra a diabetes, é feito com as folhas colocando uma colher de sobremesa em uma xícara de água quente e tomar 3 xícaras ao dia.

Observações: Na medicina Ayurvédica é utilizada a espécie Wedelia calendulaceae para dor de cabeça , diarréia e distúrbios hepáticos.

 

 

Referências: 
BATISTA, R. et al. Diterpenos tripanosomicidas de Wedelia paludosa D.C. In: SIMPÓSIO DE PLANTAS MEDICINAIS DO BRASIL. 14, 1996. Florianópolis-SC. Programa e Resumos. [Florianópolis, 1996]. p. 177.

BLOCK, L. C. et al. Estudos adicionais sobre a composição química de Wedelia paludosa DC (Compositae). In: SIMPÓSIO DE PLANTAS MEDICINAIS DO BRASIL. 15, 1998. Águas de Lindóia,SP. Programa e Resumos. [São Paulo, 1998?]. p. 135.

BRESCIANI, L. F. V. et al. Estudo fitoquímico e farmacológico caomparativo de diferentes partes da Wedelia paludosa (Compositae). In: SIMPÓSIO DE PLANTAS MEDICINAIS DO BRASIL. 15, 1998. Águas de Lindóia,SP. Programa e Resumos. [São Paulo, 1998?]. p. 85.

CARVALHO, G. J. A. et al. Diterpenos, triterpenos e esteróides das flores de Wedelia paludosa. Química Nova São Paulo, v.24, n.1, p. 24-26, Jan./Fev. 2001. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-40422001000100006&lng=en&nrm=iso. Acesso em: 20 julho 2010.

MANCZAK, A. et al. Efeito antinociceptivo do extrato hidroalcoólico obtido da Wedelia paludosa DC. In: SIMPÓSIO DE PLANTAS MEDICINAIS DO BRASIL. 14, 1996. Florianópolis,SC. Programa e Resumos. [Florianópolis, 1996?]. p. 95.

MARCONDES-ALVES, Leandro et al. Kaurenoic acid extracted from Sphagneticola trilobata reduces acetaminophen-induced hepatotoxicity through inhibition of oxidative stress and pro-inflammatory cytokine production in mice. Natural Product Research, [s.l.], v. 33, n. 6, p.921-924, 20 dez. 2017.

MICHALAK, I. E. Apontamentos fitoterápicos da Irmã Eva Michalak. Florianópolis: EPAGRI, 1997. 60p.

RONAN, B. et al. Cytotoxicity of Wedelia paludosa D.C. extracts and constituents. Revista Brasileira de Farmacognosia, João Pessoa, v. 19, n.1a,p. 36-40, Jan./Mar. 2009. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-695X2009000100009&lng=en – Acesso em: 20 julho 2010.

ROSA, J. M. et al. Protective effect of crude extract from Wedelia paludosa (Asteraceae) on the hepatotoxicity induced by paracetamol in mice. Journal of Pharmacy and Pharmacology v.58, n.1, p. 137-142, jan 2006. Disponível em: http://www3.interscience.wiley.com/journal/123288476/abstract?CRETRY=1&SRETRY=0 – Acesso em: 20 julho 2010.

ROSSI, C. et al. Estudo do efeito hipoglicêmico do extrato hidroalcoólico de Wedelia paludosa em ratos diabéticos. In: SIMPÓSIO DE PLANTAS MEDICINAIS DO BRASIL. 15, 1998. Águas de Lindóia, SP. Programa e Resumos. [São Paulo, 1998?]. p. 71.

SCHLEMPER, S. R. et al. Avaliação das propriedades antiinfecciosas de algumas plantas medicinais da flora catarinense. In: SIMPÓSIO DE PLANTAS MEDICINAIS DO BRASIL. 14, 1996. Florianópolis,SC. Programa e Resumos. [Florianópolis, 1996?]. p. 125.

SCHLEMPER, S. R. M. et al. Atividade antibacteriana das frações semi-purificadas e dos princípios ativos isolados da Wedelia paludosa. In: SIMPÓSIO DE PLANTAS MEDICINAIS DO BRASIL. 15, 1998. Águas de Lindóia,SP. Programa e Resumos. [São Paulo, 1998?]. p. 53.

SCHLEMPER, S. R. de M. et al. Avaliação da atividade antifúngica, in vitro, de algumas plantas utilizadas na medicina popular para o tratamento de candidíase vaginal. In: SIMPÓSIO DE PLANTAS MEDICINAIS DO BRASIL. 15, 1998. Águas de Lindóia,SP. Programa e Resumos. [São Paulo, 1998?]. p. 53.

SILVA, R. C. Plantas Medicinais na Saúde Bucal. Vitória: [s. i.], 2001. p. 113.

VIEIRA, H. S. et al. Constituents from aerial parts of Wedelia paludosa. Fitoterapia, v.73, n.7, p. 854-856, 2001. Disponível em: http://link.periodicos.capes.gov.br/sfxlcl3?

VERMA, Ram S. et al. Essential oil composition ofSphagneticola trilobata(L.) Pruski from India. Journal Of Essential Oil Research, [s.l.], v. 26, n. 1, p.29-33, 26 jul. 2013.

SILVA, Cleber José da et al. Chemical composition and histochemistry of Sphagneticola trilobata essential oil. Revista Brasileira de Farmacognosia, [s.l.], v. 22, n. 3, p.482-489, jun. 2012.

FUCINA, Giovana et al. Topical anti-inflammatory phytomedicine based onSphagneticola trilobatadried extracts. Pharmaceutical Biology, [s.l.], v. 54, n. 11, p.2465-2474, 5 abr. 2016.

LANG, Keline et al. Biomonitored UHPLC-ESI-QTOF-MS 2 and HPLC-UV thermostability study of the aerial parts of Sphagneticola trilobata (L.) Pruski, Asteraceae. Talanta, [s.l.], v. 167, p.302-309, maio 2017.

http://buscador.periodicos.capes.gov.br:80

http://www.tropicos.org/- Acesso em: 14 de março de 2012.

Tags: Anti-inflamatórioAntibacterianaAnticonvulsivaCandidíaseTosse

ARNICA LÍNGUA-DE-VACA

28/12/2019 00:07

Chaptalia nutans  (L.) Polak.

Asteraceae (Compositae) 


SinonímiasTussilago nutans L., Gerbera nutans (L.) Sch. Bip., Thyrsanthema ebracteata Kuntze, Thyrsanthema nutans (L.) Kuntze, Chaptalia texana Greene, Chaptalia nutans var. texana (Greene) Burkart, Chaptalia leonina Greene, etc.

Nomes populares: língua-de-vaca, costa-branca, fumo-do-mato, erva-de-sangue, língua-de-vaca-miúda, tapira, buglossa, chamama, serralha-de-rocha, arnica (DRESCHER, 2001).

Características botânicas: Erva acaule, com raízes ramificadas, de origem brasileira. As folhas sem pecíolo, de cor branca na parte inferior, inteiras ou dentadas, saem da mesma base da planta e são tomentosas para baixo. As inflorescências são capítulos de flores, cor róseo-pálida, e se apresentam em hastes terminais, emergindo do centro das folhas. O fruto-semente (aquênio) apresenta um papilho plumoso (DRESCHER, 2001).

Partes usadas: Folhas, flores e raízes (DUKE, 2009).

Uso popular: Dores musculares, torções, contusões, lombrigas intestinais, úlceras, vulnerária (GUPTA, 1995), asma, catarro, resfriados, tosse, convulsões, dermatite seborréica (caspa), dermatoses, diabetes, dispepsia, flatulência, problemas gástricos, brônquicos, hepáticos, intestinais e pulmonares, pressão alta, impotência, icterícia, escrófula, dores de estômago, sífilis, vermes, feridas, dor de cabeça, doenças venéreas, amenorréia (DUKE, 2009), facilitar a menstruação, herpes simples, gonorréia, inflamações, cólicas abdominais, disenterias, ferimentos expostos (sumo das folhas) (DRESCHER, 2001).

Composição química: Óleo essencial, cumarinas, resinas, mucilagens, taninos, pigmentos, flavonóides, princípio amargo, sais minerais (DRESCHER, 2001) ácido parasórbico e 3α-hidroxi-5-metilvalerolactona (partes aéreas), prunasina (folhas).

Ações farmacológicas: Vermífuga (DUKE, 2009). Furanocumarinas isoladas de raízes mostrou atividade antibacterianas em bactérias gram positivas (xv spmb 1998 p.130)

um estudo em ratos mostrou que a ação anti-inflamatória do extrato foi mais eficaz do que a do infuso (PubMed).

Interações medicamentosas: não há estudos com esta espécie.

Efeitos adversos e/ou tóxicos: não há relatos.

Posologia e modo de uso: Uso externo: aquecer as folhas e aplicar em áreas doloridas e inflamadas; alcoolatura ou infusão para machucados e contusões. Uso interno: na literatura há indicação do uso de infusão ou decocção de folhas, flores e raízes (DUKE, 2009).

 

 

Referências: 
DRESCHER, L. (coord.). Herbanário da Terra: Plantas e Receitas. Laranja da Terra, ES: ARPA (Associação Regional dos Pequenos Produtores Agroecológicos), 2001. p. 84-85.

DUKE, J. A.; BOGENSCHUTZ-GODWIN, M. J.; OTTESEN, A. R. Duke’s Handbook of Medicinal Plants of Latin America. [S. I.]: CRC Press, 2009. p. 201-202.

FRANCO ,I.J. ; FONTANA V. L. Ervas & Plantas: a Medicina dos Simples. 9ª Ed., Erexim, RS: Editora Livraria Vida Ltda.,2004.

GUPTA, M. P. (ed.). 270 Plantas Medicinales Iberoamericanas. Santafé de Bogotá, D. C., Colômbia: CYTED-SECAB, 1995. p. 100-101.

MATOS, F. J. A. O Formulário Fitoterápico do Professor Dias da Rocha. 2 ed. Fortaleza: UFC, 1997. p. 155.

http://www.tropicos.org/Name/2709746 – Acesso em: 21 de março de 2012.

Rev Biol Trop. 1999 Dec;47(4):723-7. Anti-inflammatory activity of aqueous extracts of five Costa Rican medicinal plants in Sprague-Dawley rats. Badilla B1, Mora G, Poveda LJ.

Tags: AsmaCatarroContusõesConvulsãoDiabetesDor de cabeçaDor muscularFlatulênciaHipertensãoIcteríciaImpotênciaResfriadoTosseÚlceras

ANIS ESTRELADO

27/12/2019 17:14

Illicium verum  Hook.

Schisandraceae 


SinonímiasIllicium san-ki Perr.

Nomes populares: Anis-da-china, anis-estrelado, badiana.

Origem ou Habitat: É oriundo do sul da China e norte do Vietnam, cultivado nos trópicos (China, Indonésia, Japão, Filipinas) etc.

Características botânicas: Caracterizada por apresentar uma casca branca; grande folhagem composta por folhas pontiagudas, coriáceas e glabras; flores solitárias amarelas ou amarelo-rosadas, com 15-20 pétalas, perfumadas, similares a magnólias; e um fruto cor castanho-avermelhado, lenhoso, pedunculado, composto por 8 folículos que em sua abertura deixam ver uma semente aplanada brilhante em seu interior.

Partes usadas: Fruto composto (constituído por folículos) seco.

Uso popular: Segundo a Comissão E, os preparados da droga estão indicados no tratamento de transtornos dispépticos e catarros das vias respiratórias, de forma análoga ao anis verde (Pimpinella anisum).

Outros usos: falta de apetite, gastrites, enterites, flatulência, espasmos gastrointestinais, tosse, bronquite, repelente de insetos, e topicamente em micoses. Com menos freqüência como diurética, coadjuvante em diarréias e para aumentar o leite materno.

Tanto o anis estrelado como sua essência se empregam como corretores de sabor e odor na indústria farmacêutica, alimentícia e de bebidas.

Composição química: fruto contém 5-8% de óleo essencial, constituído em sua maior parte por trans-anetol (80-90%), metilchavicol, anisaldeído, limoneno, linalol, 4-terpineol, α-pineno,4-alilanisol; além de óleo fixo e taninos.

Ações farmacológicas: Tem ações semelhantes a erva-doce Pimpinella anisum) e ao funcho (Foeniculum vulgare).

Interações medicamentosas: Em doses elevadas, o óleo essencial pode ser tóxico, com efeitos narcóticos, delírio, anestesia e convulsões.

Efeitos adversos e/ou tóxicos: Efeitos negativos potenciais com o uso da planta.

Contra-indicações: Sensibilidade conhecida ao anis, ao anetol ou a outros compostos do óleo essencial.

Não se recomenda o óleo essencial de anis por via interna durante a gestação, lactância, crianças menores de seis anos ou a pacientes com gastrite, úlceras gastroduodenais, síndrome do intestino irritável, colite ulcerosa, enfermidade de Crohn, hepatopatias, epilepsia, Parkinson ou outras enfermidades neurológicas.

Posologia e modo de uso: Infusão ou decocção de 0,5-1g de frutos por xícara de água por dia, depois das refeições. Em geral se utilizam duas estrelas por litro d’água.

Observações: Existe um grave perigo de intoxicação com a falsificação do anis estrelado (Illicium verum) pelo fruto de outra espécie Illicium religiosum Sieb. et Zucc. (Illicium anisatum L.), denominado de badiana-do-japão ou anis-estrelado-japonês, o qual não contém anetol, mas contém compostos tóxicos como a anisatina e isoanisatina.

 

Referências: 
ALONSO, J. Tratado de Fitofármacos y Nutracéuticos. Rosario, Argentina: Corpus Libros, 2004. p. 159-162.

BLUMENTHAL, M (ed.). The Complete German Comission E Monographs: Therapeutic Guide to Herbal Medicines. Austin, Texas: American Botanical Council, 1998. p. 215-216.

CUNHA, A. P.; SILVA, A. P.; ROQUE, O. R. Plantas e Produtos Vegetais em Fitoterapia. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, 2003. 126p.

LIMA, R. K. et al. Composição dos Óleos Essenciais de Anis-estrelado (Illicium verum L.) e de Capim-limão (Cymbopogon citratus (DC.) Stapf): Avaliação do Efeito Repelente sobre Brevicoryne brassicae (L.) (Hemiptera: Aphididae). BioAssay, 3,8, 2008. Disponível em: http://www.bioassay.org.br/articles/3.8/. Acesso em: 07 julho 2010.

PADMASHREE, A. Star-anise (Illicium verum) and black caraway (Carum nigrum) as natural antioxidants. Food Chemistry, v. 104, n. 1, p. 59-66, Set. 2007. Disponível em: http://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0308814606008594 – Acesso em: 2 de junho de 2011.

TECHEN, N. Detection of Illicium anisatum as adulterant of Illicium verum. Planta Medica, 4. ed. 75, p. 392-395, Mar. 2009.

YAN, J.; XIAO, X.; HUANG, K. Component analysis of volatile oil from Illicium verum Hook. f. Journal of Central South University of

Technology, 2002. vol 9, n. 3.

http://www.mdidea.com/products/new/new04303.html – Acesso em: 02 de junho de 2011.

http://wikimedia.org/wikipedia/commons/6/62/Illicium_verum_2006-10-17.jpg – Acesso em: 02 de maio de 2011.

http://www.fitoterapia.net/vademecum/plantas/116.html – Acesso em: 18 de janeiro de 2008.

http://www.tropicos.org/Name/50079582?tab=synonyms – acesso em 11 de julho de 2012

Tags: BronquiteCatarroCorretor de saborDiuréticoEnteriteFlatulênciaGastriteRepelenteTosse

AMORA-BRANCA

27/12/2019 16:48

Morus alba  L.

Moraceae 


Sinonímias:Morus atropurpurea Roxb., Morus alba var. tatarica (L.) Ser., Morus australis Poir., Morus indica L., Morus intermedia Perr., Morus multicaulis Perr., Morus tatarica L.

Nomes populares: Amora, amora-branca, white mulberry, sang, sang ye (folium mori), sang bai pi (cortex mori), tut / tutri / tut kishmishmi (Pakistan), etc.

Origem ou Habitat: China. Naturalizada e amplamente cultivada em áreas de clima temperado quente, tropical, subtropical e mediterrânico, desde o nível do mar até aos 2000m de altitude.

Características botânicas: Árvore média a pequena, com 10 a 20 m de altura, crescimento médio a rápido, longevidade média. Tronco castanho alaranjado quando novo, cinzento e cada vez mais gretado com a idade. A casca é doce, quando mastigada.

Folha: Caduca (exceto em clima tropical), alterna, verdemédio, com 5 a 30 cm. FLOR: Em amentilhos com 1 a 3,5 cm, esverdeados com sexos separados na mesma árvore.

Fruto: Conjunto de frutos carnudos de 1 a 2,5 cm, branco a vermelho, comestível.

Época da floração: Primavera. Época da frutificação: Verão. Propagação: Por semente, garfo ou estaca. Dispersão: Por aves, através da ingestão do fruto e excreção das sementes.

Partes usadas: Folhas, ramos, casca das raízes, frutos.

Uso popular: Morus alba (mulberry) é cultivada no leste dos Países asiáticos, como a China, Japão e Coréia. A sua folha é principalmente utilizada na alimentação de bichos da seda (Bombyx mori L.), também é usada na medicina tradicional chinesa há séculos, contêm substâncias que são benéficas na prevenção e para aliviar “Xiao Ke” (diabetes).

Folha (constipações, gripes, inflamações dos olhos, elefantíase);

Fruto (incontinência urinária, hipertensão, embranquecimento prematuro do cabelo, diabetes);

Casca da raiz (asma, bronquite, diabetes, tosse);

Raminhos(hipertensão, reumatismo, dores de dentes).

Para prevenir e aliviar os sintomas da menopausa ou climatério.

Composição química: Estilbenos, cis-mulberroside A, antocianidinas (resveratrol) e Flavonóides (quercetina, rutina, moracetina e artocarpina, mulberrin (I), mulberrochromene (II), cyclomulberrin (III), e cyclomulberrochromene (IV)) , pectinas, açúcares.

Num artigo científico chinês de 2012, em extratos de culturas de células de Morus alba, Oito compostos foram isolados: isobavachalcone (1), genisteína (2), norartocarpetin (3), albanin A (4), guangsangon E (5), mulberrofuran F (6), chalcomoracin (7), kuwanon J (8). Os compostos 3-6 foram isolados a partir das culturas celulares de M. alba, pela primeira vez.

Ações farmacológicas: Analgésica, anti-inflamatória, anti-artrítica, hipo-lipidêmica, diurética. Há algumas evidências de sua ação estrogênica e antidiabética.

Interações medicamentosas: Não encontrado.

Efeitos adversos e/ou tóxicos: As amoras verdes e a seiva podem apresentar toxidade, embora de baixo grau, se comidas.

Contra-indicações: Não encontrado.

Observações: Nos países tropicais as Amoreiras podem ter folhas o ano inteiro. As folhas novas ou das árvores novas são lobuladas, podendo chegar aos 30 cm, enquanto as das árvores velhas não ultrapassam, geralmente, os 15 cm e são serradas. Os conjuntos de flores masculinas são cerca de 1 cm maiores que o conjunto de flores femininas. O conjunto dos frutos das Amoreiras brancas chama-se Sorose e inclui as brácteas, os pedicelos, as peças florais e o eixo, que se tornam também carnudos. As flores disparam o pólen para o ar, através da libertação da energia elástica acumulada nos estames. O movimento resultante excede em mais de metade a velocidade do som, o que o torna o movimento mais rápido conhecido no mundo das plantas.

CURIOSIDADES HISTÓRICAS:

O cultivo da Amoreira branca começou há 4 000 anos, na China, para o fabrico da seda;

Só no século VI é que a Amoreira Branca foi introduzida na Europa, quando o Imperador Romano e Bizantino Justiniano promoveu a cultura dos Bichos-da-Seda;

Segundo Plínio, os gomos das Amoreiras são os últimos a rebentar, quando todo o frio já passou, pelo que esta espécie, com este mecanismo de sobrevivência sensato que possui, foi dedicada, pelos Antigos, a Minerva, Deusa da Sabedoria;

Carlos Magno, Rei dos Francos, dado o seu gosto por esta árvore, plantou-a nos seus jardins em 812 D.C.;

Ovídeo (43 A.C.-17 D.C.), no seu livro Metamorfoses, conta a história de dois amantes, Piramus e Thisbe, cujo romance era proibido pelos pais, se suicidaram debaixo de uma Amoreira e pediram a Deus que os frutos fossem vermelhos para lembrar aos homens o sangue que derramaram

 

 

Referências: 
DESHPANDE, V. H.; Parthasarathy, P. C.; Venkataraman, K. “Four analogs of artocarpin and cycloartocarpin from Morus alba”. From Tetrahedron Letters (1968), (14), 1715-19. – Acesso 9 OUT 2015.

EUN-MI CHOI, Jae-Kwan Hwang – “Effects of Morus alba leaf extract on the production of nitric oxide, prostaglandin E2 and cytokines in RAW264.7 macrophages” – Department of Biotechnology and Bioproducts Research Center, Yonsei University, Seoul, 120-749, Korea, 2005. – Acesso 9 OUT 2015.

KIM, Jae-Soo; Kwak, Bo-Yeon; Yi, Kwontaek; Lee, Jaekyoung “Phytoestrogen composition for preventing and relieving climacteric or menopausal symptoms”. From PCT Int. Appl. (2010), WO 2010120133 A2 20101021, Korea. (Scifinder) Acesso 13 OUT 2015.

http://www.cm-leiria.pt/uploads/writer_file/document/788/20120817154954657958.pdf – Acesso 9 OUT 2015.

http://www.tropicos.org/Name/21300010?tab=synonyms – Acesso 9 OUT 2015.

XIAO MAA, N. I. et all. – “Morus alba leaf extract stimulates 5-AMP-activated protein kinase in isolated rat skeletal muscle” – Kyoto University Graduate School of Human and Environmental Studies, Yoshida-Nihonmatsu-Cho, Sakyo-ku, Kyoto 606-8501, Japan / Journal of Ethnopharmacology 122 (2009) 54–59. Acesso 9 OUT 2015.

Pharmacophore 2014, Vol. 5 (1), 160-182 USA CODEN: PHARM7 ISSN 2229-5402 – Review Article A REVIEW ON PHYTOCONSTITUENTS FOR NEPHROPROTECTIVE ACTIVITY – Raja Sundararajan*, Akhil Bharampuram and Ravindranadh Koduru GITAM Institute of Pharmacy, GITAM University, Visakhapatnam, Andhra Pradesh, Pincode-530 045, India. Acesso 9 OUT 2015.

Zhongguo Zhong Yao Za Zhi. 2012 Dec;37(24):3738-42. [Chemical constituents from cell cultures of Morus alba]. [Article in Chinese] Tao XY1, Zhang DW, Chen RD, Yin YZ, Zou JH, Xie D, Yang L, Wang CM, Dai JG. – Acesso 13 OUT 2015.

Tags: AntigripaisAsmaBronquiteConstipaçãoElefantíaseHipertensãoHipoglicemianteReumatismoTosse

ALFAVACA-CRAVO

27/12/2019 01:05

Ocimum gratissimum  L.

Lamiaceae (Labiatae) 


SinonímiasOcimum guineense Schumach. & Thonn., Ocimum viride Willd., Ocimum suave Willd.

Nomes populares: Alfavacão, alfavaca-cravo, alfavaca, manjericão-cheiroso, alfavaca-de-vaqueiro, remédio-de-vaqueiro, etc.

Origem ou Habitat: Originário do Oriente e subespontâneo em todo o Brasil.

Características botânicas: Existem vários quimiotipos, descreveremos resumidamente o designado como eugenolífero: subarbusto aromático, lenhoso, perene, atinge até 2,5 m de altura. Possui caule pubescente quando novo, quadrangular e lenhoso na base. As folhas tem aroma forte e agradável que lembra o cravo-da-índia (Syzygium aromaticum (L.) Merr.& L. M. Perry), são opostas, pecioladas, ovado-oblongas, com os bordos dentados, membranáceas, acuminadas, pubescentes em ambas as faces, de 4-8 cm de comprimento. As inflorescências são terminais ou axilares. As flores pequenas, roxo-pálidas ou amarelo-esverdeadas, dispostas em racemos paniculados eretos e geralmente em grupos de três. Fruto tipo cápsula, pequeno, possuindo 4 sementes esféricas.

Partes usadas: folhas e inflorescências.

Uso popular: a região da Mata Atlântica, o banho preparado com as folhas é usado externamente para combater qualquer tipo de micose. Os banhos também são considerados antigripais, especialmente em crianças e, para tratar casos de nervosismo e paralisia. O xarope das folhas com mel é usado contra tosses, dores de cabeça e bronquites. A infusão das folhas é usada em afecções da boca. A decocção das raízes é usada contra diarréias, distúrbios do estômago, dores de cabeça e como sedativo para crianças. Considerada carminativa, sudorífica, diurética, estimulante, repelente, antisséptica e febrífuga. As folhas também são usadas como condimento em culinária, por seu sabor e odor semelhante ao do cravo-da-índia (Syzygium aromaticum (L.)Merr.& L. M. Perry.

Composição química: O óleo essencial das folhas contém: eugenol (77,3%), 1,8-cineol (12,1%)(Nordeste do país), β-cariofileno, o-cimeno, p-cimeno, carvacrol, canfeno, limoneno, a-pineno, b-pineno, geraniol, timol, gratissimeno, linalol, b-elemeno, b-cubebeno, citral, cânfora, a-tujeno, a-humuleno, etc.

O teor máximo de eugenol ocorre às 12:00h enquanto o 1,8-cineol, tem seu maior teor pela manhã e no final do dia (Lorenzi & Matos, 2008).

A planta contém também taninos, esteróides, triterpenóides e carboidratos.

Ações farmacológicas: Seu óleo essencial tem ação bactericida, anestésica e analgésica; muito desta ação é devido ao eugenol.

Possui princípio balsâmico de ação antisséptica pulmonar e expectorante relacionado ao 1,8-cineol.

O óleo essencial apresenta atividade antimicrobiana contra bactérias enteropatogênicas.

A planta também age como larvicida e repelente de insetos de longa duração.

Contra-indicações: Deve ser evitado na gravidez, principalmente no primeiro trimestre, pela possível ação teratogênica; e em crianças pequenas.

Posologia e modo de uso: Infusão: preparada adicionando-se água fervente em 1 xícara de chá contendo uma colher de sobremesa das folhas picadas, 3 vezes por dia. Para afecções da mucosa oral, fazer bochecho com a infusão. Para o preparo dos banhos, faz-se a infusão mais concentrada, utilizando mais folhas e adiciona-se à água do banho.

Observações: Em amostras coletadas em Itajaí/SC, o teor de óleo essencial nas folhas variou entre 0,6% a 1,24%(base seca), apresentando como principais componentes o eugenol (39,41%), cariofileno (7,42%), geraniol e timol (SILVA JUNIOR, A.A., 2003).

2). Acessos genéticos de O. gratissimum podem ser divididos em seis grupos químicos:

1º(timol:a-copaeno), 2º(eugenol:espatulenol), 3º(timol:p-cimeno), 4º(eugenol:X-muuroleno), 5º(eugenol:timol) e 6º(espatulenol:geraniol)(SILVA JUNIOR, A.A., 2003).

3). Na Índia ocorre a raça química tipo cinamato de etila.

 

Referências: 

DI STASI, L.C.; HIRUMA-LIMA, C.A. Plantas medicinais na Amazônia e na Mata Atlântica. 2.ed. 2.ed. Colaboração de Alba Regina Monteiro Souza-Brito, Alexandre Mariot, Claudenice Moreira dos Santos. São Paulo: Editora UNESP, 2002. p.420-421.

DRESCHER, L. (coord.). Herbanário da Terra: Plantas e Receitas. Laranja da Terra,ES: ARPA (Associação Regional dos Pequenos Produtores Agroecológicos), 2001. p. 25.

FRANCO, G. Tabela de composição química dos alimentos. 9.ed. [S. I.]: Atheneu, 1992.

LORENZI, H.; MATOS, F. J. A. Plantas Medicinais no Brasil: nativas e exóticas. 2.ed. Nova Odessa, SP: Instituto Plantarum, 2008. 253 p.

MATOS, F. J. A. O Formulário Fitoterápico do Professor Dias da Rocha. 2 ed. Fortaleza: UFC Edições, 1997. 58p.

SILVA JUNIOR, A.A. Essentia herba: Plantas bioativas. Florianópolis: Epagri, 2003. p. 102-110.

http://www.tropicos.org – Acesso em: 20 de maio de 2011

Tags: AntigripaisAntissépticaBronquiteCarminativaCondimentoDiarreiasDiuréticoDor de cabeçaMicoseRepelenteSudoríficaTosse

ALFAVACA ANISADA

27/12/2019 00:58

Ocimum selloi  Benth.

Lamiaceae (Labiatae) 


SinonímiasOcimum carnosum (Spreng.) Link & Otto ex Benth.(é considerado o nome legítimo pelo catálogo de plantas e fungos do Brasil de 2010) , Ocimum selloi var. genuinum (Benth.) Briq., Ocimum selloi var. carnosum Briq.

Nomes populares: Alfavaca-anisada, alfavaca-cheiro-de-anis, alfavaca-anis, anis, erva-doce, elixir-paregórico, alfavaquinha, erva-das-mulheres, atroveran, alfavaca preta.

Origem ou Habitat: Regiões Sul e Sudeste do Brasil.

Características botânicas: É herbácea, até um metro de altura, raramente chegam a 2m. Caule ereto, com pubescência retrorsa até o ápice. Folhas de 1,5 – 9 cm de comprimento por 1 – 4,5cm de largura., sub-romboidais até ovadas, agudas ou acuminadas, quase inteiras até serradas, com pêlos curtos sobre as margens e as nervuras, pecíolos de comprimentos variados. Inflorescências em pequenos rácimos bracteados de até 20cm de comprimento. Brácteas de 2 – 3,5 mm de comprimento, glabras ou pubescentes, com bordos pilosos. Cálice campanulado de 2,5 – 3,5 mm de comprimento na flor e até 1 cm no fruto. Lobo superior suborbicular, de 1,5 – 2,5 mm de diâmetro, cujos dentes inferiores ultrapassam, igualam ou não o lobo superior. Corola rosada, azul ou morada, de 3,5 – 6 mm de comprimento, com pêlos mais visíveis na metade superior do tubo. Filamentos superiores de 2,5 – 4 mm de comprimento e os inferiores de 2 – 3,5 mm. Anteras com tecas divergentes. Disco com o bordo 3- 4 lobado. Estilete de 4 – 6 mm de comprimento. Clusas de 1,5 – 2 mm de comprimento elipsóide- trígonas ou levemente tetrágonas, castanho-escuras, com estrias suaves, reticuladas e mucilaginosas.

Partes usadas: Folhas e inflorescências.

Uso popular: Em cólicas, “dor de barriga”, temos a experiência de associá-la a marcela  (Achyrocline satureoides) com bons resultados, tosse, bronquite, febre, resfriado e como carminativo e digestivo.

Associamos com mil-folhas (Achillea milefolium), erva-cidreira (Melissa officinalisI) ou Lippia citrodora para tratar tensão pré-menstrual (TPM), também com bons resultados.

Composição química: Óleo essencial contendo principalmente trans-anetol, metil-chavicol (estragol) e metil-eugenol; taninos, saponinas e pigmentos. Pesquisas demonstraram que o rendimento do óleo essencial é maior nas inflorescências (0,6%) do que nas folhas (0,25%).

-Óleo essencial:Metilchavicol, trans – β – ocimeno, trans – anetol, dentre outros.

Ações farmacológicas: Antidiarréico, antiespasmódico, analgésico e antiinflamatório.

Efeitos adversos e/ou tóxicos: Nas doses indicadas não há relatos de toxicidade.

Contra-indicações: Devido à falta de maiores estudos , não é indicado para gestantes e lactantes.

Posologia e modo de uso: Infusão: uma colher de sopa de folhas e/ou inflorescências frescas picadas para uma xícara de água. Tomar 3 a 4 xícaras ao dia , por até 2 semanas.

Infusão para TPM: 5 folhas de alfavaca anisada (Ocimum selloi) + 5 folhas de erva cidreira (Melissa officinalis ou Lippia citrodora) + 1/2 folha de mil folhas (Achillea milefolium). Tomar 2 a 3 xícaras ao dia durante quinze dias.

Observações: Existem vários quimiotipos desta espécie, alguns sem o cheiro semelhante ao do funcho ou erva doce.

 

 

Referências: 
ALONSO, J. Tratado de fitofármacos y nutracéuticos. Rosario, Argentina: Corpus libros, 2004. 1360p.

AMARAL, C. L. F. ; CASALI, V.W.D. Identificação e Caracterização de populações de alfavaca (Ocimum selloi Benth.) por meio de marcadores isoenzimáticos. Revista Brasileira de Plantas Medicinais, [S. I.], v.2, n.2, p. 9-15, 2000.

BURKART. Flora Ilustrada de Entre Rios (Argentina). Buenos Aires, 1974. Colección INTA. Ministério de Agricultura y Ganadería de la Nación. Parte V- Dicotiledóneas metaclamídeas. p. 315-316.

HARLEY, R. et al. . Lamiaceae in Lista de Espécies da Flora do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Disponível em: http://floradobrasil.jbrj.gov.br/2012/FB036586 – Acesso em: 17 de maio de 2011.

LORENZI, H.; MATOS,F. J. A. ,Plantas Medicinais no Brasil: nativas e exóticas cultivadas. Nova Odessa, SP: Instituto Plantarum, 2002.

MARTINS, E. R. Estudos em Ocimum selloi Benth.: isoenzimas, morfologia e óleo essencial. In:MING, L.C. et al. (Eds.) Plantas Medicinais, Aromáticas e Condimentares: Avanços na pesquisa agronômica. Botucatu: UNESP, 1998. p.97-125.

MORAES, L. A. S. et al. Phytochemical characterization of essential oil from Ocimum selloi . Anais da Academia Brasileira de Ciências , (2002.) p.183-186.

VANDERLINDE, F. A. et al. Atividades Farmacológicas Gerais e Atividade antiespasmódica do extrato etanólico de Ocimum selloi Benth. (elixir paregórico). In: XIII SIMPÓSIO DE PLANTAS MEDICINAIS DO BRASIL, 1994. Fortaleza,CE. Anais.Fortaleza: UFC 1994.

VANDERLINDE, F. A. et al. Atividade antiinflamatória e analgésica do extrato etanólico de Ocimum selloi Benth. (elixir paregórico). In: XIII SIMPÓSIO DE PLANTAS MEDICINAIS DO BRASIL, 1994 Fortaleza,CE. Anais.. Fortaleza: UFC, 1994.

www.tropicos.org – Acesso em: 17 de maio de 2011.

Fitoterapia. 2008 Dec;79(7-8):569-73. Epub 2008 Jul 11. Analgesic and antidiarrheal properties of Ocimum selloi essential oil in mice. Franca CS, Menezes FS, Costa LC, Niculau ES, Alves PB, Pinto JE, Marçal RM. Source Physiology Department (DFS), Federal University of Sergipe, São Cristovão, Sergipe, CEP 49.100-000, Brazil.

FACANALI, Roselaine et al. Genetic and chemical diversity of native populations of Ocimum selloi Benth. Industrial Crops And Products, [s.l.], v. 76, p.249-257, dez. 2015.

Tags: BronquiteCarminativaCólicaDigestivaFebreResfriadoTosse

ALFAVACA

27/12/2019 00:47

Ocimum basilicum  L.

Lamiaceae (Labiatae) 


SinonímiasOcimum thyrsiflorum L., Ocimum basilicum var. thyrsiflorum (L.) Benth.

Nomes populares: Alfavaca-cheirosa, basilicão, basilico-grande, manjericão-de-molho, folhas-largas-dos-cozinheiros, manjericão-da-folha-larga, manjericão-doce.

Origem ou Habitat: Ásia tropical.

Características botânicas: É uma erva anual com caule quadrangular muito ramificado, quase glabro na base e com pelos macios no topo, cerca de 60 cm de altura, formando touceira. Folhas com 2,5 – 7,5 cm de comprimento, 1,5 – 4 cm de largura, simples, opostas, pecioladas, ovadas ou ovadas-lanceoladas, com margens serradas ou inteiras e ciliadas. Inflorescência tipo cacho terminal, com 6 flores em cada nó. Flores brancas ou ligeiramente violáceas, cerca de 0,8cm de comprimento, formando pseudo-umbelas axilares nas partes superiores dos ramos ou nas extremidades dos galhos.

Partes usadas: Folhas e sumidades floridas.

Uso popular: As folhas são usadas internamente como estomáquico, carminativo, antiespasmódico, em gastrite, constipação, em reumatismo, inflamação das mucosas do trato urogenital e, eventualmente, como diurético e galactagogo, além de estimulante do apetite. O infuso das partes aéreas é também indicado contra catarro, em casos de tosse, coqueluche, rouquidão (chá adicionado de gemada, uma gema de ovo batida com açúcar), em casos de inflamação das vias urinárias, e para casos de frieira. Externamente, o infuso é recomendado para banhos.

Como gargarejo em inflamações da garganta e aftas, bem como na preparação de compressas para feridas.

O extrato alcoólico pode ser incorporado em pomadas para o tratamento de feridas de difícil cicatrização.

Composição química: Nas partes aéreas: óleo essencial contendo linalol, estragol, eugenol, pineno, cineol, lineol, cinamato de metila, etc.; flavonóides principalmente xantomicrol e heterosídeos da quercetina e do kaempferol; cumarina (esculetina);

Análise alimentícia sobre 100 g de folhas frescas: calorias 43, água 86,5%, proteínas 3,3g, lipídeos 1,2g, hidratos de carbono 7g, fibras 2g, cinzas 2g, cálcio 320mg, fósforo 38mg, ferro 4,8mg, sódio 12mg, potássio 429mg, caroteno 4500ug, tiamina 0,08mg, riboflavina 0,35mg, niacina 0,80mg e ácido ascórbico 27mg.

Ações farmacológicas: A atividade anti-ulcerogênica de extratos aquosos e metanólicos das folhas parece estar relacionada aos flavonóides presentes.

O óleo essencial possui atividades anti-helmíntica, antifúngica in vitro e antimicrobiana.

Interações medicamentosas: Não há relatos.

Efeitos adversos e/ou tóxicos: Nas doses indicadas não apresenta toxicidade. Evitar o uso do óleo essencial.

Contra-indicações: O chá não é adequado durante a gravidez.

Posologia e modo de uso:  O infuso é preparado com 1 – 2 colheres de chá (2 – 4 g) de folhas rasuradas adicionadas a 150 ml de água fervente, se necessário use durante 15 dias e faça uma pausa de 7 dias.

pode ser usada a tintura de alfavaca para tratar micose de unha, uma gota embaixo da unha 2 vezes ao dia.

Observações: Existem várias raças, subespécies ou quimiotipos de Ocimum basilicum L., além de outras espécies de Ocimum. O Ocimum americanum L. também conhecido como manjericão ou manjericão de folha miúda (foto abaixo) é usada para os mesmos fins da O. basilicum L.. Outra espécie (Ocimum sp.) muito apreciada na Ilha de Santa Catarina é chamada alfavaca de peixe (foto abaixo).

 

Referências: 
ALONSO, J. Tratado de Fitofármacos y Nutracéuticos. Rosario, Argentina: Corpus Libros, 2004.

BISSET, N.G. (Ed.) Herbal Drugs and Phytopharmaceuticals. 4.ed. Stuttgart Medpharm, Boca Raton: CRC Press, 1994.

CORDEIRO, H.M. et al. Atividade antifúngica in vitro de óleos essenciais contra o gênero Tri-Chophyton. In: XIV SIMPÓSIO DE PLANTAS MEDICINAIS DO BRASIL,1996, Florianópolis. Resumos. p. 151.

GIRRE, L. La Santé Par Les Plantes. Rennes: Edilarge S.A., 1992.

HOPPE, H. A. Taschenbuch der Drogenkunde. Berlin: Walter de Gruyter, 1981.

NAKAMURA, C.V. Atividade antifúngica do óleo essencial de Ocimum gratissimum L. In: In: XIV SIMPÓSIO DE PLANTAS MEDICINAIS DO BRASIL,1996, Florianópolis. Resumos. p. 125.

POUSSET, J. L. Plantes Medicinales Africaines: Utilization Pratique. Paris: Agence de Cooperation Ellipses Culturelle et Technique, 1989.

THESEN, R.; SCHULZ, M.¡ BRAUN, R. Ganz oder teilweise negativ bewertete Arzneistoffe. Basilicumöl Pharm. Ztg., v.137, n.38, p.2-2900, 1992.

VAN HELLEMONT, J. Compendium de phytothérapie. Bruxelles: Association Pharmaceutique Belge, 1986.

http://www.tropicos.org Acesso em: 17 de maio de 2011.

http://www.hawriverprogram.org/NCPlants/Ocimum_basilicum_page.html Acesso em: 03 de junho de 2011.

Tags: AftasAntiespasmódicoCarminativaCatarroConstipaçãoDiuréticoGastriteReumatismoRouquidãoTosse

ADOÇANTE-MEXICANO

26/12/2019 10:50

Lippia dulcis  Trevir.

Verbenaceae 


Sinonímias:

Phyla dulcis (Trevir.)Moldenke.

Nomes populares: Segundo o site de botânica (http://www.tropicos.org/Name) a nomenclatura científica aceita atualmente é Phyla scaberrima (A. Juss. ex Pers.) Moldenk.
Origem ou Habitat: América Central. Cresce em solos de bosques, margens de pântanos, ou em pastos, desde o nível do mar até 1800m de altitude. É encontrada na Guatemala, México, Honduras britânicas até a Colômbia .

Características botânicas: É uma planta perene, mede até 40 cm de altura. As folhas medem de 1-6 cm de comprimento, são aromáticas. Inflorescências em capítulos, flores esbranquiçadas. A raiz, quando mastigada, tem sabor de licor.
Partes usadas: Folhas.

Uso popular: Na América Central a Lippia dulcis é usada para o tratamento da tosse, bronquite e retenção urinária. No México é usada também como emenagogo e como abortivo..

Composição química: A composição do óleo essencial varia muito, depende do local de coleta, meses do ano e outras variantes. Na Guatemala (2006) foram encontrados os seguintes compostos no óleo essencial: 6-metil-5-hepten-2-ona, 3-metil-2-ciclohexen-1-ona, α-copaeno, β-cariofileno, β-farneseno, Germacreno D, biciclogermacreno, γ-cadineno, espatulenol, α-bisabolol.

OBS.:O sesquiterpenóide hernandulcin (derivado do bisaboleno), substância 1000 vezes mais doce que a sacarose, encontrado nesta planta em Porto Rico, não foi identificado neste estudo, provavelmente devido às diferenças na metodología de extração. É importante notar que a 6-metil-5-hepten-2-ona e a 3-metil-2-ciclohexen-1-ona são fragmentos da pirólise de hernandulcin.( Os autores)

Resultados obtidos no México (monoterpenóides, 86.3%; cânfora como componente principal).

Na Colômbia: alfa-copaeno (18,0%), beta-cariofileno (17,8%), e delta-cadineno (14,7%). O sesquiterpeno de sabor doce, hernandulcin, (1,1%).

Em outras pesquisas, alguns pesquisadores usaram um método de extração para o hernandulcin (Supercritical fluid extraction of hernandulcin from Lippia dulcis Trev.) e conseguiram 41,9 ± 0,01% (massa de hernandulcin relação à massa inicial da ext. na amostra).

Efeitos adversos e/ou tóxicos: variedades químicas podem ter a presença de cânfora, o que contra indica o uso interno em altas doses ou uso continuado.

Contra-indicações: Grávidas não devem usar esta planta. Evitar o uso como adoçante.

Referências: 
MORENO-MURILLO, Quijano-Célis C, Romero AR, Pino JA. “Essential oil from leaves of Lippia dulcis grown in Colombia.” Nat Prod Commun. 2010 Apr;5(4):613-4. Acesso 24 AGO 2015.

PÉREZ SABINO, J.F. et all “Composição do óleo essencial de Phyla dulcisTrev. de uma população da Guatemala.” Núcleo de Pesquisas de Produtos Naturais, CCS– Bloco H, Ilha do Fundão–Rio de Janeiro–RJ, 21941-5902 Facultad de C.C.Q.Q. y Farmacia, USAC, Edif.T-12, Ciudad universitaria Z. 12, Guatemala (2006). Acesso 24 AGO 2015.

Francisco de Oliveira, Patricia; Machado, Ricardo Antonio Francisco; Bolzan, Ariovaldo; Barth, Danielle “Supercritical fluid extraction of hernandulcin from Lippia dulcis Trev.” Journal of Supercritical Fluids (2012), 63, 161-168. (Scifinder, art.20) Acesso 24 AGO 2015.

http://www.tropicos.org/Name/33700802- Acesso 24 AGO 2015.

Tags: AbortivoBroncodilatadoraTosse
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