MELALEUCA

14/02/2020 23:21

Melaleuca alternifolia  Cheel.

Myrtaceae


Nomes populares: Melaleuca, óleo-de-melaleuca, mirto-de-mel, tea tree, árvore-do-chá.

Origem ou Habitat: A melaleuca é originária da Austrália.

Características botânicas: Árvore aromática que mede de 5-7 m de altura. Folhas.

Partes usadas: Óleo essencial de suas folhas e gemas.

Uso popular: Entre os usos populares mais recomendados está a aplicação do óleo essencial , por via externa, em casos de feridas infectada, micoses, tinhas, pé-de-atleta e abscessos. Usada também para candidíase, herpes simples, afecções bucais e bronqueais e em quadros dolorosos reumáticos.

Composição química: Composição química do Óleo essencial: Segundo Alonso(2004):

Monoterpenos: A-pineno (2,5%), B-pineno(1%), mirceno(1%), A-terpineno(8%), G-terpineno(18%), p-cimeno(3,9%), limoneno(2%), terpinoleno (3%), p- felandreno, hidratos sabineno trans e cis e trans- piperitol. Sesquiterpenos: aromadendreno (3%), α- ylangene, biciclogermacreno, palustrol, globulol, rosifoliol e espatulenol. Álcoois monoterpênicos: terpinen-4-ol (42,1%), A-terpineol (9,1%), B-terpineol (0,24%), l-terpineol (traços); Óxidos: 1,8 cineol (2,65%).

Efeitos adversos e/ou tóxicos: O óleo puro da árvore de Melaleuca não deve ser ingerido, e devem ser mantidos fora do alcance das crianças; vários casos de envenenamento por óleo de tea tree foram registrados. O óleo também pode causar dermatite de contato.

5 ml do óleo essencial puro pode produzir quadros neurotóxicos.

Posologia e modo de uso: Aplicação do óleo essencial , por via externa, na forma de compressas com 3-5 gotas diluídas na água, em casos de feridas infectada, micoses, tinhas, pé-de-atleta e abscessos.

Na presença de candidíases, lava-se 4 x dia a 1% de solução em água destilada.

Em casos de herpes simples empregam-se 30 gotas em 1 litro de água, realizando banhos de assento ou duchas vaginais.

Para aftas e afecções bucais empregam-se 5-10 gotas em um copo de água para fazer gargarejos e bochechos.

Em afecções bronqueais coloca-se 5 gotas em recipiente com água quente e faz-se inalação de 5-10 minutos. Em quadros dolorosos reumáticos misturam-se 30 gotas de óleo de melaleuca em 50 ml de suspensão oleosa vegetal para friccionar as partes afetadas, 2-3 vezes ao dia.

Na presença de micoses cutâneas prepara-se um líquido com base em tintura de própolis (85%), óleo essencial de melaleuca (10%), e óleo essencial de gerânio (5%). Aplica-se diretamente sobre a zona afetada com algodão ou pulverizador, 2x ao dia. Repetir esse procedimento até duas semanas depois de desaparecidos os sintomas.

Referências: 

ALONSO, J. Tratado de Fitofármacos y Nutracéuticos. Rosario, Argentina: Corpus Libros, 2004.

BROPHY, Joseph J.; Davies, Noel W.; Southwell, Ian A.; Stiff, Ian A.; Williams, Lyall R. “Gas chromatographic quality control for oil of Melaleuca terpinen-​4-​ol type (Australian tea tree)”. – From Journal of Agricultural and Food Chemistry (1989), 37(5), 1330-5. (Scifinder) Acesso 09 NOV 2015.

YU, D.; WANG, J.; Shao, X.; Xu, F.; Wang, H. – ” Antifungal modes of action of tea tree oil and its two characteristic components against Botrytis cinerea”. – from Journal of Applied Microbiology (2015), 119(5), 1253-1262. (Scifinder) Acesso 05 NOV 2015.

http://www.kew.org/science-conservation/plants-fungi/melaleuca-alternifolia-tea-tree – Acesso 17 NOV 2015.

http://www.tropicos.org/Name/50234332 – Acesso 05 NOV 2015.

Tags: Micose

ALFAVACA-CRAVO

27/12/2019 01:05

Ocimum gratissimum  L.

Lamiaceae (Labiatae) 


SinonímiasOcimum guineense Schumach. & Thonn., Ocimum viride Willd., Ocimum suave Willd.

Nomes populares: Alfavacão, alfavaca-cravo, alfavaca, manjericão-cheiroso, alfavaca-de-vaqueiro, remédio-de-vaqueiro, etc.

Origem ou Habitat: Originário do Oriente e subespontâneo em todo o Brasil.

Características botânicas: Existem vários quimiotipos, descreveremos resumidamente o designado como eugenolífero: subarbusto aromático, lenhoso, perene, atinge até 2,5 m de altura. Possui caule pubescente quando novo, quadrangular e lenhoso na base. As folhas tem aroma forte e agradável que lembra o cravo-da-índia (Syzygium aromaticum (L.) Merr.& L. M. Perry), são opostas, pecioladas, ovado-oblongas, com os bordos dentados, membranáceas, acuminadas, pubescentes em ambas as faces, de 4-8 cm de comprimento. As inflorescências são terminais ou axilares. As flores pequenas, roxo-pálidas ou amarelo-esverdeadas, dispostas em racemos paniculados eretos e geralmente em grupos de três. Fruto tipo cápsula, pequeno, possuindo 4 sementes esféricas.

Partes usadas: folhas e inflorescências.

Uso popular: a região da Mata Atlântica, o banho preparado com as folhas é usado externamente para combater qualquer tipo de micose. Os banhos também são considerados antigripais, especialmente em crianças e, para tratar casos de nervosismo e paralisia. O xarope das folhas com mel é usado contra tosses, dores de cabeça e bronquites. A infusão das folhas é usada em afecções da boca. A decocção das raízes é usada contra diarréias, distúrbios do estômago, dores de cabeça e como sedativo para crianças. Considerada carminativa, sudorífica, diurética, estimulante, repelente, antisséptica e febrífuga. As folhas também são usadas como condimento em culinária, por seu sabor e odor semelhante ao do cravo-da-índia (Syzygium aromaticum (L.)Merr.& L. M. Perry.

Composição química: O óleo essencial das folhas contém: eugenol (77,3%), 1,8-cineol (12,1%)(Nordeste do país), β-cariofileno, o-cimeno, p-cimeno, carvacrol, canfeno, limoneno, a-pineno, b-pineno, geraniol, timol, gratissimeno, linalol, b-elemeno, b-cubebeno, citral, cânfora, a-tujeno, a-humuleno, etc.

O teor máximo de eugenol ocorre às 12:00h enquanto o 1,8-cineol, tem seu maior teor pela manhã e no final do dia (Lorenzi & Matos, 2008).

A planta contém também taninos, esteróides, triterpenóides e carboidratos.

Ações farmacológicas: Seu óleo essencial tem ação bactericida, anestésica e analgésica; muito desta ação é devido ao eugenol.

Possui princípio balsâmico de ação antisséptica pulmonar e expectorante relacionado ao 1,8-cineol.

O óleo essencial apresenta atividade antimicrobiana contra bactérias enteropatogênicas.

A planta também age como larvicida e repelente de insetos de longa duração.

Contra-indicações: Deve ser evitado na gravidez, principalmente no primeiro trimestre, pela possível ação teratogênica; e em crianças pequenas.

Posologia e modo de uso: Infusão: preparada adicionando-se água fervente em 1 xícara de chá contendo uma colher de sobremesa das folhas picadas, 3 vezes por dia. Para afecções da mucosa oral, fazer bochecho com a infusão. Para o preparo dos banhos, faz-se a infusão mais concentrada, utilizando mais folhas e adiciona-se à água do banho.

Observações: Em amostras coletadas em Itajaí/SC, o teor de óleo essencial nas folhas variou entre 0,6% a 1,24%(base seca), apresentando como principais componentes o eugenol (39,41%), cariofileno (7,42%), geraniol e timol (SILVA JUNIOR, A.A., 2003).

2). Acessos genéticos de O. gratissimum podem ser divididos em seis grupos químicos:

1º(timol:a-copaeno), 2º(eugenol:espatulenol), 3º(timol:p-cimeno), 4º(eugenol:X-muuroleno), 5º(eugenol:timol) e 6º(espatulenol:geraniol)(SILVA JUNIOR, A.A., 2003).

3). Na Índia ocorre a raça química tipo cinamato de etila.

 

Referências: 

DI STASI, L.C.; HIRUMA-LIMA, C.A. Plantas medicinais na Amazônia e na Mata Atlântica. 2.ed. 2.ed. Colaboração de Alba Regina Monteiro Souza-Brito, Alexandre Mariot, Claudenice Moreira dos Santos. São Paulo: Editora UNESP, 2002. p.420-421.

DRESCHER, L. (coord.). Herbanário da Terra: Plantas e Receitas. Laranja da Terra,ES: ARPA (Associação Regional dos Pequenos Produtores Agroecológicos), 2001. p. 25.

FRANCO, G. Tabela de composição química dos alimentos. 9.ed. [S. I.]: Atheneu, 1992.

LORENZI, H.; MATOS, F. J. A. Plantas Medicinais no Brasil: nativas e exóticas. 2.ed. Nova Odessa, SP: Instituto Plantarum, 2008. 253 p.

MATOS, F. J. A. O Formulário Fitoterápico do Professor Dias da Rocha. 2 ed. Fortaleza: UFC Edições, 1997. 58p.

SILVA JUNIOR, A.A. Essentia herba: Plantas bioativas. Florianópolis: Epagri, 2003. p. 102-110.

http://www.tropicos.org – Acesso em: 20 de maio de 2011

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