MALVA-DE-DENTE

14/02/2020 22:44

Malva parviflora  L.

Malvaceae


Nomes populares: Malva-de-dente, malva, small-flowered mallow (Ingles, Canada), little mallow (Ingles, Estados Unidos).

Origem ou Habitat: Europa, Ásia e África.

Características botânicas: Herbácea anual, medindo entre 0,5 – 1,0 m de altura, glabra ou pubescente. Folhas com 2,5 – 6 cm de comprimento, 3 – 7,5 cm de largura, alternas, 5 – 7 lobadas, margens crenadas longamente pecioladas. Inflorescência fasciculada na axila das folhas, 3 – 6 flores. Flores rosadas pediceladas, cerca de 0,6 cm de comprimento, hermafroditas, 5 pétalas estreitas na base e bilobadas no ápice, estames numerosos soldados pelos filetes, ovário súpero 10 estigmas.

Partes usadas: Folhas.

Uso popular: Muito empregada em inflamações das gengivas ( periodontias), em inflamações do aparelho genital feminino, dos rins e intestino, tem bom efeito sobre hemorróidas e cistites, tem ação laxante, a mucilagem possui atividade anti-inflamatória e protetora das mucosas digestiva, respiratória e cutânea, tem bom efeito em gripes, faringites , enfisema e asma, possui ação expectorante, auxilia o tratamento de gastrites e úlceras gástricas, é ótimo para furúnculos, como cicatrizante de feridas e picadas de insetos. Externamente, em inflamações e corrimentos vaginais.

Tanto os árabes como os romanos usavam as folhas de malva na alimentação.

Composição química: Mucilagem.

Ações farmacológicas: in vitro demonstrou atividade anti-inflamatória ,antimicrobiana e cicatrizante ; também mostrou atividade hipoglicêmica em ratos de laboratório.

Interações medicamentosas: Não há relatos.

Efeitos adversos e/ou tóxicos: Não há relatos de efeitos adversos em humanos há relato de possível intoxicação de ovelhas por comer malva de dentes.

Contra-indicações:  Não há relatos, melhor evitar o uso interno em grávidas.

Posologia e modo de uso: Infusão – uma colher das de sobremesa de folhas frescas para uma xícara de água. Até 4 xícaras ao dia. Para gastrites, tomar 40 minutos antes das refeições.

Decocção – Ferver 30 a 40 gramas por litro, por 15 minutos e aplicar na forma de compressas, lavados, banhos oculares, gargarejos, colutórios, banhos vaginais.

Cataplasma quente de farinha de linhaça com folhas de malva sobre furúnculos.

Em picada de insetos, usar o suco da planta fresca.

Observações: As espécies de Malva podem ser parasitadas pelo fungo Puccinia malvacearun, tornando-se manchadas, cheias de pústulas pardas e, portanto, inadequadas ao uso (BISSET, 1994).

uma usuário referiu o fato de sentir “dor nos ossos” quando usa mais de três dias seguidos.

Referências: 

VEIGA LOPES, A.M. Vinte e quatro plantas usadas na medicina popular do Rio Grande do Sul, apostila, 2002.

Avaliação da actividade hipoglicemiante das folhas de Malva parviflora em ratos com diabetes induzida por estreptozotocina. Perez Gutierrez RM . Fonte Laboratorio de Investigación de Productos Naturales, Escuela Superior de Ingeniería Química e Industrias Extractivas IPN, Av. Instituto Politecnico S / N, Col Zacatenco, CP 07758, México DF. rmpg@prodigy.net.mx

http://www.tropicos.org/Name/19600174.

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