ERVA-BALEEIRA

10/01/2020 15:30

Varronia curassavica  Jack.

Cordiaceae


Sinonímias: Cordia verbenacea DC., Varronia verbenacea (DC.) Borhidi, Cordia curassavica auctt. bras. ex Fresen, Cordia salicina DC.

Nomes populares:  Erva-balieira, erva-baleeira, erva-preta, maria-preta, maria-milagrosa, catinga-de-barão, caramona, mijo-de-grilo, milho-de-grilo, salicina, cheiro-de-tempêro.

Origem ou Habitat: Regiões litorâneas do Sudeste e Leste brasileiro.

Características botânicas:  Arbusto ereto, muito ramificado, aromático, com a extremidade dos ramos um pouco pendente e hastes revestidas por casca fibrosa, medindo de 1,5 a 2,5m de altura. Folhas simples, alternas, serrilhadas, coriáceas, verrugosas e aromáticas, de 5-9 cm de comprimento. Inflorescências racemosas terminais com pequenas flores brancas, de 10-15 cm de comprimento. Os frutos são cariopses esféricas e vermelhas.

Partes usadas: Folhas.

Uso popular:  É amplamente utilizada na medicina caseira nas regiões litorâneas do Sudeste e Leste brasileiro, onde é considerada antiinflamatória, cicatrizante, diurética, antiartrítica, analgésica, tônica e antiulcerogênica.

É usada para as seguintes afecções: reumatismo, artrite reumatóide, gota, dores musculares e da coluna, prostatites, nevralgias e contusões e também para feridas externas e úlceras. É comum seu uso entre os pescadores da região litorânea. Usuários que ingerem o chá abafado ( infusão ) relatam melhora de sintomas dispépticos e aumento da diurese, além da melhora dos sintomas dolorosos para o qual foi indicada.

Composição química:  Os princípios ativos básicos são o óleo essencial e os flavonóides. Principais componentes do óleo essencial: α-tuyeno (12%), α-pineno (5%), trans-cariofileno, tuya-2,4(10)-dieno (0,4%), sabineno (2,5%), β-cariofileno (6,8%), α-humuleno (1,3%), allomadendreno (1,8%), germacreno D (6,6%), biciclogermacreno (5,3%), α-muuroleno (0,7%), α-cadineno (traços), δ-cadineno (16,8%), elemol (3,3%), germacreno D-4-ol (5,0%), neo-5-cedranol (14,8%); Principais flavonóides: sitosterol (Lins et al.); 5-hidroxi-3,6,7,3´,4´-pentametoxiflavona (artemetina) (Sertieé et al., 1990) (Lins et al.); 5,6´-diidroxi-3,3´,4´,6,7-pentametoxiflavona (Lins et al.); 7,4´- diidroxi-5´-carboximetóxi isoflavona e 7,4´- diidroxi-5´- metil isoflavona (Ameira, et al. 2006).

Ações farmacológicas: Antiinflamatória, diurética, antiartrítica, analgésica, tônica e antiulcerogênica.

Interações medicamentosas: Interações descritas com a utilização da planta e outros farmacos.

Efeitos adversos e/ou tóxicos: Estudos in vivo não mostraram toxicidade e não há relatos de efeitos adversos.

Contra-indicações:  Por falta de maiores estudos é desaconselhado para gestantes.

Posologia e modo de uso: Uso interno: Infusão: 5 folhas picadas para 1 xícara de água fervente. Abafar por 15 minutos, coar e tomar 1 xícara 3x ao dia.

Uso externo: Cataplasma, creme ou pomada.

Observações: Os frutos são apreciados pelos pássaros.

Existe uma espécie assemelhada, chamada de Trinca-Trinca (Cordia monosperma), usada popularmente como antiinflamatória para combater hemorróidas, na forma de banho de assento.

 

Referências:
AMEIRA, O.A. et al. Estabelecimento de cultura de células em suspensão e identificação de flavonóides em Cordia verbenacea DC. Revista Brasileira de Plantas Medicinais, Botucatu, v. 11, n. 1, p. 7-11, 2009.

FERRAZ, E. O. Cordia verbenacea: um caso de sucesso na fitoterapia brasileira. Lavras, MG: UFLA, 2010.

LINS,A.P.; ALVARENGA, M. A. Flavonóides de Cordia verbenacea. Supl. Ciência e Cultura, São Paulo, v. 32, p. 457, 1980.

LORENZI, H; MATOS, F.J.A. Plantas Medicinais no Brasil: nativas e exóticas. Nova Odessa , SP: Instituto Plantarum, 2002.

LORENZI, H; MATOS, F.J.A. Plantas Medicinais no Brasil: nativas e exóticas. 2. ed. Nova Odessa , SP: Instituto Plantarum, 2008.

QUISPE-CONDORI, S. et al. Global yield of the Supercritical CO2 extraction from Cordia verbenacea DC – Anticancer and antimycobacterial activities. Pharmacognosy Magazine, v. 3, p. 39-46, 2007.

SERTIEÉ, J. A. A. Pharmacological assay of Cordia verbenacea. Part 1. Anti-inflammatory activity and toxicity of the crude extract of leaves. Planta Médica, v. 54, p. 7-11, 1988.

Tags: AnalgésicoAnti-inflamatórioCicatrizanteDispepsiaDiuréticoReumatismoTônico

DENTE-DE-LEÃO

09/01/2020 15:30

Taraxacum officinale   F.H.Wigg.

Asteraceae 


Sinonímias: Leontodon taraxacum L., Leontodon vulgare Lam., Taraxacum dens-leonis Desf., Taraxacum vulgare Schrank. 

Nomes populares:  Dente-de-leão, dente-de-leão-dos-jardins, serralha, taraxaco, chicória-silvestre, alface-de-cão, alface-de-coco, soprão, salada-de-toupeira, amargosa, amor-dos-homens, chicória-louca, pára-quedas, radite-bravo. 

Origem ou Habitat: Originária da Europa e Ásia. 

Características botânicas: Planta herbácea, perene, leitosa, acaule, com raiz tuberosa e pivotante. Folhas em roseta, simples, sem pecíolos, curto-pilosas ou glabras, inteiras ou pinatipartidas, de 15 a 25 cm de comprimento, de sabor amargo. Inflorescências em capítulos solitários, situados no ápice de caules florais ocos, pubescentes, de 20 a 30 cm de altura, cada capítulo medindo de 5 a 15 cm de diâmetro. As flores são amarelas e hermafroditas, e os frutos são aquênios escuros e finos, contendo em uma das extremidades um chumaço branco de pelos que facilitam a sua flutuação no vento. Multiplica-se por sementes.  

Uso popular:  Considerada popularmente como uma das melhores plantas diuréticas, com efeitos laxativo, colagogos e coleréticos. A infusão da raiz fresca é utilizada em casos de cálculos biliares, estágios inicias de cirrose e hepatite. Indicada para dispepsias como tônico amargo e utilizada em tratamento coadjuvante em processos reumáticos e obesidade e também para tratar o excesso de ácido úrico, gota e hipertensão. Indicada para dores reumáticas, prisão de ventre, astenia, diabetes e para afecções de pele, além das enfermidades do fígado, icterícia, afecções do baço e diarreia crônica. Em algumas regiões, suas folhas são consumidas como saladas (Lorenzi & Matos, 2002; Drescher, 2001; Stuart, 1981). 

Composição química:  Raiz: inulina (25-38%), derivados triterpênicos pentacíclicos provenientes do látex (isolactucerol, taraxerol, taraxasterol, acetatos e seus 16-HO-derivados), lactonas sesquiterpênicas (taraxicina, derivados do ácido taraxínico, 11-b-13-dihidrolactucina, ixerina D, ainslioside), uma resina ácida (taraxerina), goma, mucilagem (1%), fitoesterois (beta-sitosterol, estigmasterol), tiamina, ácidos graxos (ácido mirístico, palmítico, linoleico, linolenico), ácidos fenilcarboxílicos (ácido cafeico, clorogênico e p-hidrofenilacético), água (10-14%), frutose (até 18% na primavera), saponinas, glucosídeos benzílicos, beta-frutofuranosidase (enzima que despolimeriza a inulina), dihidroconiferina, siringina, dihidrosiringina, carotenóides, vitaminas (A, B, C, D, ácido nicotínico, nicotinamida) e sais minerais (8-10%): manganês, magnésio, ferro, silício, cromo e potássio, principalmente. 

Folhas: flavonoides (apigenina, luteolina), vitaminas B, C e D, provitamina A (em concentração maior que a da cenoura), potássio, germanólidos, carotenoides (luteína, violoxantina), taraxacina (princípio amargo do grupo das lactonas sesquiterpênicas), aminoácidos (asparagina, glutamina) e cumarinas. 

Flores: lecitina, carotenoides (criptoxantina, crisantomaxantina, violaxantina, flaxantina, luteína, luteína-epóxido, criptoxantina-epóxido), taraxacina, beta-amirina, beta-sitosterol, vitamina B2, arnidiol, farnidiol, lipídeos (acilglicerídeos e ácidos graxos). Látex: de cor branca e amargo, contém álcool cerílico, glicerol, ácido tartárico, lactucerol alfa e beta, derivados triterpênicos pentacíclicos descritos na raiz. 

Pólen: cicloartenol, cicloartanol, 31-norcicloartanol, pollinastanol. 

Análise proximal para cada 100 g de folhas: calorias 45; água 85,6%; proteínas 2,7g; gorduras 0,7g; carboidratos 9,2g; fibras 1,6g; cálcio 187mg; fósforo 66mg; ferro 3,1mg; sódio 76mg; potássio 297mg; ácido ascórbico 35mg; riboflavina 0.26mg; tiamina 0.19mg; beta-caroteno 8.400 microg. (Alonso, 2004). 

Ações farmacológicas: Planta com efeito diurético importante, confirmado em estudos com seres humanos (Clare, et al., 2009). O taraxaco, um composto do dente-de-leão, aumenta a secreção dos sucos gástrico e salivar, estimula a liberação de bile da vesícula biliar e do fígado, e atua como laxativo leve. Os resultados obtidos de estudos em animais e em seres humanos mostraram melhora na icterícia, hepatite e inflamação do ducto biliar. Num pequeno grupo de paciente, a raiz do dente-de-leão foi utilizada com sucesso no tratamento da colite inespecífica crônica, produzindo alívio da dor abdominal, constipação e diarreia (Fetrow & Avila, 1999). A planta possui atividade anti-inflamatória e anti-nociceptiva através da inibição da produção de óxido nítrico e expressão de COX-2 e atividade antioxidante (Jeon, et al., 2008). 

Interações medicamentosas: Agentes antidiabéticos: podem potencializar os efeitos desses agentes, causando hipoglicemia. Evitar uso concomitante. 

Agentes anti-hipertensivos: possível efeito hipotensor aditivo ou sinérgico. Evitar uso concomitante. 

Diuréticos: podem potencializar as perdas de líquido e eletrólitos. Evitar o uso concomitante (Fetrow & Avila, 1999). 

O dente-de-leão pode diminuir a absorção de alguns antibióticos pelo corpo, diminuindo a eficácia destes: ciprofloxacino, enoxacino, norfloxacino, sparfloxacino, trovafloxacino, gatifloxacino, levofloxacino, lomefloxacino, moxifloxacino, norfloxacino, ofloxacino, e grepafloxacino. 

Tomar dente-de-leão junto com medicações que são metabolizadas pelo fígado pode levar a aumento de efeitos adversos destas medicações, a exemplo de amitriptilina, haloperidol, ondansetron, propranolol, teofilina, verapamil, e outros. 

A planta também pode diminuir a eficácia de algumas medicações como: acetaminophen, atorvastatina, diazepam, digoxina, entacapone, estrogênio, irinotecano, lamotrigina, lorazepam, lovastatina, meprobamato, morfina, oxazepam, e outros (Natural Medicines Comprehensive Database, 2011). 

A planta também pode diminuir a excreção de lítio, levando a aumento do nível sérico, podendo resultar em efeitos colaterais desta medicação (Natural Medicines Comprehensive Database, 2011). O aumento da toxicidade do lítio durante tratamentos antidepressivos pode ocorrer pela depleção do sódio devido ao efeito diurético da planta (Alonso, 2004).  

Efeitos adversos e/ou tóxicos: A planta tem sido usada em alimentos por vários anos, sem quaisquer efeitos colaterais. Entretanto, não deve ser ingerida em quantidades maiores do que aquelas normalmente presentes em alimentos ou bebidas alcoólicas. (Fetrow & Avila, 1999). Doses elevadas podem provocar hiperacidez e, consequentemente, vômitos (Drescher, 2001). 

O dente-de-leão pode causar reações alérgicas quando tomado via oral ou colocado sobre a pele em pessoas sensíveis ou que tenham história de alergia com outras plantas como crisântemos e margaridas (Natural Medicines Comprehensive Database, 2011. 

Contra-indicações:  Evitar o uso da planta por gestantes ou lactantes, pois os efeitos não são conhecidos. Pessoas com cálculos biliares, inflamações na vesícula ou obstrução do trato gastrointestinal também não devem utilizá-la (Fetrow & Avila, 1999). Contra-indicado para menores de 2 anos (Alonso, 2004). 

Pessoas que utilizam medicamentos como anti-hipertensivos, antidiabéticos e diuréticos devem ter atenção ao início de sintomas de hipoglicemia, hipotensão e desidratação com o uso concomitante da planta com as medicações. (Fetrow & Avila, 1999). 

Posologia e modo de uso:  Para distúrbios da função digestiva (estomacal, hepática, biliar, intestinal e prisão de ventre) e como diurético, é recomendado seu extrato alcoólico, preparado amassando-se em pilão 2 colheres de sopa de raízes e folhas picadas e deixando em repouso por 3 dias em 1 xícara de chá de álcool de cereais a 75% administrando 1 colher de chá diluída em um pouco de água antes das principais refeições. 

Pode-se também empregar na forma de decocção, fervendo por 5 minutos, e tomando de 2 a 3 xícaras diárias (Alonso, 2004). 

Para afecções de pele do rosto (pruridos, eczemas, escamações e vermelhidão) e irritação nos olhos, é recomendado o uso externo do seu chá, preparado com 1 colher de sopa de raízes picadas em 1 xícara de chá de água em fervura por 5 minutos e adicionando-se 1 colher de sobremesa de mel após esfriar e coar. Aplicar no rosto e inclusive nas pálpebras, com um chumaço de algodão, 2 vezes por dia, de preferência antes de deitar (Lorenzi & Matos, 2002; Panizza, 1997). 

Para casos de cálculos biliares, e processos iniciais de cirrose e hepatite, recomenda-se a infusão da raíz fresca, na proporção de 1 colher da raíz para uma xícara de água. 

Observações: A farmacopeia alemã recomenda o emprego da planta em casos de anorexia, meteorismo, dispepsias e como diurético (Alonso, 2004). 

A raíz seca, moída e tostada é utilizada como substituta ao café (Alonso, 2004).
 

 

 

Referências:
ALONSO, J. Tratado de Fitofármacos y Nutracéuticos. Rosario, Argentina: Corpus Libros, 2004. p. 406-411 

CLARE, B. A.; CONROY, R. S.; SPELMAN, K. The diuretic effect in human subjects of an extract of Taraxacum officinale folium over a single day. Journal of Alternative and Complementary Medicine, [S. I], v. 15, n. 8, p. 929-34, ago 2009. 

CUNHA, A. P.; SILVA, A. P.; ROQUE, O. R. Plantas e Produtos Vegetais em Fitoterapia. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, 2003. p. 602-603. 

DRESCHER, L. (coord.). Herbanário da Terra: Plantas e Receitas. Laranja da Terra, ES: ARPA (Associação Regional dos Pequenos Produtores Agroecológicos), 2001. p. 61 

FETROW, C. W.; AVILA, J. R. Manual de Medicina Alternativa para o Profissional. Rio de Janeiro, RJ: Editora Guanabara Koogan S.A., 2000. p. 251-253. 

JEON H. J. et al. Anti-inflammatory activity of Taraxacum officinaleJournal of Ethnopharmacology, [S. I], v. 115, n. 1, p. 8-82, 4 jan 2008. 

LORENZI, H; MATOS, F.J.A. Plantas Medicinais no Brasil: nativas e exóticas. Nova Odessa , SP: Instituto Plantarum, 2002. p. 177. 

PANIZZA, S. Plantas que curam: cheiro de mato. 5. ed. São Paulo: IBRASA, 1997. p. 91-92. 

STUART, M. Enciclopedia de Hierbas y Herboristería. Barcelona: Ediciones Omega S. A., 1981. p. 270-271. 

http://www.nlm.nih.gov/medlineplus/druginfo/natural/706.html – Acesso em: 06 de junho de 2011. 

http://www.tropicos.org – Acesso em: 06 de junho de 2011. 

http://srtaohara.blogspot.com/2010/10/velha-infancia.html – fotos – Acesso em: 06 de dezembro de 2011. 

http://arcadenoe.sapo.pt/forum/viewtopic.php?t=51682 – fotos – Acesso em: 06 de dezembro de 2011. 

http://blogdomoquenco.blogspot.com/2011/07/dente-de-leao-como-fonte-de-borracha.html – fotos – Acesso em: 06 de dezembro de 2011.

Tags: AsteniaColagogoColeréticaDispepsiaDiuréticoDores reumáticasHipertensãoLaxante

CORDÃO-DE-FRADE

08/01/2020 16:15

Leonotis nepetifolia  (L.) R. Br.

Lamiaceae  


 Sinonímias: Phlomis nepetifolia L., Leonurus kwebensis N.E.Br., etc. 

Nomes populares:  Cordão-de-frade, cordão-de-são-francisco, emenda-nervos, pau-de-praga, corindiba, etc. 

Origem ou Habitat: Nativa da África tropical e naturalizada em todo o Brasil. 

Características botânicas:  Herbácea anual, ereta, pouco ramificada, aromática, caule quadrangular, medindo de 80 a 160 cm de altura. Folhas membranáceas, simples, opostas, longo-pecioladas, com a face inferior de cor verde-esbranquiçada, medindo de 5-12 cm de comprimento. Flores labiadas, alaranjadas, com sépalas de pontas agudas e ásperas, reunidas em inflorescências globosas axilares, distribuídas ao longo do caule, à semelhança de um cordão com nós que os frades usavam na cintura, daí a razão de seu nome popular. 

Partes usadas:Folhas, inflorescências, raízes e hastes. 

Uso popular:  Esta planta é empregada na medicina popular para tratar casos de bronquite crônica, tosses, asma brônquica, dores de origem reumática, inflamação urinária e nos casos de dispepsia e astenia. É registrado o uso como anti-hemorrágico uterino. Os nativos das Guianas empregam as inflorescências para estimular a secreção da bile e melhorar a digestão. O decocto das folhas é usado como antidisentérico e para calculose renal. 

Na Índia, é empregado como analgésico, tratamento da febre, diarréia, asma bronquial, malária, influenza, etc. 

Composição química:  Alguns compostos encontrados: terpenos, flavonóides, taninos, iridóides, esteróis e gorduras. 

Os componentes principais do óleo essencial foram D-germacreno (40,7%), β-cariofileno (16,0%), e α-humuleno (10,9%). 

Dez novos diterpenos bis-spirolabdane, leonepetaefolins AE (1, 3, 5, 7, 9) e 15-epi-leonepetaefolins AE (2, 4, 6, 8, 10), juntamente com oito diterpenos labdano conhecidos (11-18) bem como dois flavonóides conhecidos, apigenina e cirsiliol, foram isolados a partir das folhas de Leonotis nepetaefolia. 

Ações farmacológicas: Um estudo mostrou que a planta Leonotis nepetifolia possui as seguintes propriedades biológicas: antibacteriana, antioxidante, larvicida e pesticida. 

 

 

Referências:
LORENZI, H.; MATOS, F. J. A. Plantas Medicinais no Brasil: nativas e exóticas. 2.ed. Nova Odessa, SP: Instituto Plantarum, 2008. 

Li J 1 , Fronczek FR , Ferreira D , Burandt CL Jr , Setola V , Roth BL , Zjawiony JK -. Bis-diterpenóides spirolabdane de Leonotis nepetaefolia. J Nat Prod. 2012 Apr 27;75(4):728-34.Acesso 15 Ago 2014. 

Rojas, Luis B.; Cordero de Rojas, Yndra; Arzola, Juan Carmona; Usubillaga, Alfredo – Volatile components of the leaves of Leonotis nepetifolia (L.) R. Br. growing in the Merida State, Venezuela – Ciencia (Maracaibo, Venezuela) (2007), 15(3), 357-360. Language: Spanish, Database: CAPLUS – Acesso 14 Ago 2014. 

Sobolewska, D. et al.- Preliminary phytochemical and biological screening of methanolic and acetone extracts from Leonotis nepetifolia (L.) R. Br – From Journal of Medicinal Plants Research (2012), 6(30), 4582-4585. | Language: English, Database: CAPLUS – Acesso 14 Ago 2014 

http://www.tropicos.org/Name/17600109 – Acesso 14 Ago 2014. 

Udaya Prakash, N. K. et al.- Studies on antibacterial, antioxidant, larvicidal, pesticidal activities and phytochemistry of Leonotis nepetifolia (Linn) R. Br. International Journal of Research in Pharmaceutical Sciences (Madurai, India) (2013), 4(2), 303-309. Language: English, Database: CAPLUS – Acesso 14 Agosto 2014.

Tags: AsmaAsteniaBronquiteDiarreiasDispepsiaTosse

CASCA-D’ANTA

07/01/2020 22:24

Drimys winteri J.R. Forst. & G. Forst. 

Winteraceae 


Sinonímias: Drimys brasiliensis Miers., Drimys chilensis DC., Drimys winteri foandina (ReicheHaumanDrimys winteri fogranadensis (L. f.) Eichler, Drimys winteri var. morenonis Kuntze, Drimys winteri var. punctata (Lam.) DC., entre outros. 

Nomes populares:  Casca-d’anta, cataia, canela-amarga, capororoca-picante, casca-de-anta, pau-pra-tudo. 

Origem ou Habitat: É nativa do Chile. No Brasil ocorre nos domínios fitogeográficos: Caatinga, Central Brazilian Savanna, Atlantic Rainforest. Alguns autores assinalam que é nativa do Brasil. 

Características botânicas:  Arvoreta de até 5 m de altura. Folhas alternas, oblanceoladas a oblongas, obtusas, coriáceas, medindo aproximadamente 6 a 7 cm de comprimento por 6 cm de largura, com a face inferior branco-prateada. Inflorescências em corimbos axilares. Flores hermafroditas, de 2 a 3 cm de diâmetros, com 2 ou 3 sépalas e 10 pétalas brancas, com muitos estames. Fruto carnoso, com 4 a 12 partes, separadas na maturação. 

Partes usadas:Folhas e cascas. 

Uso popular:  Problemas gástricos e estomacais (dispepsia, disenteria, náuseas, dores intestinais e cólicas), febres, anemia, expectorante na bronquite crônica, considerado um tônico na convalescença. 

Composição química:  Taninos, sesquiterpenóides. Cascas: sesquiterpenos, terpenóides e lignanas. Folhas: terpenóides e flavonóides (com ação antitumoral), Folhas jovens: substâncias cardioativas (SIMÕES, 1995). 

Ações farmacológicas: Anteriores experimentos pré-clínicos realizados revelou que o extrato hidroalcoólico da planta mostrou propriedades anti-alérgicas, anti-inflamatória e antinociceptiva.(CECHINEL FILHO, V. et all., 1998). 

 

 

Referências:
CECHINEL FILHO, V. et all. “Isolation and identification of active compounds from Drimys winteri barks”. Journal of Ethnopharmacology, Volume 62, Issue 3, October 1998, Pages 223–227. Acesso Julho 2016. 

LORENZI, H.; MATOS, F. J. A. Plantas Medicinais no Brasil: nativas e exóticas. 2.ed. Nova Odessa, SP: Instituto Plantarum, 2002. 

Mello-Silva, R. 2015. Winteraceae in Lista de Espécies da Flora do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Disponivel em: .Acesso Julho 2016. 

SIMÕES, C. M. O. Plantas da Medicina Popular do Rio Grande do Sul. Porto Alegre: UFRGS, 1986. 

http://www.tropicos.org/Name/50081423 – Acesso 25 Julho 2016 

Tags: AnemiaCólicaDisenteriaDispepsiaExpectoranteFebreNáuseaTônico

BOLDO-ALUMÃ

04/01/2020 23:10

Gymnanthemum amygdalinum (Delile)Sch.Bip.ex Walp.

Asteraceae (Compositae) 


SinonímiasVernonanthura condensata (Baker) H. Rob., Vernonia bahiensis Toledo., Vernonia condensata Baker.

Nomes popularesAlumã, aloma, aluman, luman, boldo, boldo-baiano, boldo-goiano, boldo-de-Goiás, boldo-japonês, boldo-chinês, boldo-de-folha-larga, fel-de-índio, árvore-do-pinguço, alcachofra, cachofra, figatil, necroton, heparém, macelão, estanca-sangue, entre outros

Origem ou HabitatÁfrica tropical, trazida para o Brasil nos tempos coloniais.

Características botânicasArbusto grande ou arvoreta, pouco ramificada, de ramos quebradiços, de 2-4 m de altura. Folhas simples, inteiras, membranáceas, glabras, de 5-12 cm de comprimento, com sabor amargo. Flores discretas, de coloração esbranquiçada, reunidas em pequenas panículas terminais e axilares de capítulos alongados. O florescimento é discreto e ocorre no verão. Multiplica-se por estacas

Partes usadas: Folhas.

Uso popularA infusão das folhas é utilizada para problemas de vesícula biliar, diarreia, dispepsia (distúrbios digestivos) e como “protetor” hepático, para dores de cabeça relacionadas a problemas digestivos e também é usado em casos de colesterol elevado. A mistura com vinho é utilizada para inapetência.

Composição químicaPresença de saponinas, glicosídeo cardiotônico “vernonina”, flavonóides, óleos essenciais e substâncias amargas (lactonas sesquiterpênicas) ¹.

  • Glicosídeos esteroidais: vernoniosídeo B2, vernoniosídeo D, vernoniosídeo D1, vernoniosídeo D2 e vernosídeo ³.
  • Lactonas sesquiterpênicas: 19-hidroxivernolido, vernolido, vernodalina, 11β,13-diidro-hidroxivernolido, 11β13-diidro-19-hidroxivernolido.
  • Triterpenóides: lupeol e lupenol.

Apresenta um teor de cinarina maior que a alcachofra (Cynara scolymusL.)(MATOS, 2000)

Ações farmacológicas: Digestivo, tônico, diurético, colagogo, colerético, emenagogo, estimulante do apetite, analgésico, antiinflamatório, carminativo.

Interações medicamentosas: Não há relatos na literatura consultada

Efeitos adversos e/ou tóxicos: Não há relatos de usuários ou na literatura consultada. 

Contra-indicaçõesA falta de estudos sugere precaução de uso em grávidas e nutrizes.

Uso interno: Infusão de 1 folha picada em 150mL (xícara de chá) de água fervente. Utilizar 1 xícara de chá, 3x ao dia, antes das principais refeições;

Ou pode ser feito macerado em água fria, meia folha amassada em um copo de água por 10 minutos , coar e tomar 3 vezes ao dia.

Não há estudos sobre o uso crônico.

Observações: É uma planta de sabor amargo.

 

 

Referências: 
AMARAL, A.C.F.; SIMÕES, E.V.; FERREIRA, J.L.P. Coletânea científica de plantas de uso medicinal. Organizado por FIOCRUZ. Rio de Janeiro, Brasil: Abifito, 2005. p. 186-197.

ANVISA. RDC N° 10/2010. Diário Oficial da União (Imprensa Nacional), 2010. Ano CXLVII, N° 46, Seção 1. p. 52-59

LORENZI, H.; MATOS, F. J. A. Plantas Medicinais no Brasil: nativas e exóticas. 2. ed. Nova Odessa, SP: Instituto Plantarum, 2008. 165p.

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