SENE

22/02/2020 16:52

Senna alexandrina  Mill.

Fabaceae


SinonímiasCassia senna L., Cassia acutifolia Delile, Cassia alexandrina (Gersault.)Thell., Cassia angustifolia Vahl., Senna acutifolia (Delile)Batka, Senna alexandrina Gersault., Senna angustifolia (Vahl.)Batka.

Nomes populares: Sene, sena, sene-da-Índia, sene-de-Alexandria, hindi sana (Índia), sen (Espanha).

Origem ou Habitat: Nordeste da África e do Oriente Médio.

Características botânicas: Subarbusto perene, caracterizado por apresentar uma altura entre 0,75 cm a 2 m de altura, folhas compostas paripenadas, divididas em 4-8 folíolos inteiros, medindo de 2-6 cm de comprimento por 4-14 mm de largura, em contorno lanceolado ou oval-lanceolado, de cor verde amarelada, apresentando ápice agudo, base assimétrica e margem lisa. Flores pequenas e numerosas, agrupadas em racemos, com pétalas amarelas. O fruto é uma vagem achatada, membranosa e deiscente, medindo de 15-17 mm de largura, de cor verde (com o tempo torna-se marrom).

Partes usadas: Folhas secas ou frutos (vagens).

Uso popular: As folhas secas de sene e os frutos são largamente usados como laxante para o tratamento de constipação aguda.

Composição química: Antraquinonas ou derivados antracênicos: diantron-glicosídeos ou antrocenosídeos, destacando-se os senosídeos A e B, senosídeos C e D, também encontram-se antraquinonas livres em menor quantidade (aloe-emodina, crisofanol, reína e seus respectivos glicosídeos).

Outras substâncias presentes:

Hidratos de carbono (arabinose, galactose, ácido galacturônico, ramnosa); galactomanano (galactose e manose) e açúcares livres (frutose, glicose, pinitol e sucarose).

Flavonóides (kempferol e isoramnetina); óleo essencial (traços); saponina; resina; fitoesterois; minerais e derivados naftalênicos.

A fração lipofílica das folhas contém 80% de clorofila e 10% de ceras.

Antraquinonas: Senosídeo A – D, madagascina, 3-geraniloxiemodina, 6 – hidroximusicina glicosídeo e glicosideo de tinevelina, Aloe – emodina, emodina e reína.

Flavonoides: Canferol e isoramnetina.

Ações farmacológicas: Laxativo.

Interações medicamentosas: Todas as interações com o sene surge com o uso crônico e abusivo.

Efeitos adversos e/ou tóxicos: O uso prolongado ou excessivo do sene provoca inicialmente diarréia com espoliação de potássio e diminuição na concentração de globulinas séricas. A longo prazo pode causar nefrite, colite ou constipação paradoxal.

Contra-indicações: O sene é contraindicado nas seguintes situações: obstrução intestinal, apendicite, abdômen agudo, hipocalemia, enterite, enfermidade de Crohn, colite ulcerosa, hemorroidas, crianças menores de 10 anos.

Contraindicado também em gestantes e lactantes.

Observações: Espécies Cassia com estames retos (em oposição a estames curvos) foram transferidas para o gênero Senna, e o nome correto para as espécies combinadas é Senna alexandrina.(Wyk & Wink, 2004).

Os extratos de sene não deve ser empregado mais de 7 ou 10 dias consecutivos.

Os senosídeos não estão presentes na planta fresca, são transformados durante o processo de secagem.

O uso contínuo de chá de sene podem causar melanose reto-cólica, uma condição pré-maligna.

Para o tratamento da constipação habitual, recomendamos tomar em jejum, meio copo de água morna com 1 limão espremido, e introduzir as modificações necessárias na dieta e nos hábitos.

Referências: 

ALONSO, J. Tratado de Fitofármacos y Nutracéuticos. Rosario, Argentina: Corpus Libros, 2004.

BARCELOUX, Donald G.. Senna (Senna alexandrina P. Mill.). Medical Toxicology Of Natural Substances, [s.l.], p.591-595, jan. 2008.

EPIFANO, Francesco et al. Screening for novel plant sources of prenyloxyanthraquinones: Senna alexandrinaMill. andAloe vera(L.) Burm. F.. Natural Product Research, [s.l.], v. 29, n. 2, p.180-184, 24 out. 2014.

LORENZI, H.; MATOS, F. J. A. Plantas Medicinais no Brasil: nativas e exóticas. Nova Odessa, SP: Instituto Plantarum, 2002.

http://www.moreirajr.com.br/revistas.asp?fase=r003&id_materia=4530 – Acesso 10 Abril 2015.

WYK, Ben-Erik van & WINK Michael “MEDICINAL PLANTS OF THE WORLD”, Timber Press, Portland, Oregon/U.S.A. 2004.

http://cdn.fagron.com.br/doc_prod/docs_7/doc_610.pdf – Acesso 16 abril 2015.

http://www.tropicos.org/Name/13032839?tab=synonyms – Acesso 10 Abril 2015.

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